domingo, 23 de setembro de 2012

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domingo, 23 de setembro de 2012

Inteligência do Exército protege Barbosa

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Leia também o site Fique Alertawww.fiquealerta.net  
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Exclusivo - O Exército escalou seus mais confiáveis e melhores oficiais de inteligência, lotados na Abin, para dar proteção ao ministro Joaquim Barbosa – relator do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal. Ao montar esquema especial para dar segurança a Barbosa – que sempre foi avesso a isto -, empregando seus homens lotados na Agência Brasileira de Inteligência, o EB atropelou o Palácio do Planalto e a cúpula da Polícia Federal ligada aos esquemas petralhas de poder.

Apenas como contraponto: os ministros Ricardo Lewandowski e José Dias Toffoli também contam com proteção intensa. Só que de agentes da Polícia Federal – e não da turma verde-oliva lotada na Abin. A proteção a Barbosa não é só física. Tudo que se fala dele e sobre ele, nos ambientes de poder, também é monitorado. Além disso, todo o sistema telefônico da residência e de seu gabinete no STF foi alterado e passa por uma constante ação de pente fino.

A iniciativa de proteger Barbosa tão intensamente gera uma crise. A Presidenta Dilma Rousseff, como Comandante-em-chefe das Forças Armadas, sequer foi consultada sobre a medida. A blindagem ao Barbosa foi decidida entre alguns integrantes do Alto Comando do Exército e o General José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Aumentará em muito a guerra não-declarada e a insatisfação pessoal mútua entre Dilma e seu ministro Elito.

No fundo, a proteção especial a Barbosa é mais uma operação montada pela chamada “Comunidade de Informações” que sempre tenta agir de forma invisível – embora quase sempre não consiga em uma Brasília cercada de ouvidos eletrônicos em todos os buracos do poder. Em tempos passados, tal comunidade era famosa por vigiar e detonar a esquerda explicitamente. A turma do SNI botava medo. A turma da Abin ligada ao EB – onde a petralhada ainda não conseguiu se infiltrar explicitamente – tenta ser mais “light”.

Agora, pelo menos no reservado discurso da comunidade de informações, a ordem é não contribuir para ampliar um vácuo institucional que se desenha com o resultado do julgamento do Mensalão – que deve atingir em cheio a cúpula petralha, ainda com consequências imprevisíveis de um respingo escatológico no mito Luiz Inácio Lula da Silva (que ainda alimenta o sonho de voltar à Presidência da República).

A tensão entre Dilma e a caserna pode aumentar ainda mais com o Mensalão. Já era enorme por causa da Comissão da Verdade que tomou a decisão fora da lei de perseguir os agentes do Estado acusados de cometer crimes apenas na Era pós-1964. Apoiada por Dilma, a CV quebrou um acordo firmado com os militares, costurado quando Nelson Jobim era ministro da Defesa, de que os crimes de sequestro, terrorismo e assassinato cometidos pelos militantes de esquerda também seriam investigados.

Alguns Generais já se sentem traídos por Dilma. Mas se a traição vai gerar consequências institucionais é um desdobramento imprevisível. A cúpula militar na ativa é publicamente contrária a qualquer virada de mesa. Se os Generais pensam, sinceramente, da mesma forma, na intimidade, são outros quinhentos batalhões. Dilma e seus radicalóides estão provocando a onça com varinha curta.

Além disso, com o próprio Ministério da Defesa, a cúpula militar nunca se sentiu satisfeita por ficar simbolicamente subordinada ao ministro Celso Amorim que tem como assessor-especial José Genoíno – ex-guerrilheiro da luta armada pós-64 e com grandes chances de ser condenado no processo do Mensalão em que o agora protegido Joaquim Barbosa brilha como “grande herói” da República. Na ironia, os militares sõ não têm mais bronca de Genoíno porque alegam que ele entregou, sem qualquer tortura, todos os seus companheiros na Guerrilha do Araguaia...

Indo de uma cachorrice a outra cachorrada, a inteligência militar teme que a petralhada arme ilegalidades para obstruir o julgamento do Mensalão. A mais previsível já se tornou pública e, se acontecer, pode ser a senha para a abertura da portinha do vácuo institucional: que o novo ministro do STF, Teori Zavascki, indicado pelo ex-marido de Dilma Rousseff, tome posse e cometa a imprudência de pedir vistas do processo de mais de 50 mil páginas do Mensalão. Se tal manobra embromatória for adotada, para atrasar o resultado final do julgamento em até seis meses, nem Deus sabe o que poderá acontecer...

A leitura de nossa conjuntura atual é bem simples e roceira. A vaca já está no brejo. Se o Boi vai também... Aí são outros R$ 350 milhões de reais desviados e divididos pelos bandidos no esquema do Mensalão. Na avaliação mais tímida da comunidade de informações – que protege Barbosa e também vigia, cuidadosamente, todos os prováveis condenados na Ação Penal 470 -, o ex-presidente Lula da Silva teria pelo menos 35 milhões de motivos concretos para se preocupar – e muito – com as consequências de ter tantos companheiros e parceiros vendo o sol nascer quadrado...

Enquanto o mito Lula pode se desmantelar entre os segmentos esclarecidos (ou entre os menos ignorantes), o mito de Joaquim Barbosa começa a ser construído e lapidado. Resta aguardar para saber quem será beneficiado com a demolição de um e a edificação de outro. Enquanto isto, os militares ficam iguaizinhos àquele papagaio verde-oliva da piada do português. Nada falam... Mas prestam uma atenção...

E sabem de absolutamente tudo que acontece no Brasil” – como fez questão de ressaltar um quatro estrelas numa certa noite estrelada de um jantar fechadíssimo na caserna, com todo mundo vestindo a pós-moderna farda de civil sem gravata - exceto o coronel da inteligência e das Forças Especiais, trajado feito um Rambo, para garantir a proteção na porta do salão...

O perigo é que aqueles que fingem não saber de nada continuam agindo no submundo do Governo do Crime Organizado... Até quando? Nem Deus deve saber mais... Ou será o Barbosa (um dos Deuses do Supremo e agora um togado blindado pelas fardas da inteligência) sabe?

Se souber, conta que a gente divulga por aqui... Até porque, neste mundo pontocom, nem a identidade do pobre do Batman é mais secreta... O verdadeiro endereço da Batcaverna, talvez...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Setembro de 2012.

sábado, 22 de setembro de 2012

Livro Negro do Açúcar

GILRIKARDO DIZ: Para quem acredita que o açúcar é energia, vitaminas entre outras "coisitas-mais", dê uma olhada no índice do Livro Negro do Açúcar, se quiser baixar o livro é só clicar:

ÍNDICE
Apresentação
Onde foi que eu errei ?
NO PRINCÍPIO ERA O AÇÚCAR
A revolução, a ditadura e a civilização do açúcar
O conceito de alimento
Alimento versus calorias
A teoria dos açúcares
Açúcar não é açúcar: o simples e o complicado
A diferença entre o do açucareiro e o das frutas
Os açúcares do açucareiro
A frutose
Pureza e perigo
O excesso de açúcar
DAS DIETAS
A guerra das dietas
A dieta patogênica
Dieta hipocalórica
O elogio da gordura e do colesterol
O sal e o açúcar na mesa
Sal Assassino?
Olfato e paladar
Calorias negativas
Açúcar e álcool
Dos adoçantes
PEGANDO PESADO
O green card do açúcar
Alimento ou veneno de rato?
A toxicologia do açúcar
O lixo químico fino do açúcar
Alimento ou explosivo? Bombas de açúcar
Açúcar e cárie dentária: a paranóia e a parafernália
Açúcar causa dependência
Açúcar e câncer
Açúcar, obesidade e diabete
Açúcar e crime I e II
Açúcar e lavagem cerebral
A EXPANSÃO DO IMPÉRIO DO AÇÚCAR
A magia do açúcar
O pão nosso que o diabo amassou
Chocolate com pimenta
O leite da moça
Cerveja com açúcar
Barriga de cerveja
Vinho com açúcar
Açúcar para cachorro
Picadinho açucarado
A DITADURA EM AÇÃO
Falsificação de sucos de frutas
A indústria da doença e a ciência
A ditadura do açúcar e o aspartame
A TROPA DE CHOQUE DO AÇÚCAR
O nutrólogo da Universidade de Harvard
O químico da Universidade de Pittsburg
O médico brasileiro
Os três mosqueteiros australianos
A DITADURA EM FLAGRANTE
The New Sugar5
A Ingestão Diária Recomendável de açúcar
Crítica da análise das recomendações médicas sobre o açúcar
O Ministério Público e o açúcar
Parecer do Conselho Federal de Nutricionistas
A Organização Mundial de Saúde e o açúcar
Tio Sam entra na briga
A doce aliança (Lula, Bush, Fidel)
O teor de açúcar dos alimentos
Do fome zero ao açúcar zero
2000 calorias e Governo de açúcar
O subversivo da cesta básica
Maçã com açúcar
Café na merenda
DOCE ENCICLOPÉDIA
Diabete e guerra
Índio quer açúcar
Gandhi e o açúcar
Índia desdentada
Micropatriologia
Os judeus e o açúcar
Eça... é de Queirós
Carvão e Diamante de açúcar
Plástico de açúcar
Mais doce que açúcar
Espíritos e açúcar
Açúcar nas formigas
AS MULHERES E O AÇÚCAR
Celulite, Estrias
Enxaqueca
Endometriose
Menopausa, Menstruação e TPM
Pré-Eclâmpsia, Picamalacia
Diabete gestacional
Bebê balofo
Rugas de açúcar
A luta para largar o açúcar
Supermercado o templo da perdição
MEDICINA E AÇÚCAR
Os médicos e o açúcar
O vertiginoso amigo do Dr. Fukuda
A vida ou a morte do bebê?
Açúcar e gastroenterologia
A ecologia clínica
O Dr. Joslin e o açúcar
DIABETANDO
Anamnésia
Teste de tolerância à glicose
Açúcar e radicais livres
A gênese dos bonecos de açúcar
Teoria geral do diabetes
Pau de açúcar
Angola é aqui
Estreptozotocina e açúcar
Os ratos diabéticos
Diabetologia ontem e hoje
CLÍNICA GERAL
Açúcar e candidíase
Açúcar e memória
Açúcar e sistema imunológico
Açúcar e doenças
Açúcar e mau colesterol
Açúcar antibiótico
Açúcar e folclore medicinal
Crime caseiro
Açúcar e cromo
O sedentário, o obeso; o tranqüilo e o gordinho
Atividade física e açúcar
Corra e morra mais rápido
Obesidade nos Estados Unidos
Açúcar pela contra mão
GUERRA AO AÇÚCAR
Paulada na ADA
As mentiras da Coca-Cola
Açúcar na mídia
William Dufty responde
Programas de Saúde
Açúcar nos dicionários e enciclopédias
A RESISTÊNCIA À DITADURA
Sugar Blues
O fator homocisteína
A dieta revolucionária
O episódio Waerland
Hebert M. Shelton
Fordismo nutricional
Alimentação dissociada do Dr. Hay
Os adventistas do sétimo dia
Os naturalistas
Os macrobióticos
Alimentos ácidos e alcalinos
Gaúchos derrotam a ditadura do açúcar
Ciência ocidental e sabedoria oriental
EPÍLOGO
Aonde se esconde o açúcar
Doce holocausto
O custo humano e ecológico do açúcar

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Carl Sagan

O MUNDO ASSOMBRADO PELOS DEMÔNIOS



Carl Edward Sagan (Nova Iorque9 de novembro de 1934 — Seattle20 de dezembro de 1996) foi um cientista e astrônomo dos Estados Unidos.

Este livro é uma defesa apaixonada e apaixonante da ciência e da racionalidade humana. 

Carl Sagan, que não tem poupado esforços para divulgar os conhecimentos científicos de forma correta e clara, ataca o vírus do analfabetismo científico que faz, por exemplo, com que a maioria dos americanos pense que os dinossauros conviveram com os seres humanos e que desapareceram no Dilúvio porque não cabiam na Arca de Noé. Ou que acredite em explicações pseudocientíficas e ficções, do monstro de Loch Ness às estátuas lacrimejantes da Virgem Maria, do Abominável Homem das Neves ao poder das pirâmides e dos cristais, do Santo Sudário a terapias de vidas passadas, de anjos e demônios a seres extraterrestres que seqüestram e estupram. Para o autor de Pálido Ponto Azul, longe de serem inócuas, essas crenças e modismos podem causar danos terríveis; nos Estados Unidos pais inocentes estão sendo condenados em decorrência de falsas lembranças de abuso sexual de seus filhos, induzidas por terapeutas incompetentes. Da mesma forma, ele mostra que a crença nos argumentos de autoridade e o declínio da compreensão dos métodos da ciência prejudicam a capacidade de escolha política e põem em risco os valores da democracia.
Como todos os livros de Sagan, O mundo assombrado pelos demônios está cheio de informações surpreendentes, transmitidas com humor e graça. Seus ataques muitas vezes divertidos à falsa ciência, às concepções excêntricas e aos irracionalismos do momento são acompanhados por lembranças felizes da infância, quando seus pais o colocaram em contato pela primeira vez com os dois modelos de pensamento centrais para o método científico: o ceticismo e a admiração.
Para aqueles que vivem bombardeados diariamente pelos fenômenos "fantásticos" da vida, este livro funciona como um tratamento de desintoxicação. Mais que uma vela bruxeleante, trata-se de um jato de luz destinado a varrer os demônios do obscurantismo que pairam sobre nosso tempo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

20 de setembro

Gaúchos e índios
Em 1948 Manoelito de Ornellas escreveu “Gauchos e Beduínos: a origem étnica e a formação social do Rio Grande do Sul”. Neste livro, o destacado escritor discorre sobre a influência árabe na etnia e na cultura gauchesca, tendo como base a ocupação da Península Ibérica – perto de oitocentos anos – por povos árabes (beduínos, berberes e maragatos).
Esta influência também é constatada noutras regiões do Brasil, em decorrência da colonização portuguesa, porém, como destaca o autor, no caso do Rio Grande do Sul foi reforçada pela longa presença espanhola em nosso Estado.

Ao tomar conhecimento do tema da “Semana Farroupilha”, lembrei da obra de Manoelito de Ornellas, mas também lembrei dos povos indígenas, dai o titulo deste artigo. Resgatando a história da ocupação humana em terras sulinas, fica clara a decisiva contribuição dos povos indígenas para a origem do gaúcho e da cultura gauchesca. Esta contribuição, embora abordada por pesquisadores e historiadores, não tem na sociedade sul-rio-grandense o reconhecimento que merece.

Os registros da ocupação humana no Rio Grande do Sul datam de 12 mil anos, coincidindo com o final da última glaciação. Passados cerca de seis mil anos o clima tornou-se mais estável. As florestas se expandiram, ocupando as encostas do Planalto e as bacias dos rios Jacuí e Uruguai, enquanto os campos dominavam a metade sul do Estado. Já estava alinhavada a fisionomia do território sul-rio-grandense, o qual era habitado por Povos das Florestas, do Litoral e dos Campos.
Estes povos viviam da coleta, da caça e da pesca, fazendo uso de lanças, arcos e flechas, diferenciando-se culturalmente de acordo com os ambientes que ocupavam. Nas florestas do planalto montavam acampamentos próximos aos rios e utilizavam instrumentos de ossos e pedras, como picões e machados de grandes dimensões, adaptados para o corte de madeiras e raízes. No litoral e no entorno das grandes lagoas construíam habitações de formato circular e enterravam seus mortos em sepulturas revestidas com argila, conchas ou ossos de baleia. Os restos de sua alimentação, rica em fauna aquática, formaram depósitos elevados no terreno, compostos de muitas conchas, conhecidos atualmente como Sambaquis. Nos campos, grupos nômades acampavam nas margens dos riachos, erguendo abrigos cobertos por couro e folhas. Desenvolveram uma poderosa arma adaptada aos ambientes campestres: as boleadeiras.
Há cerca de dois mil anos estes povos experimentaram grandes transformações culturais, passaram a cultivar plantas e a produzir recipientes de cerâmica, em decorrência de intercâmbios com Povos Platinos e originários da Amazônia.
No planalto passaram a se abrigar do frio em casas subterrâneas, formando pequenas aldeias. Seus mortos eram enterrados e cobertos por pedras em cemitérios coletivos. Produziam objetos de cerâmica e a pedra passou a ser minuciosamente polida para a fabricação de instrumentos, como o pilão utilizado para macerar grãos e pinhões. Trocavam a erva mate dos ervais naturais de seus territórios por produtos manufaturados dos Guarani. Estes povos originaram o grupo indígena Gê, dos quais descenderam os Kaingang. No século 19 os colonizadores os denominaram de Coroados, Botocudos ou Bugres.
Os povos das regiões litorâneas erguiam choupanas com paredes de taquara barreada, em aterros de forma circular ou elíptica, identificados como cerritos. Utilizavam boleadeiras, redes e armadilhas de laço para caçar e pescar. Em estreita interação com descendentes dos Povos dos Campos deram origem aos Minuano e Charrua, denominados pelos europeus de Pampeanos. Nômades, vagavam pelo pampa caçando emas, capivaras e veados campeiros, cujas carnes – em espetos de paus – eram assadas sobre braseiros. Utilizavam faixa na cabeça para prender os cabelos e chiripás. Adotaram dos Guarani o hábito de tomarem mate.
Partindo da Amazônia, em busca da terra sem males, grupos Guarani lançaram-se em direção ao sul. Guerreando com tribos dos índios Gê e Pampeanos foram ocupando parte dos seus territórios, com preferência para as áreas de florestas. Praticavam a coivara para cultivo de mandioca, amendoim, feijão, milho, tabaco, abóbora, algodão, porongo e plantas medicinais. Viviam em aldeias formadas por grandes casas onde morava uma família inteira. Dormiam em redes e preparavam os alimentos em fogo de chão. Usavam adornos, praticavam ritos religiosos animados por músicas e danças, enterravam os mortos diretamente no solo ou em vasilhas de barro. Tomavam mate e apreenderam a utilizar as boleadeiras com os Pampeanos.
É neste ambiente cultural e natural que no século 17 os Povos Ibéricos, dentro do processo de ocupação e colonização da América Latina, intensificaram sua presença em terras do futuro Rio Grande do Sul. Em 1610 padres jesuítas portugueses chegaram por terra, aldeando índios Guarani, empreitada interrompida em 1620 devido as agressões dos bandeirantes de São Vicente, que buscavam nativos para escravizarem. Por sua vez, em 1626, jesuítas espanhóis oriundos das Missões de Guairá cruzaram o rio Uruguai e fundaram com os Guarani, até 1633, dezoito reduções, ocupando boa parte do atual território gaúcho, onde disseminaram o gado.
Entre 1636 e 1641 os bandeirantes atacaram estas reduções, fazendo com que padres e índios às abandonassem, refugiando-se na margem ocidental do rio Uruguai. O gado (vacum, cavalar e muar) deixado pelos espanhóis, favorecido pelas condições ambientais, reproduziu em abundância formando as “Vacarias do Mar”. Os índios, principalmente os Charrua e Minuano, habituaram-se aos cavalos e, valendo-se da milenar boleadeira, praticavam a caça do gado.
A grande oferta de animais xucros despertou nas Coroas Ibéricas um maior interesse pelas terras do Rio Grande do Sul. Assim, aqui foram chegando espanhóis, castelhanos crioulos, portugueses, luso-brasileiros, negros (na condição de escravos) e açorianos, iniciando um intenso processo de miscigenação com os povos indígenas.
Na disputa pela navegação no Rio da Prata e posse do território pampeano, Portugal funda em 1680, na margem oriental do Prata, a Colônia do Santíssimo Sacramento. Em 1682 jesuítas espanhóis cruzam novamente o rio Uruguai e até 1707 constroem os Sete Povos das Missões. Cada povoado possuía completa infraestrutura, lavouras, plantações de erva mate e estâncias de criação de gado, formando-se nesta fase – nos campos do Planalto – as “Vacarias dos Pinheirais”.
A grande autonomia dos Povos Missioneiros, que chegou a controlar 60 % do comércio da Bacia do Prata, contrariou as Coroas Ibéricas. Em 1750 estes reinados assinam o Tratado de Madri, onde Portugal entregava a Colônia de Sacramento à Espanha e esta repassava o território dos Sete Povos para Portugal, devendo padres e índios abandonarem suas terras. Os nativos chefiados por seus caciques, destacando-se Sepé Tiarajú e Nicolau Languirú, rebelaram-se, ocorrendo vários conflitos armados que ficaram conhecidos como Guerras Guaraníticas. Em 1756 os exércitos de Portugal e Espanha unidos derrotaram os Missioneiros, sendo morto na batalha de Caiboaté o cacique Sepé. Estava decretada a derrocada da experiência missioneira.
Os Guarani dispersaram-se pelo território sulino, juntamente com os Pampeanos e mestiços, passaram a viver da arreada e preá do gado. Estes homens eram hábeis no manejo do cavalo, da boleadeira e na doma em campo aberto. Portavam chiripá, bota garrão de potro, ponchos, lanças, laços e facas. Como seus antepassados índios eram nômades; chamavam suas companheiras ou amasias de chinócas; gostavam de dançar, jogar e dedilhar uma guitarra; trabalhando na lida campeira quanto tinham necessidade.
Com o surgimento das estâncias privadas prestavam trabalhos esporádicos aos estancieiros. Como as propriedades ainda não eram cercadas, vagavam pelos campos não se sujeitando as leis das Coroas. Também não reconheciam donos para o gado, servindo-se deste rotineiramente. Chamados de gaudérios, garruchos ou gaúchos, esquivavam-se das autoridades e foram considerados foras da lei. Peleavam com facilidade e participaram das guerras de fronteira e de lutas armadas internas. Quando os latifúndios passaram a ser demarcados com cercas de arame, perambularam pelos corredores de campo ou tornaram-se tropeiros, posteiros e peões nos galpões das fazendas.
O gaúcho idolatrado – tornou-se motivo de orgulho na Argentina e Uruguai e denominação gentílica no Rio Grande do Sul – contou com a contribuição da literatura platina, destacando-se obras como “Dom Segundo Sombra” (Ricardo Guiraldes), “Martin Fierro” (José Hernándes), “Cancioneiro Guasca” e “Contos Gauchescos” (ambos de Simões Lopes Neto). Mas se o gaúcho e o gauchesco – independente das concepções tradicionalistas que produzem e reproduzem uma “cultura inventada” – ganharam reconhecimento enquanto tipo humano e cultura de uma região, o mesmo não aconteceu com os índios, etnia basilar na formação do gaúcho.
A ocupação do Rio Grande do Sul pelos colonizadores europeus foi trágica para os povos indígenas. Grande parte da população nativa foi dizimada, os Guarani e os Kaingang, que sobreviveram ao massacre das Guerras Guaraníticas ou a perseguições dos bugreiros, sobrevivem hoje em precárias reservas, em acampamentos improvisados ou nas ruas das cidades. Os Pampeanos, pela forte resistência que ofereceram aos colonizadores, foram praticamente extintos, existindo hoje no Estado três pequenas comunidades que reivindicam o seu reconhecimento como Charrua. Por outro lado, de acordo com pesquisadores da UFRGS, grande parte da população do Rio Grande do Sul apresenta hereditariedade indígena.
Apesar desta realidade a cultura e o gene indígena, vararam séculos e se fazem presente nos gaúchos de hoje. Chiripá, jacuí, amendoim, faixa na cabeça, ibicuí, porogo, bota garrão de potro, ibirapuitã, paçoca de pinhão, pilão, abóbora, tupanciretã, anguera, laço de couro, vacacaí, cozido com mandioca, boitatá, rancho de pau a pique barreado, grito de sapucai, fogo de chão, jaguar, milho assado, guri, taquarí, boleadeiras, pampa, pala, palheiro, churrasco, chimarrão, tatu, chácara, imembuí, chê, pelos duros, morenas da fronteira, herói e mito Sepé Tiaraju. Tudo isto é gaúcho, tudo isto e muito mais é legado indígena.
Quando os gaúchos se reconhecerem como herdeiros da milenar cultura indígena:


  • a luta contra os preconceitos em relação aos Guarani, Kaingang, Pampeanos e mestiços será reforçada; 
  • os sambaquis, os cerritos, as ruínas missioneiras e outros sítios arqueológicos receberão a devida atenção; 
  • a recuperação e demarcação das terras indígenas e as melhorias nas reservas, contarão com maiores apoios; 
  • a política de cotas será melhor compreendida; 
  • a cultura indígena e gauchesca (não confundir com tradicionalismo) terá maiores espaços, estando lado a lado com as culturas das outras etnias presentes na sociedade sul-rio-grandense.

Hay os que se perdem por perder raízes que não acham mais
Hay os que se encontram por voltar as fontes dos seus ancestrais
E as encruzilhadas parecem caminhos a se afastar
Quando na verdade são pontos de encontro pra quem quer voltar
(Cenair Maicá)

Porto Alegre, setembro 2011.
Luis Fernando Barrios (Nandi)
Engenheiro Florestal

Postado por Juremir em 14 de setembro de 2011 - História

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Compra de votos

Vou registrar aqui o andamento deste caso, só por curiosidade, nada tenho a ver com o dito candidato.



E a gente se pergunta porque tanta "ganância" em querer se eleger, pois teoricamente é uma função de muita responsabilidade, além do comprometimento com o bem-estar geral da comunidade. A resposta está no tio Google, uma breve pesquisa nos remete a situações públicas no mínimo questionáveis: Feira na China,,, vereador de Joinville,,, que tem isso com o ato de fiscalizar e legislar,,, 


Vereador Cardozinho, depois de Porto Seguro, a China
Publicado por Rogerio Giessel On 21 out, 2011 At 10:37 PM | 
Editoria Primeira Página | Sua opinião 2 Comentários
Após “curso”em Porto Seguro, o vereador José Cardozo (PPS), bateu asas para China. Com o aval de Odir Nunes (PSD), presidente da Câmara de Vereadores de Joinville, e com todas as despesas pagas pelo contribuinte, Cardozinho agora foi conferir uma feira de produtos chineses, realizada em Guangzhou (Cantão).

sábado, 8 de setembro de 2012

Vasco GIL Sodré

99% de possibilidade que esta é a minha origem:

A Ilha Graciosa, pertence ao Grupo Central do Arquipélago dos Açores. Tem uma área de 61 km2 e uma população de 5500 habitantes. Mede 10 km de comprimento e 7 km de largura.
Segundo alguns autores, foi descoberta a 2 de Maio de 1450 sendo o seu primeiro povoador Vasco Gil Sodré, natural de Montemor-o-Velho.
A paisagem da Graciosa é muito bela, onde se mistura o verde das árvores com o branco das casas isoladas e das aldeias. O ex-libris da Graciosa é uma formação rochosa de grandes dimensões existente perto da Vila de Santa Cruz, com uma configuração muito parecida com uma baleia.
De origem vulcânica, a Ilha Graciosa tem um relevo muito acentuado na parte meridional, onde se situa a Caldeira com 402 m. Na linha da costa, acidentada, abrem-se duas baias onde se situam o porto de Vila da Praia e Santa Cruz da Graciosa.
Possui campos férteis que produzem cereais, fruta e vinho e criam gado bovino.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

EM DIREITA BRASIL

2) PUNIÇÃO SEVERA PARA POLÍTICOS CORRUPTOS:

Fundamento: É estarrecedor saber que o Brasil tem o 2º maior índice de corrupção do mundo, perdendo apenas para a Nigéria, porém, comparando os dois países o Brasil está em uma situação bem pior, já que não pune nenhum político corrupto como deveria, o Brasil é o único país do mundo que não tem absolutamente nenhum político preso por corrupção, portanto, está clara a razão dessa praga (a corrupção) estar cada vez pior no país, já que nenhuma providência é tomada, na China, corrupção comprovada é punida com pena de morte ou prisão perpétua, além é óbvio, da imediata devolução aos cofres públicos dos valores roubados. O ministro chinês fez uma pequena citação que apenas nos últimos 5 anos, o Brasil já computou um desvio de verbas públicas de quase 100 bilhões de reais, o que permitiria investimentos de reflexo nacional. Ou seja, algo está errado e precisa ser mudado imediatamente.

Para bom entendedor


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Esta briga é antiga




Blog do Prof. Janer Cristaldo

Gilrikardo disse: LEIO, RELEIO, TRELEIO E RECOMENDO 
ESTE "BAITA" BLOG, CONFIRAM O PORQUÊ!
+++++++++++++++++++++++++++
PT INAUGURA BAIXARIA ELEITORAL COM POEMA DE MÁRIO QUINTANA

O Mapa

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse meu corpo!)
Sinto uma dor esquisita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita
Tanta nuança de paredes
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar
Suave mistério amoroso
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...


Se há algo que não entendo, são os partidos que lutam a tapas por segundos no horário eleitoral. A luta é tão ferrenha, que leva um Lula a abraçar seu colega de corrupção Paulo Maluf, em foto nacionalmente divulgada. Não que dois corruptos não se beijem. É que um se corrompia pela direita. O outro pela esquerda. Em nome de uma suposta divergência ideologia, ainda mantinham algum pudor que lhes proibia a confraternização.

Isto eu entendo. Difícil é entender que alguém perca seu tempo vendo propaganda de políticos. E mais ainda: tomando decisões de voto a partir da mentira eleitoral. Se horário eleitoral é baixaria, os limites da baixaria ainda não haviam sido transpostos.

Leio nos jornais que o PT vem inovando no horário eleitoral com a apresentação de poemas de reconhecidos escritores. Declamado por Olívio Dutra, ex-governador do Estado e ex-prefeito da capital, o poema "o Mapa", de Mario Quintana foi apresentado ao final do programa petista.

Coube ao PT gaúcho inaugurar a baixaria. Imaginem se a moda pega. Mais dia menos dia teremos o PSOL citando Fernando Pessoa, o PSTU citando Shakespeare e o PC empunhando o Jota Cristo.

Que outros escritores o PT está utilizando para vender seus peixes podres, não sei. O que leio é que cometeu um crime de lesa-literatura ao declamar Quintana. Que tem a ver o poeta, que morreu pobre e sempre se manteve afastado das imundícies da política, com os projetos mentirosos do PT? Que tem a ver um poema de amor a Porto Alegre como “O Mapa” com as baixarias do mais corrupto partido do país?

Que busquem escritores ou poetas entre os de sua extração. Porto Alegre produziu vários deles. Sem ir muito longe, Josué Guimarães, o corajoso escritor que foi a Pequim e Moscou em 52, apenas três anos após a affaire Kravchenko, escreveu um livro sobre a viagem – As Muralhas de Jericó - e nada nos disse sobre os gulags. Pelo contrário, só viu manhãs radiosas para o regime que estava matando russos aos magotes.

Ou Sérgio Faraco, outro valente. Que quase morreu internado em regime de reclusão, numa clínica de reeducação em Moscou, em 64, e só ousou contar suas peripécias em 2002, quando publicou Lágrimas na chuva: uma aventura na URSS. Sua coragem foi um tanto tardia. Só manifestou-se quase meio século após os fastos e treze anos após a queda do Muro.

Olívio Dutra poderia também citar algum trecho de Erico Verissimo, o escritor que perguntou a Faraco se não pensava escrever sobre sua estada na União Soviética. "Respondi que, de fato, tinha essa intenção, embora minha experiência não fosse edificante. Ele ficou pensativo, depois disse que, se era assim, talvez fosse ainda menos edificante narrá-la, enquanto vivíamos, no Brasil, sob uma ditadura militar. Ele tinha razão" - diz Faraco.

Ora, os militares lutavam para que o Brasil não virasse o imenso gulag que o futuro escritor então testemunhara. Em função de um regime que jamais o pôs na prisão, mesmo sendo comunista, Faraco silencia sobre o regime comunista que o internou em um hospital psiquiátrico, mesmo sendo comunista.

Outro escritor citável numa campanha do PT é Moacyr Scliar, que recebeu em Cuba, em 1989 – justo quando o comunismo desmoronova - o prêmio internacional Casa de Las Américas, conferido pela mais antiga ditadura da América Latina. Neste sentido, Scliar fecha com o PT: jamais disse um pio contra a ditadura cubana.

Sem conhecer o horário do partido, pergunto-me se o PT não cita um de seus atuais próceres, o capitão-de-mato e governador Tarso Genro, doublé de poeta e agitprop, cujo estro foi revelado em sua obra semental, Luas em Pés de Barro. Sem ser petista, já publiquei neste blog alguns poemas de sua juventude:

A vovó Cacilda parecia uma patinha e a vovó Julica elétrica e risonha conversava com lagartos

Quanto te esperei e quanto sêmen inútil derramei até o momento

Em Cuba planta-se cana

Olívio Dutra poderia também citar um dos mais clarividentes escritores gaúchos, Antônio Pinheiro Machado Netto, autor de Berlim: Muro da Vergonha ou Muro da Paz?, edição da L&PM, com terna homenagem em suas primeiras páginas a Luiz Carlos Prestes.

Tendo visitado por duas vezes a URSS, a convite do Comitê dos Partidários da Paz na União Soviética, e uma terceira vez a Tchecoeslováquia, pela Assembléia pela Paz e pela Vida, e sentindo-se na obrigação de pagar suas mordomias em alguma moeda — desde que não dólares — nosso turista apressado entoa loas ao muro que durante três décadas constituiu o mais sinistro e desumano marco erigido pelo comunismo russo. Pincemos, cá e lá, alguns trechos desta cretina defesa do totalitarismo. O livro foi editado em 1985, quatro anos antes da queda do Muro, seis anos antes do desmoronamento da União Soviética.

Hoje não se pode mais falar em reunificação da Alemanha, pura e simplesmente, com fundamento tão somente na língua e história comuns. (...) Não se pode, todavia, afastar a hipótese de, num futuro mais ou menos remoto, vir a ocorrer a unificação (como aconteceu no Vietnã). Esta hipótese, porém, só pode ser considerada se na chamada Alemanha Federal — RFA — passar a existir também um regime socialista.

Uma das maiores bobagens veiculadas no Brasil sobre o Muro de Berlim é que ele foi erguido para evitar as fugas de alemães da RDA para a parte oeste de Berlim. Esta asneira é veiculada até por pessoas que gozam de alguma credibilidade no Brasil, e por órgãos de comunicação, que se apresentam como veículos fiéis à verdade.

Todos os epítetos lançados contra o muro — afronta à liberdade, vergonha, etc., etc. — escondem apenas o ressentimento e a frustração dos fazedores de guerra que, naquela linha de fronteira, viam o começo da terceira guerra mundial por que tanto sonham, e para cujo deflagrar tudo fazem, com vistas a salvar o capitalismo da crise irreversível em que está mergulhado.

É natural que na RDA e nos demais países socialistas a tendência seja a diminuição do índice de criminalidade, de vez que as infrações penais que têm origem na miséria, numa vida difícil e atormentada, com dificuldades econômicas e financeiras, tendem a desaparecer por completo nos países socialistas, e muito particularmente na RDA.

Mas, decorridas quatro décadas, essa mesma Alemanha Ocidental — eis a grande verdade — não resolveu problemas vitais do povo alemão que vive na região ocidental. Mais do que isso. Hoje a República Federal da Alemanha — RFA- , como todo mundo capitalista, é um país atormentado por uma crise de vastas proporções, crise política, econômica, social e moral.

A realidade alemã ocidental hoje reflete a crise que avassala o sistema capitalista. Na RFA a situação social também vem se agravando. Progressivamente aumenta a pobreza. Os sindicatos da RFA estão prevendo que até 1990 cerca de 100 mil pessoas perderão seus empregos, atualmente, por força da automação. Afora, evidentemente, o desemprego resultante da crise do capitalismo que existe na RFA e em todo o ocidente capitalista, e que vai continuar.

Os meios de comunicação de massa do Ocidente já “decretaram” que nos países socialistas não há liberdade para os cidadãos e que, especialmente, inexiste liberdade de imprensa. Também “decretaram” que os direitos humanos não são respeitados no mundo socialista.

Daqui cinco anos (ou seja, 1990, parêntese meu), na RDA, não haverá mais desconforto habitacional — todas as famílias terão sua casa.

Porque Olívio não cita homens com tal tirocínio? Há uma longa linhagem de pensadores de esquerda em Porto Alegre que o PT pode utilizar em seu proselitismo. Poetas, jornalistas e ensaístas gaúchos, da mesma extração petista, é o que não falta ao partido para citar em seus programas.

Deixem em paz o poeta do Alegrete, que nada tem a ver com política e muito menos com a politicagem do PT.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A verdade de cada um - Renato Holz

N º. 296 – 36/2012

DÍVIDA BRASILEIRA - Alguns números e conclusões

Renato Holz *

Todos nós cidadãos brasileiros, da dona de casa lá de Itaipava do Grajaú no Maranhão, ao banqueiro da Av Paulista em São Paulo sabem que se gastar mais do que ganha cairá em dívida e pagará juros. E sabemos também que se esta dívida é para investir e proporcionar melhorias que trarão vantagens, ela é salutar, mas se nos endividamos para manter uma situação acima de nossa capacidade financeira estamos no caminho errado.
Vejamos alguns números da dívida pública do Brasil, conforme dados divulgados pelo Banco Central do Brasil:
- aos 31/12/2009 a dívida pública brasileira somava 1,497 trilhões de reais
- em 31/12/2011 somava 1,866 trilhões de reais
- aos 31/05/2012 este número era de 1,920 trilhões de reais
- a estimativa é que este total em 31/12/2012 alcance 2.050 trilhões de reais,
- no ano de 2011, conforme demonstrativo da execução orçamentária do Ministério da Fazenda foram gastos 708 bilhões de reais para serviço desta dívida, o que representou 45,05 % do total realizado: - neste mesmo ano de 2011 o gasto com educação foi de 2,99 % do total realizado.
           
Pelos números acima, que são oficiais, verificamos que a dívida pública cresceu mais de 28 % em menos de dois anos e meio, e que no ano passado o Governo Federal usou 45,05 % de sua arrecadação para atender o serviço dessa dívida, ou seja, para pagar juros e liquidar os títulos que venceram naquele ano, o que não diminui a dívida pois foi necessário buscar mais dinheiro para fazer frente às despesas. E mais, nos últimos sete meses de 2012 se estima que será necessário novo endividamento da ordem de 130 bilhões de reais.

Saindo dos frios números, vamos analisar nossa realidade de hoje:
- a população brasileira cresceu 11% nos últimos 10 anos segundo o IBGE
- estes 19 milhões de novos brasileiros estarão chegando ao mercado de trabalho de 2016 em diante, e se somarão à massa atual de brasileiros à procura de uma forma digna de se manter, através de um emprego;

- o que se aplica das verbas públicas em educação ( 2,99% do arrecadado em 2011) mal dá para manter o ensino de baixa qualidade que hoje temos a massa de brasileiros totalmente desqualificados funcionalmente será ainda  maior do que é hoje;
- o país não cresce pela total incapacidade do Estado de investir;
- a quantidade de brasileiros em busca da esmola estatal – bolsas – crescerá muito.

Talvez já não haja dinheiro para atender todos com as esmolas estatais, pois sem crescimento econômico não haverá crescimento da arrecadação, e como a dívida vai crescendo, cada vez maior será a parcela de recursos necessária para alimentar e rolar a dívida pública.

Estas não são afirmações levianas, mas simplesmente o retrato que os números oficiais formam.
       
Como não podemos agir no que passou, devemos fazê-lo de hoje para a frente, a começar pelas nossas escolhas na próximas eleições, e seguindo por nosso engajamento firme e continuado de cobrança, daqueles em que votamos, de ações honestas e segundo um plano estratégico sadio para nossos tão combalidos e espoliados municípios, estados e país.

Pensem nisto enquanto desejo a todos
uma ótima semana
Renato Holz
< renatoholz31@gmail.com > Horizonte / Ce, 03 de setembro de 2012
(*) bacharel em ciências econômicas, e articulista catarinense
P.S. – Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a autoria.

Repassando


Pessoal, vamos acreditar que é possível mudar este país! Depende de nós  este movimento, ou então achar que não vale a pena e então somente  reclamar. BRASIL tem que ser agora.

REPASSE, CASO CONCORDE.

É assim que começa.

Peço a cada destinatário para encaminhar este e-mail a um mínimo de vinte pessoas em sua lista de endereços,e pedir a cada um deles para fazer o mesmo.
Em três dias, a maioria das pessoas no Brasil terá esta mensagem. Esta é uma idéia que realmente deve ser considerada e repassada para o Povo. Lei de Reforma do Congresso de 2011  (emenda à Constituição) PEC de iniciativa popular: Lei de Reforma do Congresso (proposta de emenda à Constituição Federal)

“1. O congressista será assalariado somente durante o mandato.  Não haverá ‘aposentadoria por tempo de parlamentar’, mas contará o prazo de mandato exercido  para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente à sua profissão civil. 

2. O Congresso (congressistas e funcionários)  contribui para o INSS. Todo a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime  do INSS imediatamente. Os senhores Congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria  não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

3. Os senhores congressistas e assessores devem pagar seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.

4. Aos Congressistas fica vedado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período. 

5. O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.

6. O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.

7. Exercer um mandato no Congresso é uma honra e uma responsabilidade, não uma carreira.  Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas.

8. É vedada a atividade de lobista ou de ‘consultor’ quando o objeto tiver qualquer laço com a causa pública. “

Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem. A hora para esta PEC é AGORA.

É ASSIM QUE VOCÊ PODE CONSERTAR O CONGRESSO. Se você concorda com o exposto, REPASSE.  Caso contrário, basta apagar e dormir sossegado.

Por favor, mantenha esta mensagem CIRCULANDO para que possamos ajudar a reformar o Brasil.
                         
NÃO SEJA ACOMODADO... NÃO ADIANTA SÓ  RECLAMAR... NÃO CUSTA NADA REPASSAR...