quinta-feira, 13 de junho de 2013

Diz que deu e diz não dá

CPI DOS BURACOS

Por Gilrikardo

Vergonhosamente os nobres vereadores parece que abafaram a CPI dos Buracos que tinha tudo de bom para prestar um serviço de utilidade pública ao contribuinte e ao eleitor municipal, pois não é preciso mais que três neurônios e nem curso de arquitetura e urbanismo para constatar a péssima qualidade dos serviços de manutenção / recuperação das vias urbanas de Joinville.

Curiosamente num primeiro instante os vereadores Maurício Peixer (PSDB) e Patrício Destro (PSD) cantaram de galo aos quatro cantos ao anunciarem a conquista do número mínimo de assinaturas para a respectiva abertura da tão badalada CPI, para logo em seguida nos surpreenderem com aquilo que parece ser a renúncia da iniciativa?!?!? Será....

Pois bem, utilizando-se dos tais neurônios é fácil entender o que deve ter ocorrido... só não vê quem não quer... e assim a gente vai levando... vai levando... 


Uma carta


Por Gilrikardo

Sou brasileiro que reconhece o valor histórico do nosso exército. Apesar de não possuir nenhum vínculo pessoal com as ditas forças armadas. Condição que não me impede de ter opinião e tecer algum juízo de valor sobre o governo atual e sua relação com a história recente. Em meu entendimento, a anistia foi um marco e zeramento de eras passadas e aí em diante um novo recomeço. Para todos os lados que existissem. 
No entanto, ultimamente as forças governistas se utilizam dos mais estapafúrdios argumentos para reduzir o significado do nosso exército. E o pior disso, é constatar com quais países se mostra ideologicamente alinhado... Cuba... Venezuela... Coréia... Bolívia... Parece que por aqui estão projetando algum "muro", isso preocupa a todos, imaginem que eu, um simples joão ninguém, tem essa visão e apreensão, dá a dimensão do que representa esta questão. 
Tomem esta como um ato de confiança e elogio na trajetória de nosso exército na construção do Brasil.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Diante das últimas notícias

Gilrikardo disse: É muita falcatrua, cara de pau, enfim, nominar de quê os mensaleiros e seus "cumpanheiros" que se safaram. Todos lutando pelas próximas eleições. O resto que exploda. Felizmente sou parte do resto. E como tal, procuro explicações ou algum sentido para esse "caos"; o mais próximo e plausível que encontro está nas palavras  de Arthur Schopenhauer, transcrito abaixo:

A Dura Jornada. Na velhice ao perder os sonhos da sua juventude todo homem que estudou a história do passado e a da sua época, e recolheu o fruto da sua experiência e da alheia, se não estiver com o espírito perturbado por preconceitos muito arraigados, chegará à conclusão de que este mundo é o reino do acaso e do erro, que é governado a seu modo sem compaixão alguma, auxiliados pela maldade e pela loucura, que ao homem empolgam constantemente. Mil trabalhos e esforços é preciso para impor uma idéia nobre, porque dificilmente encontra uma oportunidade de apresentar-se, enquanto que a vulgaridade artística, os sofismas, a malícia e a astúcia reinam de geração em geração, aqui e alhures sem serem interrompidos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Professor Orlando Tambosi



O falastrão de Garanhuns costuma atacar as "zelites", sem definir quem delas faz parte. Pura hipocrisia. Pouca gente, entre as elites, vive tão nababescamente quanto este "operário" que não trabalha desde os 29 anos. Em artigo na Veja desta semana - do qual destaco um trecho -, J. R. Guzzo vai ao ponto:

"Lula bate tanto assim na "elite" para esconder o fato de que ele é hoje, na vida real, o rei da elite brasileira. O ex-presidente diz o tempo todo que saiu do povo. De fato, saiu - mas depois que saiu não voltou nunca mais. Falemos sério: ninguém consegue viver todos os dias como rico, viajar como rico, tratar-se em hospital de rico, ganhar como rico (200 mil reais por palestra, e já houve pagamentos maiores), comer e beber como rico, hospedar-se em hotel de rico e, com tudo isso, querer que os outros acreditem que não é rico. Lula exige jato particular para ir às suas conferências e Johnnie Walker Rótulo Azul no cardápio de bordo. Quando tem problemas de saúde, interna-se no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, um dos mais caros do mundo. Sempre chega ali de helicóptero. Vive cercado de um regimento de seguranças que só o típico magnata brasileiro costuma ter."

Pobre Lula!

domingo, 9 de junho de 2013

O PT que a maioria não vê

AJUDANDO IGNORANTES E VAGABUNDOS,
CONSEGUIMOS NOS MANTER NO PODER!


O PT que a maioria não vê

Totalitarios de la, e de ca, uni-vos (para controlar a "midia"): bolivarianos tupiniquins ao ataque

Não passa uma semana sem que os celerados do partido hegemônico voltem ao velho tema da "democratização da mídia", que nada mais é do que o controle da imprensa. Eles adorariam ter um panorama venezuelano aqui também, ou seja: censura, dependência dos meios de comunicação das prebendas estatais e coisas do gênero.

Totalitários são assim: eles não suportam críticas e ficam furiosos quando alguém diz que os que eles estão fazendo é, pela ordem: demagogia, clientelismo, fisiologismo, coronelismo, populismo, estatismo, intervencionismo, protecionismo, assistencialismo, bolivarianismo, fraudismo, mentirismo, enganismo, burrismo e vários outros ismos, o que corresponde, aliás, à natureza essencialmente totalitária de suas orientações políticas, de seu caráter social, embora o conceito de caráter seja enganoso, neste caso.

Eles não vão desistir; os quilombolas da liberdade de opinião tampouco; eu faço a minha parte, frente à passividade de tantos acomodados...
Paulo Roberto de Almeida


Chavismo lá, petismo cá

Editorial O Estado de S.Paulo, 08 de junho de 2013

Não faz muito tempo, o PT preconizava o controle social da mídia. Mas a ideia de controle assusta um pouco e não tem lá grande apelo motivacional. Os marqueteiros entraram em ação e a palavra de ordem mudou então para democratização da mídia.

Afinal, democratização é o tipo ideal de ideia-ônibus: todo mundo embarca nela. Só que, como é da natureza das proposições populistas - muito apelo e pouco conteúdo -, nunca ficou claro o que vinha a ser exatamente a democratização preconizada, de que modo ela se aplicaria ao cotidiano dos veículos de comunicação, no que ela mudaria de fato para melhor a vida dos brasileiros. Agora, finalmente, o grande enigma parece desvendado. Por analogia.

O finado general Hugo Chávez acaba de ser agraciado, na Venezuela, com o Prêmio Nacional de Jornalismo Simón Bolívar, pelos relevantes serviços prestados à causa da democratização da mídia em seu país. Como até as maçanetas do Instituto Lula sabem, Hugo Chávez é a segunda grande figura da política latino-americana a quem as lideranças petistas, Lula à frente, prestam fervorosa reverência. A primeira é Fidel Castro. Não há bom petista que não inveje os poderes de que Chávez logrou se investir para implantar democraticamente o socialismo bolivariano na Venezuela.

A instituição que outorgou a láurea póstuma a Chávez é uma fundação vinculada à vice-presidência da República. Estatal, portanto. E a justificativa do prêmio chega a ser comovente:

"Decidimos outorgar o prêmio extraordinário ao comandante Hugo Chávez porque ele devolveu a palavra aos oprimidos do mundo (sic) em seu papel de comunicador social, em sua constante batalha contra a mentira midiática".

O panorama do jornalismo que hoje existe na Venezuela ainda não chegou à perfeição daquele que vigora há mais de meio século em Cuba, pois ainda sobrevivem alguns veículos não estatais. Em 13 anos de governo, Chávez desenvolveu um meticuloso e eficiente trabalho de neutralização dos jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão que ousavam manifestar discordância com as políticas oficiais. Apelou para todos os tipos de recursos, desde os embargos de um Poder Judiciário completamente subjugado até os obstáculos econômicos e financeiros, passando pela intimidação e o empastelamento.

As emissoras de televisão, pela extensão de sua audiência, foram as mais perseguidas. As duas maiores redes, por insistirem no jornalismo não alinhado com a política chavista, acabaram subjugadas. Em 2007, a RCTV teve a renovação da concessão simplesmente negada, sob o argumento de que teria participado do golpe de Estado que apeou Chávez do poder por dois dias, em 2002. Este ano, a Globovisión, depois de ter sido financeiramente exaurida pela imposição de pesadas multas, foi vendida para um grupo empresarial aliado do governo e está mudando radicalmente sua linha editorial.

Diante dessa realidade na qual praticamente já não se pode falar em liberdade de imprensa, o Sindicato Nacional de Jornalistas da Venezuela protestou contra a homenagem ao caudilho: 

"Repudiamos o prêmio dado ao falecido presidente Chávez, responsável pelo fechamento de grande número de veículos de comunicação durante seu governo: além da RCTV, 33 emissoras de rádio".

No Brasil, sob o pretexto da urgente necessidade de um novo marco regulatório das comunicações (o atual tem mais de meio século), o PT promove deliberadamente a confusão entre o verdadeiro objetivo desse marco, que é regular o funcionamento de uma concessão pública - as emissoras de rádio e TV -, com o controle da mídia impressa, cujo funcionamento não depende de concessão. Para ambos os casos, aliás, prevalecem o fundamento constitucional da liberdade de expressão e o veto a qualquer tipo de censura à atividade jornalística, cujos eventuais abusos são tipificados e têm punição prevista na lei ordinária.

Mas o modelo dos sonhos do lulopetismo é aquele que a Venezuela e outros governos bolivarianos estão tentando copiar de Cuba.

sábado, 8 de junho de 2013

Família

Na imagem abaixo, Pelotas RS, no ano 1939, minha avó Emilia Lima e seu filho com onze anos (meu pai) Tácio Gil.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Professor Janer Cristaldo

NOSSOS BOSQUES TÊM MAIS FLORES
E NOSSAS PUTAS FALAM INGLÊS 

Está divertido observar as idas e vindas do governo tatibitate do PT. Ora enaltece o homossexualismo para depois recuar, ora louva as prostitutas para depois fazer mea culpa. Após a campanha desastrada do ministério da Saúde atestando a suma felicidade de vender o próprio corpo, em vez de demitir-se o ministro da Saúde, foi demitido um guri de recados. E a campanha adquiriu novo formato, que acaba de entrar no site do ministério.

As peças tiveram o reforço da mensagem de prevenção e do uso do preservativo. A ação usou outro slogan: "Prostituta que se cuida usa sempre camisinha" em vez de "Sem vergonha de usar camisinha".

Saiu pior a emenda que o soneto. No fundo, o ministério da Saúde está reiterando a defesa da prostituição. Logo neste país cuja presidente denuncia em público os “crimes monstruosos do tráfico sexual”. Nas tribunas internacionais, o Brasil quer afastar a imagem – promovida inclusive pelas embaixadas brasileiras – de paraíso sexual. Para o público interno, o governo faz – e continua fazendo – a apologia da prostituição.

Tudo bem. Prostituição não é crime no Brasil. Mas o favorecimento à Prostituição - induzir, atrair, facilitar ou manter alguém na condição de prostituto/a – continua sendo. E é isto que o governo está fazendo com sua desastrada emenda ao soneto de rima pobre, ao admitir que prostituta que se cuida usa sempre camisinha. O governo está preocupado em preservar a saúde das profissionais, para que bem possam exercer seu nobre ofício.

Fosse só isto não era nada. Em Minas, a Associação de Prostitutas do Estado de Minas Gerais (Aprosmig) está oferecendo, há dois meses, cursos gratuitos de inglês para facilitar o trabalho com os turistas durante os eventos esportivos. O país não pode fazer feio durante as copas. 

O que me lembra a Cuba de Fidel. No início da “revolução”, Castro alegava que a Cuba de Batista era um bordel dos Estados Unidos. Com Castro, o bordel internacionalizou-se. Virou bordel do mundo todo. A tal ponto que, interrrogado porque as universitárias se prostituíam em Cuba, defendeu-se: “Nada disso. É que em Cuba até as prostitutas têm nível universitário”. Não estou fazendo piada. Isto foi dito pelo ditador. 

Universitária vale ouro no mercado. Nos dias de Nelson Rodrigues, prostituta com curso científico dava status ao cliente. O Brasil avança. Beijo na boca custa mais caro. Ser bilíngüe também. O que me recorda episódio que vivi em meus dias deFolha de São Paulo. Aconteceu em 91.

Era fim de noite, eu havia lido os jornais do dia, o telex ronronava tranqüilo. Para espantar o tédio, comecei a ler classificados. Fui direto às massagistas especiais, setor que me fascina por seus eufemismos. Os jornais do centro do país anunciam diariamente profissionais que oferecem mãos de fada, boca de ouro, seios rijos, cintura fina, pernas torneadas, bumbum arrebitado, olhos verdes e rosto de princesa. Tudo aquilo ao alcance de um telefonema. Como o preço já especificado no próprio anúncio.

Até aí, tudo bem, esse mercado não me é desconhecido. O que me espantou, em todos os jornais, eram os anúncios mais caros, os das belingues. Se é caro deve ser bom, pensei, mas mesmo depois de velho não tinha a mínima idéia do que eram belingues.

Enfim, nada como uma sopa de cebola após um plantão de fim de noite. O planeta bocejava de tédio, eu de sono. Lá pela uma da matina, dei por finda minha missão de vigia noturno dos sobressaltos da história e fui ao Eldorado, bar tradicional da madrugada paulistana, em um hotel da São Luís. O Eldorado sempre me transporta aos cafés europeus. Só me sinto em casa quando ouço várias línguas a meu redor, e lá estava eu, longe desta sofrida São Paulo, tão violentada pela cruel Erundina. Estava, de repente, no Primeiro Mundo.

Em meio a viajantes de todos os quadrantes, uma bela mostragem de mulheres lindas e disponíveis. Claro que toda mulher linda na madrugada, sorrindo pra gente, tem seu preço. Ou então a lógica desembarcou do planeta. Na mesa ao lado, três deusas me exibiam os dentes. Eu estava cansado, sem falar que já havia chegado àquela idade intolerante, na qual levar um bom livro para a cama me dava mais prazer do que muita mulher. Que mais não seja, um bom autor não diz bobagens. Enfim, aqueles dentes que pediam para serem secados ao relento acabaram despertando em mim o eterno sátiro. Convidei as moças à minha mesa.

Apresentações rápidas e vamos ao que interessa: quanto é que é? Claro que em tais ambientes não se fala em cruzeiros. Portanto, 200 dólares. Em um primeiro momento, não me pareceu caro. Três mulheres maduras, como gosto, e insinuando um sofisticado knowhow, não é toda madrugada que encontramos por esse preço. Se bem que, após uma jornada tensa de trabalho, corpo exausto, levar aquele trio para casa, mais que uma temeridade seria um desperdício. Estou morto, aleguei. Nós te ressuscitamos, revidaram as deusas, cientes de seus poderes.

Sei lá por quê, lembrei do Cristo. Se ele sozinho havia ressuscitado Lázaro, bem que uma me bastava. E dispensei duas, sempre pensando com meus botões: é meu tudo que está ao alcance de minha mão. Nada como um dia depois do outro. Havia um congresso de médicos-residentes naquela semana em São Paulo, e minhas deidades preteridas se espalharam pelo bar, com a nobre intenção de tratar bem destes profissionais que tão mal nos tratam.

Já antecipava mentalmente o que estaria acontecendo dali a pouco, quando me ocorreu um senão: eu não tinha dólares. Envergonhado, voltando de repente ao Terceiro Mundo, perguntei timidamente à minha eleita se dignar-se-ia aceitar moeda vil. Tudo bem, disse a moça, a gente faz pela cotação do dia. Foi justo naquela data em que o dólar parou nos 500 collorcruzeiros, o que me facilitou as contas. Setenta por quinhentos dá 35 mil, pensei. Vale!

Devo ter pensado em voz alta, pois aqueles dentes lindos desapareceram de repente de meu raio visual. Como setenta? — perguntou a moça. Claro, meu anjo. Duzentos dólares por três dá dízima periódica. Como não gosto de discutir centavos, arredondei por alto, setenta. Que fiasco, leitor! Era duzentos por cabeça.

Otimista como sou, pareceu-me que nem tudo estava perdido. A aura de encantamento que emanava das três meninas havia feito esquecer meu propósito original, uma casta sopa de cebola. E continuava com fome. Por 200 dólares, imaginei que seria recebido com um faisão trufado, escargots de entrada e talvez profiterolles de sobremesa. Depois então, mas só depois... Puro devaneio. Duzentos era a prestação devida exclusivamente a seus serviços profissionais. Fora táxi e eventualmente motel.

Há determinados ramos do comércio nos quais não cabe pechinchar. Como dizia Walter Benjamin, prostitutas são como livros, podemos levar quantas e quando quisermos para a cama. Naquela altura, já interiormente decidido a mergulhar na madrugada em algum capítulo do Quixote, me permiti tecer algumas considerações sobre o momento crítico que vive a nação. Nada de regateio, apenas o prazer de teorizar.

As moças aproveitavam o congresso de médicos para arredondar a receita de fim de mês. Ora, neste país em que médico em começo de carreira ganha por hora menos que encanador ou azulejista, médico-residente anda matando cachorro a gritos. Por sofisticadas que fossem as três, a meu ver nada entendiam de marketing. Fossem girar bolsinhas em um congresso de metalúrgicos do ABC, ou de estivadores de Santos, teriam cientificamente maiores possibilidades de ganho.

Ela concordou comigo. Mas pedia que eu ponderasse suas razões. Não era exatamente uma dessas meninas que fazem amor baratinho, com um olho no relógio para bem organizar o faturamento do dia. Nós — insistiu — não somos profissionais fulltime. Nós gostamos de unir o prazer ao dinheiro. Podes me imaginar na cama de um estivador, por mais dólares que me paguem?

De fato, não conseguia. No fundo, tinha de concordar com ela. Claro que ela merecia 200 dólares. Mas, argumentei, por quatro noites contigo eu pago um vôo Buenos Aires-Moscou-Buenos Aires. Lá, sobre a tumba do finado comunismo, pelo menos enquanto os sórdidos hábitos capitalistas não contaminarem as ex-camaradas, posso ouvir eslavas uivando na língua de Dostoievski, por uma calcinha rendada ou um secador de cabelos. Pode ser, admitiu a moça, confessando que não conhecia Moscou. Mas alegou que precisava valorizar-se. Sem falar que era belingue.

Senti um frio no estômago ao ver meus duzentos dólares batendo asinhas. Essas eu não conhecia. E tinha uma a meu lado, pronta para o consumo, bastava apenas aceitar seu preço. Nunca é tarde para aprender coisas novas, pensei. Já me dispunha a levantar a moça, quando me ocorreu perguntar: mas belingue, como é que é mesmo? Ela se espantou com minha incultura. “Jura que não sabe, amor?”

Não sabia mesmo. Vagamente me ocorria uma mulher com duas línguas. Ela sorriu divertida: “ora, querido, sabes muito bem que isso não existe. Nós, belingues, falamos também inglês”.

Foi a minha vez de sorrir. Vai ver ela queria dizer bilingüe. E já não tinha mais sopa de cebola no Eldorado. Pedi uma salada niçoise a quatro dólares, economizei 196. Mais quatro noites sem minhas belingues, estou em Moscou. Compro uma bijuterias dos camelôs que a cruel Erundina instalou no Brás, e seja lá o que Deus quiser! 

Sempre fomos um país generoso e hospitaleiro. Nestas copas, o Brasil não vai deixar o turista na mão. Nossos bosques têm mais flores e nossas putas falam inglês.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

O PT que a maioria não vê

Dignidade... cadê?



Campanha asquerosa que não conseguiu ficar no ar além de vinte quatro horas. Essa é uma maneira de jogar dinheiro no ralo. Esse é o jeito PT de governar.

Aguardem...


Bolsa Índio vem aí!