quarta-feira, 18 de julho de 2012

Dinheiro

Vivemos num Estado de promessas eternas... será? cadê a garantia à saúde? à segurança? e à educação? Por enquanto parece estar na quantidade de moedas que carregamos no bolso. 
Essa é a garantia. O dinheiro. Isso é simples de ver. A começar pela saúde, procurei hospitais em três ocasiões e por detalhe do destino estava com a guaiaca estufada ou seja muito dindin na mão. Foi a senha para que meu atendimento fosse de rei. 
Agradeci às duas enfermeiras e ao médico que tão entusiasmados me atendiam, e ao virar-me percebi a chegada de mais dois que vieram em auxílio. Cinco pessoas. Será que meu problema é tão grave - imaginei. Não, não era. Creditei ao dinheiro pago adiantado e à vista, em moeda corrente... nada de cheque ou cartão. 
Imaginei que estaria cometendo injustiça ao pensar assim, que aquilo nada tinha a ver com a forma de pagamento do meu tratamento. Para minha sorte e desencargo de consciência, aconteceu na primeira visita, nas outras utilizei o mesmo subterfúgio e por coincidência ou não, fui atendido com a mesma presteza. 
Será que isso é ter sorte? Será que nosso sistema de saúde, mesmo o particular, está evoluindo? Ou nada mais é que o efeito econômico de se prestar um serviço num preço justo e ver a cor do dinheiro - fico com essa alternativa. Não é à toa que saúde, segurança e educação se mostram atividades econômicas em constante expansão. É o dinheiro.

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