quinta-feira, 3 de maio de 2012

A condição humana

Agir no sentido mais geral do termo significa tomar iniciativa, iniciar, imprimir movimento a alguma coisa. 
Por constituírem um initium, por serem recém-chegados e iniciadores, em virtude do fato de terem nascido, os homens tomam iniciativa, são impelidos a agir. (...) 
O fato de que o homem é capaz de agir significa que se pode esperar dele o inesperado, que ele é capaz de realizar o infinitamente improvável. E isto, por sua vez, só é possível porque cada homem é singular, de sorte que, a cada nascimento, vem ao mundo algo singularmente novo. 
Desse alguém que é singular pode-se dizer, com certeza, que antes dele não havia ninguém. Se a ação, como início, corresponde ao fato do nascimento, se é a efetivação da condição humana da natalidade, o discurso corresponde ao fato da distinção e é a efetivação da condição humana da pluralidade, isto é, do viver como ser distinto e singular entre iguais.
Hannah Arendt

Rir é o melhor remédio

Depois de levar pé na bunda,
dentista arranca todos os dentes de ex

Revoltada, uma dentista arrancou todos os dentes de seu antigo namorado após ser trocada por outra mulher. Depois de terminar o namoro, o ex voltou para o consultório por causa de uma dor de dente e acabou se dando mal.
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Em vez de tratá-lo, Anna Mackowiak, de 34 anos, deu uma dose cavalar de anestésico para Marek Olszewski, o amado de 45 anos, e arrancou todos os seus dentes. Depois da cruel vingança, a dentista enfaixou sua a cabeça e disse que "houve complicações" e ele deveria procurar um especialista.
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Segundo o "Daily Mail", Anna afirmou que tentou ser profissional e manter a amizade com o ex, mas não conseguiu controlar as emoções. "Eu sabia que tinha algo estranho porque quando acordei não senti meus dentes, mas não tinha razões para desconfiar dela. Quando me olhei no espelho que descobri", contou o ex-namorado horrorizado.
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A dentista acabou atrás das grades e pode ficar lá por três anos. No entanto pôde sentir o gostinho da vingança: seu ex foi largado pela nova namorada que não suportou o fato de de ter um parceiro banguela.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Doidice

Estou com a sensação de que tudo urge, tudo é rápido, tudo é passageiro... Pelo menos assim tem sido o trato com nossa educação, cultura, política e pequenos avanços que se consegue. Vivemos em uma era onde o tempo de gestação ou germinação de uma ideia ou maturação de algum conhecimento é etapa que não existe mais. Devemos parir tudo pronto ao gosto de quem aí está... 
Não temos tempo para estudos, exercícios mentais e outros objetivos relacionados á paciente labuta de se adquirir conhecimento. É a ganância exigindo urgência para logo se tornar célebre... pouco importa o resto ou as etapas eliminadas.

CPI do Cachoeira



A verdade de cada um

Nr.278-18/2012
Porque somos indiferentes?
Renato Holz*

Relembrando fatos  ocorridos em nosso país há não muito tempo,  que ficaram conhecidos como: - Celso Daniel - Prefeito de Campinas ,  Toninho do PT,  quebra de sigilo bancário de caseiro em Brasília,  Lina Vieira - Secretaria da Receita Federal e seu choque com a direção maior da Casa Civil da Presidência da Republica em outubro de 2008, o não julgamento até esta data dos envolvidos no mensalão, o escândalo do momento - Cachoeira/Delta, só  para  citar  alguns, vejo  que nós brasileiros pouco ou nada aprendemos  com  o que a história recente - os 2 último séculos - registrou e com ensinamentos que várias personalidades legaram para a humanidade.
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Refiro-me à autofagia da revolução francesa, que executou alguns de seus principais  mentores e líderes, às lições deixadas por poetas, filósofos e pensadores como  Vladimir Maiakoski, poeta quando se referiu a fatos da Revolução comunista de 1917,  Martim Niemoeller que 1933  registrou seus sentimentos em relação ao que ocorria na Alemanha.Nazista e de Berthold Brecht - confessando seus erros durante  o movimento nazismo na Alemanha. No âmbito brasileiro, as causas e os efeitos da revolução Farroupilha,o desastre que os custos da Guerra do Paraguai representaram para o desenvolvimento brasileiro, as graves conseqüências para o país da revolução de 1930 e do "Estado Novo", além de muitos outros fatos mais recentes.
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E nós brasileiros das primeiras décadas do século XXI ?
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É tão pequena a nossa capacidade para exercermos o maior poder que a constituição deste país nos assegura, já em seu artigo primeiro, cujo parágrafo único estabelece: " todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos desta constituição."
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Uma grande parcela do povo brasileiro  desconhece todos os fatos acima, assim como desconhece em todo, ou em parte, o que a constituição federal vigente estabelece - segurança pública (art 144), primado no trabalho (art 196), saúde (art 196), Educação (art 205) só para citar alguns aspectos.
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O desconhecimento de muitos é por sua incapacidade de ler e entender o que a Constituição estabelece. Já outros só tomam conhecimento daquilo que lhes convém.
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Aqueles brasileiros que dispõe dos conhecimentos necessários para entender e interpretar tanto suas obrigações como seus deveres, assim como os acontecimentos que dizem respeito a todos, tem a obrigação cívica de atuarem como multipli- cadores, tanto de seus conhecimentos, como das interpretações dos fatos do dia a dia do país.  
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Como?  Há inúmeras maneiras de sermos portadores de amizade, paz e de votos de prosperidade. Podemos começar conversando com as  pessoas de nosso convívio diário - colegas de trabalho, as pessoas que trabalham em nossas residências, prédios, escola de nossos filhos, e assim por diante.
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È uma tarefa árdua, sem dúvida, assim como o foi a daqueles que  trabalharam duro para nos legar o estado de direito e as instituições sadias das quais hoje desfrutamos.
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E nós, vamos legar o que a nossos filhos e netos?
Um Estado fiscal e policialesco?
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Os problemas do país não são do governo, da justiça ou de qualquer outra entidade. Os problemas do país são do povo brasileiro, de todos como nação, e individualmente de cada brasileiro,  e, de acordo com as habilidades de cada um, temos o dever de trabalhar com sabedoria, com toda a nossa força e traduzindo nossas ações em beleza na forma de solucionar os problemas nacionais, tanto os grandes, como os pequeninhos, no seio de nossas comunidades.


Para encerrar sugiro a  cada um que se questione:
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E eu, vou fazer a minha parte ou vou continuar a ser um espectador indiferente?
Pensem nisto enquanto desejo a todos
uma ótima semana
renatoholz31@gmail.com
Horizonte CE 30 de abril de 2012
(*)Renato Holz
bacharel em ciências econômicas, e articulista catarinense
P.S.Para reproduzir parcial ou totalmente, favor citar a autoria.

OBS: Abaixo as obras citadas, 
de Vladimir Maiakoski, Martim Niemoeller e Berthold  Brecht.


Não dizer nada
MAIAKOSKI,  Vladimir Vladimirovich (*)

Na primeira noite eles se aproximaram
e colheram uma flor de nosso jardim.
E, não disse nada.

Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E, porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada
(*) Poeta e dramaturgo  russo
*1.893+1930


Não se Importar
BRECHT Berthold (*)

Primeiro levaram os negros,
Mas eu não me importei com isto.
Eu não era negro.
Em seguida levaram alguns operários.
Eu também não me importei.
Eu não era operário.
Depois prenderam uns miseráveis.
Não dei atenção, porque
Eu não era miserável
Depois prenderam uns desempregados.
Mas, como tinha emprego,
Eu também não me importei.
Agora estão me levando.
Mas, já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém,
ninguém se importa comigo.

(*) Médico, Poeta e Dramaturgo alemão
*1898+1956
  

Me calei
NIEMOELLER, Emil Gustav Martim (*)

Primeiro, os nazistas vieram buscar os comunistas,
mas, como eu não era comunista,
eu me calei.
Depois, vieram buscar os judeus,
mas, como eu não era judeu,
eu não protestei.
Então, vieram buscar os sindicalistas,
mas, como eu não era sindicalista,
eu me calei.
Então, eles vieram buscar os católicos
e, como eu era protestante,
eu me calei.
Então, quando vieram me buscar...
Já não restava ninguém para protestar.

(*) Teólogo, filósofo e poeta alemão
Ferrenho opositor ao regime nazista em seu país
*1.882+1984

Jovens portugueses, no êxodo em busca de trabalho

“Brasil, uma das economias de crescimento mais rápido do mundo, está recebendo grande número de portugueses bem-educados, como engenheiros e arquitetos, com vistas à Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016”, diz o suplemento de economia do jornal Times, de Londres."







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domingo, 29 de abril de 2012

Ainda as cotas racias

Há mais de trinta anos, eu, apenas um estudante do interior, branco, pobre e sem dinheiro no bolso, ingenuamente desloquei-me à capital para increver-me no vestibular. No dia da inscrição já me senti intimidado, pois só chegavam pessoas em seus carros e carrões. Então percebi e entendi porque as pessoas estudavam na capital e faziam cursinhos, terceirões entre outras preparações possíveis aos que podiam pagar. Após os exames cujo desempenho é indigno até de lembrar, voltei com minha esperança e doce ilusão à minha terra. Lá olhei o mundo com outros olhos e consegui entender porque somente os filhos dos ricos conseguiam se formar médicos, dentistas, engenheiros, arquitetos... Então, enfiei a viola no saco, me coloquei no meu lugar, e procurei levar uma vida compatível com meus recursos! Não estou aqui para choramingar ou relatar exceções, pois existem em qualquer área, mas acredito que é regra geral, a quem dispõe de melhores recursos, principalmente dinheiro, obter uma melhor formação. Isto é lógico e compatível. Por isso, continuo imaginando que a injustiça no ensino é a econômica. Além da sofrível formação proporcionada pela rede pública até se chegar a universidade. E não uma questão de cor branca, preta, amarela, vermelha, verde ou seja lá qual for.

sábado, 28 de abril de 2012

Assustador

Zorro 70 - Fevereiro 1968

É assustador o poderio dessa internet. A revista acima tem a probabilidade de noventa e tantos por cento de ser igual a que comprei naquele ano de 68, lembro-me que estava em férias, e no caminho para casa, sem ter noção do ocorrido, cheguei sem ter a dita embaixo do braço. Fiquei frustrado, chocado e indignado, pois havia economizado muitas moedas para poder comprar a bendita revista do Zorro. 
Hoje, décadas depois, imagino que deixei-a cair sem perceber, pois estava envolvido com comilança de guloseimas (balas, chicletes, goma e outras porcarias). Nunca esqueci daquele dia, tanto que hoje resolvi procurar na internet e fiquei surpreso e assustado... imaginem as possibilidades dessa onda tecnológica... agora ainda estamos no centro do furacão, à medida que nos distanciarmos, perceberemos com maior clareza os efeitos desta revolução humana.