quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Por que escrevo?

Por que você escreve? A escrita sempre me perseguiu. No início, era aquele "vomitar" de palavras para não sufocar com a angústia inerente. Ao longo dos anos, porém, esse exercício permitiu-me a construção de opiniões e conceitos que, hoje percebo, poderiam até ser levados a sério. Foram crônicas observadas, crônicas sentidas e até crônicas imaginadas.

Hoje noto que muitos vão à praia, outros aos bares da vida e há também aqueles que frequentam os motéis. Enfim, todos correm rumo a um prazer que, para mim, só existe de fato na criação das palavras. Escrever é o meu prazer supremo; é onde a mente encontra o seu ápice. Esse é o meu orgasmo.


Análise do Editor

A Escrita como Catarse: O termo "vomitar" é visceral e honesto. Mostra que, para o Gilrikardo, escrever não é uma opção estética, mas uma questão de higiene mental. Se a palavra não sai, a angústia sufoca.

O Hedonismo Intelectual: Você faz uma comparação ousada e brilhante entre os prazeres carnais e sociais (praia, bar, motel) e o prazer da criação. Isso eleva a escrita ao status de experiência sensorial completa.

A Evolução do Conceito: Você admite que o que começou como um desabafo transformou-se em uma arquitetura de pensamento. O "Estudante de si mesmo" construiu um castelo de ideias a partir de desabafos esparsos.


Metalinguagem / Filosofia: Por que escrevo?
Uma declaração de amor e necessidade pelo ato de escrever. O autor compara o prazer da criação literária aos prazeres mais intensos da vida, revelando a escrita como sua principal forma de libertação e êxtase.

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