sábado, 31 de janeiro de 2026

A Sintonia do Silêncio

Ela chegou de mansinho, como quem não quer nada — e, de fato, não desejou nada. Aprochegou-se sem pedir licença, parecendo atender às vozes do destino. Colocou-se ao meu lado, juntinhos, sem muita explicação; apenas o silêncio de dois corações dançando a vida. Um tum aqui, outro tum-tum acolá.

Era a sintonia perfeita a embalar os passos de quem sabe de onde veio e para onde deseja ir. São passos suaves, porém firmes, um após o outro, numa cadência inerente aos espíritos em paz — espíritos que acreditam na vida e em seus frutos. Obrigado, Izabel, por se apresentar em minha vida. Só em perceber que você existe, minha alma encontra acalento.

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