terça-feira, 16 de outubro de 2012

Renato Holz

A VERDADE DE CADA UM
No. 302 - 42/2012 

O que é “ Vencer na Vida “?

Renato Holz (*)

            Hoje, dia dedicado aos professores, abordo a questão do vencer na vida, uma das principais razões, se não a principal do esforço de todos os mestres.
A ciência econômica ensina que necessidade econômica é o desejo de possuir um bem, e que bem econômico é aquilo que atende à necessidade econômica.
            Na atualidade nos vemos frente a tantas necessidades sociais geradas pela constante evolução tecnológica, pelo efeito de demonstração – idiossincrasia - , pela ânsia de ter o mais novo e o mais moderno, que nos esquecemos de viver.
            Quando se observa a educação, vemos esta tomar proporções além do natural, transformando os jovens que a ela tem acesso, em excepcionais competidores deles mesmos, pois, para os conceitos atuais, necessário é, além de ser melhor que o próximo, ser mais importante e melhor que a si próprio para “vencer” na vida.
            Esse vencer na vida não é mais algo a ser conquistado, mas sim algo a ser disputado entre as pessoas no mercado de trabalho e, para tal, a cultura atual está embriagada na educação descomunal como solução.  As crianças já não tem tempo para brincar, os jovens deixaram de frequentar clubes e praticar esportes, pois seus compromissos, além da escola, com cursos de línguas, informática, etc, etc tomam todo o seu tempo.
            Não me entendam mal, nada tenho contra a educação. Mas, se educar é preparar alguém para a vida, não devemos esquecer que além de ensinar a crianças e jovens todos os conhecimentos científicos, profissionais e de mercado, faz parte da educação o ensino de valores  morais, de ética, de civismo.  Educar também é mostrar que não devemos deixar nos escravizar pelo consumo desenfreado, pela “obrigação" de ter, ter e ter; ensinar que desejo econômico e bem econômico são assuntos da ciência econômica, que não é a razão principal da vida.
            Todos nós, se fizermos um levantamento dos objetos que temos espalhados pela casa, que não usamos, e dos quais na verdade não precisamos, e avaliarmos quantas horas de trabalho foram necessárias para adquirir tudo isto, vemos quanto tempo para fazer coisas de que realmente gostamos desperdiçamos, sim, desperdiçamos correndo atrás do que nem queríamos. .
            Quantas vezes você aproveitou uma manhã de domingo para ir com  seus filhos observar o trabalho e a organização social das formigas, ou a contemplar um casal de pássaros construindo seu ninho?  São só dois exemplos da riqueza de ensinamentos que a natureza nos proporciona para passar sadios conhecimentos a nossas crianças e jovens.
            Devemos educar para a vida,  e não somente para uma parte dela que são o aspecto profissional e satisfação de necessidades econômicas.
            Meus parabéns a todos os professores pelo dia a eles dedicado, especialmente àqueles que aprenderam e ensinam que vencer na vida não é fruto de ter, mas sim de ser.

Pensem nisto enquanto desejo a todos
           uma ótima semana
                   Renato Holz                                                                                               Horizonte / Ce 15 de outubro de 2012

             < renatoholz31@gmail.com >                                                                                                             (*)Renato Holz
bacharel em ciências econômicas, articulista e consultor em planejamento estratégico

P.S. – Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a autoria.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia da professora - 15 outubro

Lá se foram mais de quatro décadas, e em minha memória as marcas da professora Rejane ainda permanecem. Foi a primeira mulher a me impressionar. Foi a primeira a me tratar muito além do que poderia imaginar. Com atenção. Carinho. Além da enorme simpatia e alegria que de pronto irradiava. Eram dias de rei. E ela era a minha rainha. Aliás, permanece rainha em meus pensamentos. Que a vida lhe tenha premiado com a mesma felicidade que soube compartilhar comigo e meus colegas. Salve professora Rejane! Eternamente em meu coração.

sábado, 13 de outubro de 2012

E por falar em PT

"Muitas vezes há mais bom 
senso numa única pessoa 
do que numa multidão"
Fedro

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sina

Diante de fatos que envolveram o PT, ficou evidente a vocação equivocada de gentes em conluio se arvorar privilégios além do bem e do mal. (gilrikardo)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

-Brasil, mostra tua cara!

Gustavo Franco
A Sociedade do Privilégio

"Só uma bem urdida Sociedade do Privilégio consegue o prodígio de alijar a Economia de Mercado do sistema político-partidário e nos impor quatro candidatos a desancar o que chamam de 'o modelo neoliberal'."

Passando em revista nossas origens, um tema comum a muitos historiadores é a formação de uma Sociedade fundada sobre o Privilégio. No começo, quando se forma o que Jorge Caldeira chamou de a Nação Mercantilista, não havia capital, nem trabalho, tampouco Sociedade, mas apenas o Estado, criador de todos os Privilégios, dentre os quais, inclusive, o direito de propriedade sobre outros seres humanos.

No Brasil, nunca tivemos luta de classes de verdade; a tensão social sempre foi entre o Estado, ou seus donos, e a Sociedade, especialmente os brasileiros desprovidos de Privilégio. Direita e esquerda pareciam atores de um enredo menor num país onde o Estado sempre soube definir-se como um fim em si mesmo, como uma encarnação falsificada da Nação. O Estado sempre foi propriedade privada de poucos, e por isso o Brasil nasceu e cresceu desigual. A Maioria, ou o Povo, essa entidade sem rosto, multidão silenciosa e amorfa, sempre foi coadjuvante da Sociedade do Privilégio e, basicamente, é gente demais para dividir a pouca riqueza existente.

A Democracia de Massa no Brasil é fenômeno muito recente, e seu aparecimento em meados dos anos 1980 tem a mais inesperada conseqüência: a hiperinflação. O leitor já parou para pensar por que a inflação vai de 100% anuais para 84% mensais de 1984 a 1990, durante os primeiros anos de Democracia, depois de mais de duas décadas de Ditadura?

A resposta para esse enigma é simples: o Povo quis participar da Sociedade do Privilégio, anseio absolutamente legítimo, pois, se as políticas públicas eram dirigidas a setores "especiais" ou "estratégicos", por que exatamente alguém, qualquer pessoa, deve ser excluído dessa categoria? Por que apenas alguns e não todos são merecedores das benesses do Estado?

Os primeiros anos da nossa Democracia de Massa produziram a hiperinflação porque a dinâmica política foi a de "incorporar" todo mundo que aparecesse, todos os que quisessem poderiam ter sua Emenda no Orçamento, sua "Conquista" consagrada na Constituição, seu programinha de apoio no contexto da "Política Industrial", todo o país passou a ser "estratégico" e, por força do Princípio da Isonomia, todos passaram a merecer o direito a algum pequeno Cartório pelo menos igual ao do vizinho. Todos se tornaram Credores do Estado, e portanto cobradores implacáveis da Dívida Social.

O novo Estado Democrático, diante desses anseios, adotou um modelo de "Clientelismo de Massa", cujo espírito ainda permanece muito vivo, e que consiste em estender a todos os brasileiros algum Privilégio, via orçamento, ou via regulação, porque todos têm direito. É o Espírito (da Constituição) de 1988.

Todavia, como o Estado não é criador de riqueza, apenas um veículo de transferência, o modelo rapidamente se revelou impraticável. O nobre propósito de "incluir os excluídos" a qualquer custo acabou corrompido pelo fato de que o dinheiro advinha da tributação do próprio "excluído" através da inflação. Ou das futuras gerações através de dívidas crescentes.

Todos têm direito, mas simplesmente não é possível conceder tantos Privilégios a tanta gente; não vamos acabar com a Sociedade do Privilégio multiplicando Direitos e Privilégios de forma irreal.

Com efeito, quem vai terminar com a Sociedade do Privilégio é a Economia de Mercado, e não é outro o motivo pelo qual a Estabilização, a Abertura, a Desregulamentação e a Privatização geraram tantas tensões.

A Economia de Mercado é subversiva numa Sociedade do Privilégio, pois propugna a competição, a impessoalidade e a Meritocracia e dispensa, tanto quanto possível, a interveniência de um Estado cheio de vícios.

Só uma verdadeira e bem urdida Sociedade do Privilégio consegue o prodígio de alijar a Economia de Mercado do sistema político-partidário e nos impor quatro candidatos a desancar o que chamam de "o modelo neoliberal", cada qual propondo, em diferentes vestimentas, a extensão de novos Privilégios e o crescimento do Estado.

Gustavo Franco é economista da PUC-RJ
e ex-presidente do Banco Central

Blog do Políbio Braga


- A carta a que se refere Maria Helena (abaixo) é de Miruna Genoíno, a filha do mensaleiro do PT que foi condenado à prisão por corrupção pelo STF. A carta de Miruna fez o cabotino senador Eduardo Suplicy chorar no Senado. As manifestações da filha do mensaleiro demonstra que não é apenas o pai quem perdeu o eixo e o pudor. Essa gente estranha, que passou a vida toda trabalhando com a lógica de que os fins justificam os meios, desde que a causa seja nobre, não percebeu que a corrupção é incompatível com as práticas políticas dentro de uma sociedade democrática. Miruna precisa compreender esta lição, que não lhe foi ensinada pelo pai, e recolher-se dignamente à posição de familiar recatado diante da desgraça familiar inevitável. Seu pai não é herói de nada, porque não passa de um reles bandido político condenado.


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Carta aberta aos brasileiros da filha de José Genoino

A coragem é o que dá sentido à liberdade

Com essa frase, meu pai, José Genoino Neto, cearense, brasileiro, casado, pai de três filhos, avô de dois netos, explicou-me como estava se sentindo em relação à condenação que hoje, dia 9 de outubro, foi confirmada. Uma frase saída do livro que está lendo atualmente e que me levou por um caminho enorme de recordações e de perguntas que realmente não têm resposta.
Lembro-me que quando comecei a ser consciente daquilo que meus pais tinham feito e especialmente sofrido, ao enfrentar a ditadura militar, vinha-me uma pergunta à minha mente: será que se eu vivesse algo assim teria essa mesma coragem de colocar a luta política acima do conforto e do bem estar individual? Teria coragem de enfrentar dor e injustiça em nome da democracia?

Eu não tenho essa resposta, mas relembrar essas perguntas me fez pensar em muitas outras que talvez, em meio a toda essa balbúrdia, merecem ser consideradas...

Você seria perseverante o suficiente para andar todos os dias 14 km pelo sertão do Ceará para poder frequentar uma escola? Teria a coragem suficiente de escrever aos seus pais uma carta de despedida e partir para a selva amazônica buscando construir uma forma de resistência a um regime militar? Conseguiria aguentar torturas frequentes e constantes, como pau de arara, queimaduras, choques e afogamentos sem perder a cabeça e partir para a delação? Encontraria forças para presenciar sua futura companheira de vida e de amor ser torturada na sua frente? E seria perseverante o suficiente ao esperar 5 anos dentro de uma prisão até que o regime político de seu país lhe desse a liberdade?
E sigo...

Você seria corajoso o suficiente para enfrentar eleições nacionais sem nenhuma condição financeira? E não se envergonharia de sacrificar as escassas economias familiares para poder adquirir um terno e assim ser possível exercer seu mandato de deputado federal? E teria coragem de ao longo de 20 anos na câmara dos deputados defender os homossexuais, o aborto e os menos favorecidos? E quando todos estivessem desejando estar ao seu lado, e sua posição fosse de destaque, teria a decência e a honra de nunca aceitar nada que não fosse o respeito e o diálogo aberto?

Meu pai teve coragem de fazer tudo isso e muito mais. São mais de 40 anos dedicados à luta política. Nunca, jamais para benefício pessoal. Hoje e sempre, empenhado em defender aquilo que acredita e que eu ouvi de sua boca pela primeira vez aos 8 anos de idade quando reclamava de sua ausência: a única coisa que quero, Mimi, é melhorar a vida das pessoas...
Este seu desejo, que tanto me fez e me faz sentir um enorme orgulho de ser filha de quem sou, não foi o suficiente para que meu pai pudesse ter sua trajetória defendida. Não foi o suficiente para que ganhasse o respeito dos meios de comunicação de nosso Brasil, meios esses que deveriam ser olhados através de outras tantas perguntas...

Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? Acharia uma excelente ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento cardíaco? Dedicaria suas energias a colocar-se em dia de eleição a falar, com a boca colada na orelha de uma pessoa, sobre o medo a uma prisão que essa mesma pessoa já vivenciou nos piores anos do Brasil?
Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais.

Hoje, nesse dia tão triste, pode parecer que ganharam, que seus objetivos foram alcançados. Mas ao encontrar-me com meu pai e sua disposição para lutar e se defender, vejo que apenas deram forças para que esse genuíno homem possa continuar sua história de garra, HONESTIDADE e defesa daquilo que sempre acreditou.

Nossa família entra agora em um período de incertezas. Não sabemos o que virá e para que seja possível aguentar o que vem pela frente pedimos encarecidamente o seu apoio. Seja divulgando esse e/ou outros textos que existem em apoio ao meu pai, seja ajudando no cuidado a duas crianças de 4 e 5 anos que idolatram o avô e que talvez tenham que ficar sem sua presença, seja simplesmente mandando uma palavra de carinho. Nesse momento qualquer atitude, qualquer pequeno gesto nos ajuda, nos fortalece e nos alimenta para ajudar meu pai.

Ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem e, marca de sua trajetória, está muito bem e muito firme neste propósito, o de defesa de sua INOCÊNCIA e de sua HONESTIDADE. Vocês que aqui nos leem sabem de nossa vida, de nossos princípios e de nossos valores. E sabem que, agora, em um dos momentos mais difíceis de nossa vida, reconhecemos aqui humildemente a ajuda que precisamos de todos, para que possamos seguir em frente.
Com toda minha gratidão, amor e carinho,

Miruna Genoino

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Resposta de uma brasileira à Miruna Genoíno

Embora solidária com seu sofrimento, como uma das cidadãs a quem sua carta é dirigida, não posso me furtar a respondê-la com muita franqueza.


Estranho seria se você, que teve um pai amoroso e que vê esse pai ser um avô dedicado e apaixonado por seus netos, não o defendesse.

Mas pare e pense: você acredita mesmo que nossa Imprensa odeia o governo Lula apenas porque esse cidadão era um operário? Você realmente acha que todos os membros da Imprensa nacional são aristocratas que odeiam a plebe? Será que você não se lembra da força e da torcida da maior parte da Imprensa pela anistia e do prazer com que ela relatou a volta dos exilados?
É à Imprensa, aos seus jornalistas e repórteres, que devemos, em grande parte, a maior parte, aliás, a queda da Ditadura. Se nossos jornalistas não encampassem a luta contra os militares, nós ainda estaríamos sob seu jugo.
Ainda há alucinados que gritam Selva! Mas veja você que a grande Imprensa não lhes dá guarida.
Seu pai cometeu um grave erro: seguir cegamente uma ideologia e acreditar que o PT seria o partido certo para implantar essa ideologia. E não perceber que estava seguindo dois homens que tinham um interesse apenas: o poder pessoal. A qualquer preço.
Você já se perguntou para que eles queriam esse poder? Convive com eles? São homens probos tal qual seu pai? Vivem vida simples e regrada como seu pai e sua família? Eles se dispuseram a inocentar seu pai, confessando, em juízo, que ele foi vítima de um esquema tenebroso?
Não lhe passa pela cabeça que seu pai foi muito ingênuo?
Sinto muito pelo seu sofrimento. Mas penso que sua carta deveria ser destinada ao Lula e ao José Dirceu.

Atenciosamente,

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa



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OUTRA RESPOSTA PARA A CARTA 


Bom, como a carta aberta da filha de Genoíno é endereçada À TODOS OS BRASILEIROS, e eu, como carioca da gema, filho agradecido de nordestino cabra da peste e de uma mineirinha de 1,57 cm, enfezada feito uma capeta menstruada, tenho, por óbvio, o direito de responder.

Querida Miruna, me solidarizo, sinceramente, com sua dor. Um filho ou filha, agradecidos ao pai que lhes trouxe ao mundo, funciona como um advogado, quando da defesa de um réu.

Lamentavelmente o fato de ser avô, ter dois filhos e 3 netos, por si só, não garante que um cidadão que se enquadre nesta condição seja elevado à condição acima de quaisquer suspeitas.

Fernandinho Beira Mar é pai. Tem 4 filhos (reconhecidos) e também é avô de dois netos e isso, convenhamos, não serve de passaporte para a impunidade.

Infelizmente Você teve a CONSCIÊNCIA do que seu pai fez durante o REGIME MILITAR. Eu, ao contrário de você, vivi todos os piores momentos daquela época.
Não estranhe o fato: MAS MUITOS BRASILEIROS COLOCARAM SUAS VIDAS EM RISCO, ACIMA DO CONFORTO E DO BEM ESTAR INDIVIDUAL, para resgatar nossa democracia. Eu estava nesse meio, como outros milhares de brasileiros. E comecei a fazer isso, com apenas 16 anos de idade.

Seu pai, ao contrário do que afirmas, causou mais dor do que tenha sentido. Basta que você leia sobre a guerrilha do Araguaia, motivo de orgulho de seu pai, para saber o que realmente ali se passou. Os justiçamentos, os sequestros, os assaltos, tudo registrado nos arquivos com ambas as visões: a fantasiosa e a verdadeira. A de bandidos que queriam se transformar em heróis e heróis que foram transformados em bandidos pelos filósofos à soldo do petralhismo, por jornalistas engajados e historiadores que fraudaram a história.

Você, com acerto, diz não ter as respostas para as perguntas que se faz, ao contrário dos que vivenciaram cada frame negro daquele filme. Hoje, quem viveu aquele momento, sabe as respostas de todas as perguntas, e sabem que faltam perguntas para tantas respostas.

Por exemplo:

Que “forma de resistência” é essa que falas? Os justiçamentos ocorridos no Araguaia pela SIMPLES DESCONFIANÇA DE QUE UM COMPANHEIRO ESTAVA TRAINDO O GRUPO? O assassinato a marteladas de um jovem tenente que acreditou nas promessas dos guerrilheiros e resolveu se entregar? Uma bomba deixada no aeroporto de Guararapes que deixou 17 vítimas e dois inocentes mortos? Ou a que matou um jovem soldado de apenas 19 anos de idade?

São mais de 40 anos de vida política, diz você. Excetuando-se todas as falsas glorificações dos heróis bandidos, o que sobra de vida de seu pai, se é que cometeu algo de louvável, restou findo no dia de hoje e de forma DEMOCRÁTICA, LEGAL, SEGUNDO O ORDENAMENTO JURÍDICO DE NOSSA NAÇÃO e ONDE LHE FOI DADO TODO O DIREITO À AMPLA DEFESA que, diga-se, centrou na mais cínica mentira que seu próprio texto, nas entrelinhas, conclui.

E aí, Miruna, chegou a hora de você apresentar respostas para as perguntas sobre as respostas que temos:

1) Sendo seu pai tudo o que você descreve com esse belo amor de filha, como pode eLLe não saber de nada do que era feito bem debaixo de seu nariz?

2) Sendo esse HOMEM PRESUMIDAMENTE, POR VOCÊ, CORAJOSO COMO SEMPRE FOI, segundo diz você, POR QUE ELLE NÃO DISSE NÃO AO QUE OUTROS FAZIAM E AINDA COLOCANDO SUA ASSINATURA PESSOAL EM EMPRÉSTIMOS FRAUDULENTOS?

3) SENDO ESSE HOMEM TÃO COMBATIVO QUE SEU AMOR FRATERNO DESCREVE, POR QUE ELLE NÃO IMPEDIU QUE SE COMETESSE UM CRIME NOJENTO, BEM DEBAIXO DO SEU NARIZ, QUE PODERIA CHEGAR AO QUE CHEGAMOS HOJE?

4) SE ELLE LHE DISSE, AOS 8 ANOS: “MIMI, QUERO MELHORAR A VIDA DAS PESSOAS”, então por que permitiu que uma quadrilha roubasse a grana de milhões de brasileiros que trabalham diuturnamente para pagar impostos escorchantes que foram roubados em nome de uma causa?

5) Suponhamos, Mimi, que seu pai soubesse de tudo o que aconteceu nesse episódio tenebroso que atentou contra a nossa democracia, pergunto: Então, por que não saiu do partido? Por que comemorou várias vezes com muitos integrantes do bando as “vitórias” do governo, compradas com dinheiro sujo?

6) E a pergunta final Mimi: POR QUE, TENDO TODAS AS CHANCES DE SE DEFENDER, NÃO O FEZ DE FORMA CABAL, ONDE NÃO RESTASSEM DÚVIDAS SOBRE SUA ATUAÇÃO? POR QUE MENTIU TANTO? POR QUE, CORAJOSO, NÃO OPTOU PELA VERDADE?

Ah, Mimi, não recrimine “os meios de comunicação” desta nossa nação. Muitos jornalistas se esmeram em produzir e divulgar as farsas aprontadas por LuLLa e sua quadrilha. Mas ela, Mimi, ainda é livre. Na Argentina, cujo governo da doida que seu pai defende, a imprensa está sendo cassada. Em Cuba ela só existe para falar bem do governo assassino que seu pai defende. Na Venezuela, as versões que prevalecem, são as oficiais. As poucas que falam a verdade, ou foram “estatizadas” ou “foram eliminadas”. Todos estes exemplos de democracia, são defendidos pelo seu querido pai.

Seu pai terá, como preza nossa democracia, o pleno direito de espernear o quanto quiser. Faz parte.

Da mesma forma, temos o direito de torcer para que a pena que lhe seja imposta seja suficientemente grande, para que não retorne como falso herói novamente.

Seu pai Miruna, com toda a razão e compreensão que nos cabe ter neste momento difícil que vives, pode ser o HERÓI que sua visão enxerga. É o seu papel de filha e lhe admiro por isso.

Mas para nós brasileiros, que cansamos de impunidade, que cansamos das mentiras contadas por LuLLa e amplamente defendidas por seu pai, que cansamos do cinismo com que fomos tratados, que quase desistimos de lutar por esta nação, ao constatarmos todos os dias que os bandidos de sempre impunham à milhões de brasileiros uma pauta sobre a qual não nos cabia o direito de defesa, seu pai não passa de um bandido covarde que ajudou a roubar o dinheiro que poderia construir escolas, creches, hospitais, comprar medicamentos para quem não tem como pagar, dar casas para quem não tem onde morar e realmente, como eLLe lhe disse aos 8 anos: “que a única coisa que queria, era melhorar a vida das pessoas”.

Sinto muito Miruna pela sua dor e pelo momento difícil que estás passando.

Mas não nos tire o direito de sentir uma alegria esfuziante por ver resgatada a justiça que parecia nos ter abandonado. Não nos tire a alegria de poder constatar que um Brasil mais justo e mais honesto, mais verdadeiro e menos cheio de farsantes e mentirosos esteja, finalmente, renascendo.

Lamento te dizer Miruna,

Mas a sua dor é do tamanho exato da alegria das pessoas decentes. Do simples carteiro que encontra uma mala de dinheiro e devolve, ao invés de escondê-la nas cuecas, como fez seu tio, das pessoas que trabalham incansavelmente para dar um futuro melhor para seus filhos, sem praticar qualquer tipo de crime. Do policial que prende quem tenta lhe subornar. Do juiz que julga de forma imparcial um réu, seja ele quem for. Do político que honra os votos que recebeu.

A sua tristeza, Miruna, é a compreensível tristeza de filha.A minha alegria, ao ver seu pai preso, pagando pelos crimes que cometeu, é a de um brasileiro que quer deixar para os netos, um país LIMPO – JUSTO – HONESTO e COM PLENO EXERCÍCIO DA MAIS LIVRE E RESPONSÁVEL DEMOCRACIA.

Por fim Miruna, não "É A CORAGEM QUE DÁ SENTIDO À LIBERDADE", como você disse nas primeiras linhas de sua cartinha, mas o medo de perdê-la. A CORAGEM, querida e competente filha, só é necessária para se defender a verdade como norte, quando todos defendem a mentira como método.

Meus tempos de guri que não voltam mais

Sobre o skate, lembro-me de ter tentado ser um skatista em minha época, logo que surgiu no Brasil eu ainda era adolescente e a brincadeira tornou-se a número um dos guris... nunca as meninas se aventuravam ralar pelas calçadas que percorríamos. Em minha memória ficou o registro de brincadeiras de guris, até que nos últimos tempos comecei a perceber mais meninas que guris brincando de skate, confesso que não entendi, aí então fui a meu filho de quinze anos e indaguei-lhe o porquê de meninas estarem andando mais de skate.
A sua resposta foi que elas brincam de skate porque lhes possibilita passeios e movimentação, os garotos preferem os games e internet... assim ficam trancados em casa enquanto elas vão ralar no asfalto. É, nada como uma geração após a outra.






segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eleições 2012

Eleições | 07/10/2012 | 21h16min

"Vou para cima do judiciário", diz Carlito Merss após derrota em Joinville

Prefeito de Joinville tentava reeleição e teve o registro da candidatura cassada

— Estou desnorteado —, disparou o prefeito Carlito Merss (PT) ao saber da derrota na noite deste domingo. Ele atribui o resultado ao entendimento do TRE-SC de que empenho é dinheiro gasto, o que levou à cassação de sua candidatura. 

— Vou para cima do judiciário, pois essa discussão me arrebentou. Quero saber quem interveio no judiciário —, repetia o prefeito. 

Sobre o apoio para o segundo turno, Carlito disse que "tem muito a ouvir". 

— Queremos saber o que as pessoas pensam antes de definir isso. 

Nesta segunda, o prefeito retoma seu trabalho e garantiu que deixará a Prefeitura sem nenhuma armadilha para o próximo prefeito. 

— O próximo prefeito saberá quanto o município deve ou não deve —, alfinetou.


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Gilrikardo diz: "Desde que assumiu a prefeitura há quatros anos, o atual prefeito continua com o mesmo discurso: "apontar outros culpados pelos desacertos em sua gestão".... agora é a justiça... esquece o prefeito que em momento algum ele esteve além de um quarto lugar, sem considerar o maior índice de rejeição que acabaram por conduzí-lo para fora da disputa.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

-Brasil! Mostra tua cara...

Professor do ensino fundamental no País é um dos mais mal pagos do mundo

04 de outubro de 2012 | 3h 06

Professores brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários de sua categoria em todo o mundo e recebem uma renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. É o que mostram levantamentos realizados por economistas, por agências da ONU, Banco Mundial e Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Prestes a comemorar o Dia Internacional do Professor, amanhã, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou um alerta, apontando que a profissão em vários países emergentes está sob "forte ameaça" diante dos salários baixos.
Num estudo realizado pelo banco UBS em 2011, economistas constataram que um professor do ensino fundamental em São Paulo ganha, em média, US$ 10,6 mil por ano. O valor é apenas 10% do que ganha um professor nesta mesma fase na Suíça, onde o salário médio dessa categoria em Zurique seria de US$ 104,6 mil por ano (mais informações nesta página).
Numa lista de 73 cidades, apenas 17 registraram salários inferiores aos de São Paulo, entre elas Nairobi, Lima, Mumbai e Cairo. Em praticamente toda a Europa, Estados Unidos e Japão, os salários são pelo menos cinco vezes superiores ao de um professor do ensino fundamental em São Paulo.
Guy Ryder, o novo diretor-geral da OIT, emitiu um comunicado ontem no qual apela para que governos adotem estratégias para motivar pessoas a se tornarem professores. Sua avaliação é de que, com salários baixos, a profissão não atrai gente qualificada. O resultado é a manutenção de sistemas de educação de baixo nível. "Muitos não consideram dar aulas como uma profissão com atrativos", disse. Para Ryder, a educação deve ser vista por governos como "um dos pilares do crescimento econômico".
Outro estudo - liderado pela própria OIT e pela Unesco (órgão da ONU para educação, ciência e cultura) e realizado com base em dados do final da década passada - revelou que professores que começam a carreira no Brasil têm salários bem abaixo de uma lista de 38 países, da qual apenas Peru e Indonésia pagam menos. O salário anual médio de um professor em início de carreira no País chegava a apenas US$ 4,8 mil. Na Alemanha, esse valor era de US$ 30 mil por ano.
Em um terceiro levantamento, a OCDE apontou que salários de 2009 no grupo de países ricos tinham uma média de US$ 39 mil por ano no caso de professores do ensino fundamental com 15 anos de experiência. O Brasil foi um dos poucos a não fornecer os dados para o estudo da OCDE.
Médio. Numa comparação com a renda média nacional, os salários dos professores do ensino fundamental também estão abaixo da média do País. De acordo com o Banco Mundial, o PIB per capita nacional chegou em 2011 a US$ 11,6 mil por ano. O valor é US$ 1 mil a mais que a renda de um professor, segundo os dados do UBS.
Já a OCDE alerta que professores do ensino fundamental em países desenvolvidos recebem por ano uma renda 17% superior ao salário médio de seus países, como forma de incentivar a profissão.
Na Coreia do Sul, os salários médios de professores são 121% superiores à média nacional. O Fórum Econômico Mundial apontou recentemente a Coreia como uma das economias mais dinâmicas do mundo e atribuiu a valorização da educação como um dos fatores que transformaram uma sociedade rural em uma das mais inovadoras no século 21.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Educação: faça a tua parte



http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/precisamosderespostas/capa,1429,0,0,0,Home.html

Blog O Mascate


Bolsa Trem Fantasma,. Tem coisas que só a esquerda faz para você.

ATENÇÃO!! 

A EXPOSIÇÃO PROLONGADA A ESTAS IMAGENS PODE CAUSAR TERROR NOTURNO E IMPOTÊNCIA SEQUIÇUAL !!

CAAAARAAAAAAAIO, 


QUANDO A FEÍURA É CRÔNICA, O NEGÓCIO É SER PTRALHA.!!! PT.
O MAIOR AJUNTAMENTO DE MULHER FEIA POR M² DO UNIVERSO


E PHOD@=SE!!!

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CONFIRA AQUI: http://o-mascate.blogspot.com.br/2012/10/bolsa-trem-fantasma-tem-coisas-que-so.html

terça-feira, 2 de outubro de 2012

República

(...). Diz o professor Celso Laffer "numa República, o primeiro dever do governante é o senso de Estado, vale dizer, o dever de buscar o bem comum e não o individual ou de grupos. E o primeiro dever do cidadão é de respeitar os outros. (...)"Ministro Celso de Mello (trecho do voto do Mensalão)

Blog do Ricardo Noblat

POLÍTICA
Mensalão: Trechos do voto histórico do ministro Celso de Mello

* Quero registrar que o STF está julgando a presente causa da mesma forma que sempre julgou os demais processos que foram submetidos sua apreciação. Sempre respeitando os direitos e garantias fundamentais que a Constituição assegura a qualquer acusado, observando ainda, nesse julgamento, além do postulado, os parâmetros jurídicos, muito menos flexibilizando direitos fundamentais a quaisquer que sejam os réus e quaisquer que sejam os delitos.

* E isso é o que entre nós prevalece porque se impõe a todos os cidadãos dessa República um dever muito claro: a de que o Estado brasileiro não tolera o poder que corrompe e nem admite o poder que se deixa corromper.

* (...) Este processo criminal, senhor presidente, revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho de Estado, transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de poder, como se o exercício das instituições da República pudesse ser degradado a uma função de mera satisfação instrumental de interesses governamentais ou desígnios pessoais

* (...). A conduta dos réus, notadamente daqueles que ostentam ou ostentaram funções de governo, maculou o próprio espírito republicano. Em assuntos de Estado ou de governo, nem o cinismo, nem o pragmatismo, nem a ausência de senso ético e nem o oportunismo podem justificar práticas criminosas, como as ações de corrupção do alto poder executivo ou de agremiações partidárias. (...)

* É nesse contexto que se pode dizer que a motivação ética é de natureza republicana. Isso passa pela virtude civil do desejo de viver com dignidade. E pressupõe-se que ninguém poderá viver com dignidade em uma República corrompida (...). Diz o professor Celso Laffer "numa República, o primeiro dever do governante é o senso de Estado, vale dizer, o dever de buscar o bem comum e não o individual ou de grupos. E o primeiro dever do cidadão é de respeitar os outros. (...)"

* O conceito de República aponta para o consenso jurídico do governo das leis e não do governo dos homens, ou seja aponta para o valor do Estado de Direito. O governo das leis obstaculiza o efeito corruptor do abuso de poder, das preferências pessoais dos governantes por meio da função equalizadora das normas gerais, que assegura a previsibilidade das ações pessoais e, por tabela, o exercício da liberdade (...).

* E numa República as boas leis devem ser conjugadas com os bons costumes dos governantes e dos governados que a elas dão vigência e eficácia. A ausência de bons costumes por parte dos governantes leva à corrupção, que significa destruição (...). O espírito público da postura republicana é o antídoto do efeito deletério da corrupção (...).

* Nós sabemos que o cidadão tem o direito de exigir que o estado seja dirigido por administradores íntegros e por juízes incorruptíveis. O fato é que quem tem o poder e a força do estado em suas mãos não tem o direto de exercer em seu próprio proveito.

* É importante destacar as gravíssimas consequências que resultam do ato indigno e criminoso do parlamentar que comprovadamente vende o seu voto, comercializa a sua atuação legislativa em troca de dinheiro ou outras vantagens. Só vale destacar, de passagem, senhor presidente, a gravidade das consequências do ato do parlamentar que se deixa corromper. Consequências de natureza penal, constitucional e também institucional. Mas vale pensar sobre a validade ou não do ato legislativo decorrente de corrupção parlamentar (...) Essa é uma situação que se aplica, claramente, às sentenças quando proferidas por juízes corruptos. O eminente ministro Fux aí está para confirmar este aspecto que é muito delicado. Alguns autores sustentam que haveria inconstitucionalidade no ato legislativo decorrente de corrupção parlamentar...

* Esses vergonhosos atos de corrupção parlamentar profundamente levianos quanto à dignidade e à respeitabilidade do Congresso Nacional, atos de corrupção alimentados por transações obscuras, devem ser condenados e punidos com o peso e o rigor das leis dessa república porque esses vergonhosos atos que afetam o cidadão comum privando-o de serviços essenciais, colocando-os à margem da vida, esses atos significam tentativa imoral e ilícita de manipular criminosamente à margem do sistema funcional do processo democrático e comprometendo-o.

CONFIRA AQUI: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/10/01/mensalao-trechos-do-voto-historico-do-ministro-celso-de-mello-467831.asp