sexta-feira, 29 de junho de 2012

Renato Holz

Pela maestria em suas colocações, repasso matéria da socióloga paranaense Maria Lucia Victor Barbosa. Uma abordagem muito feliz sobre o assunto.
   Renato Holz
<
renatoholz31@gmail.com >
        Horizonte, Ceará

A hipócrita "Guerra do Paraguai"
(*) Maria Lucia Victor Barbosa26/06/2012

O Rio+20, é sabido, redundou num monumental fiasco de dimensões globais. A montanha pariu uma carta de intenções rasa como um pires e, para piorar, a presidente Rousseff não ficou bem na foto, especialmente quando foi criticada na “Cúpula de Mulheres”.
Na imensa Torre de Babel teve de tudo: mulheres nuas, índios de cocar e saiote de palha filmando e fotografando com filmadoras e celulares de avançada tecnologia, indefectíveis sem-terra sempre presentes em manifestações e não no cultivo do solo, adeptos da maconha livre, enfim, povos variados que, de algum modo, foram financiados para no Rio de Janeiro fazer turismo em favelas e festejar em casas noturnas e em restaurantes.
Não foi, porém, um carnaval sem alguns contratempos, pois numa espécie de antecipação do que vai ser a Copa de 2014, as delegações estrangeiras tiveram que enfrentar falta de estrutura no aeroporto Tom Jobim, ausência de recepcionistas que falassem inglês, lentidão no trânsito e uma série de confusões e desconfortos que, naturalmente, não foram experimentados pelos chefes de Estado, excluídos os mais importantes que tinham mais o que fazer e não vieram prestigiar o governo brasileiro.
Os que compareceram gostaram da carta chinfrim, enquanto as ONGs se recusaram a assinar o insosso documento. No entanto, a festa global teve um toque interessante. Cientistas se dividiram entre os que dizem que o mundo vai esquentar por conta da intervenção do homem que não cessa de jogar gás carbônico na atmosfera e os que falam numa nova era glacial e excluem a interferência humana nas catástrofes planetárias. Um instigante debate entre ideologia e ciência. Afinal, o cientista que previu as tremendas consequências do aquecimento global voltou atrás em suas teorias que lembravam o fim do mundo para o agrado de milenaristas e, também, de esquerdistas que com a queda do Muro de Berlim resolveram a empunhar a bandeira verde.
Não se pode deixar de mencionar a figura macabra presente ao evento: Mahmoud Ahmadinejad. O que teria o tenebroso personagem vindo fazer no Rio de Janeiro? Aproveitar para abraçar seu grande amigo Lula da Silva? Disseminar a ideia de uma ecologia atômica? Pregar seu terrorismo que iguala os infiéis na morte? O abjeto presidente do Irã que nega o Holocausto tem em mente, em primeiro lugar, o extermínio de Israel. Em seu país, “democraticamente”, manda apedrejar mulheres, persegue minorias religiosas e homossexuais. Como é “democrático” não tolera a imprensa livre.  Dá “lições de democracia” quando prende, tortura e mata os que contestam suas barbaridades. Entretanto, esse ente abominável, que se mostra avesso aos direitos humanos, é idolatrado por Lula da Silva e seus companheiros que dizem que os problemas do Irã são questão de soberania. Muito melhor aprender com os judeus sobre desenvolvimento sustentável. Isto porque, Israel é líder mundial em eficiência do uso da água, líder mundial inovador na área de alimentos, líder em tecnologia de energia solar e térmica. Assim, se houve alguma coisa séria e que fizesse a diferença nesse Rio+20, essa coisa foi a presença de representantes de Israel. Quanto à hipócrita “guerra do Paraguai”, movida em estilo latino-americano, parece que o governo petista não aprendeu com a vexaminosa lição de Honduras. Quem não se lembra da embaixada brasileira transformada em picadeiro de Manuel Zelaya, o adepto de Chávez que tramava, a exemplo deste, conspurcar a Constituição de seu país a fim de se perpetuar no poder? Acometida por amnésia histórica a presidente Rousseff se apressou em enviar o chanceler Patriota ao Paraguai com recomendação de que falasse grosso com o Congresso daquele país, o que fez cair por terra a teoria da soberania que é sempre apresentada quando o déspota é companheiro.
Cuba, com seu sanguinário e longevo regime castrista é tida pelo governo petista como intocável nação soberana. Chávez, o golpista por excelência, o brutal inimigo da liberdade de pensamento, recebe marqueteiros enviados por Lula para disputar mais uma eleição. Evo Morales, que expropriou a Petrobrás e tem tido problemas com revoltas populares é muito apreciado no Brasil. Cristina Kirchner, que está enterrando a economia argentina, reinventou a guerra das Malvinas para atrair as simpatias do seu povo e fez mais: suspendeu o Paraguai da reunião do Mercosul em Mendoza. Aliás, os nove integrantes do bloco aceitaram a decisão em nome da “ruptura democrática em Assunção”, apesar do impeachment de Lugo ter sido conduzido de acordo com normas constitucionais.
As sanções que o Brasil pretende impingir ao Paraguai em nome de um golpe que não existiu, demonstra a imitação do estratagema de Cristina Kirchner com sua fictícia guerra das Malvinas. Teríamos uma espécie de guerra do Paraguai para tentar distrair as atenções, uma vez que nossa economia segue velozmente ladeira abaixo. Contudo, para que não nos envergonhemos novamente é preciso que o Brasil respeite a decisão soberana do Paraguai e deixe que Lugo, em vez da pantomima do governo paralelo, siga sua verdadeira vocação aumentando a prole como um autêntico pai da pátria.
(*) Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

Peço desculpa ao leitor(a)

Esse blog é o resultado de meu prazer em estudar a língua portuguesa permanentemente e sem obrigação ou dever algum. Somente pelo simples desejo de saciar-me entre letras e palavras. Dito isso, peço desculpas por ter me afastado. Isso deveu-se a compromissos imprevisíveis, somado à falta de inspiração de dedicar-me ao blog. Diria que são coisas da vida de qualquer ser humano. Dias de altos e baixos. Mas que sempre nos levam de volta a normalidade de nossa existência. Creio que no fim de semana estarei retornando com mais novidades... até lá, boa sorte a todos nós. Brigaduu

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A verdade de cada um - Renato Holz


A VERDADE DE CADA UM
N º.  286 - 26/2012

A Autodeterminação dos Povos
Renato Holz (*)

Sempre que nos deparamos com um conflito íntimo, devemos nos manter equidistantes e respeitar o direito dos outros - quer casal, família, grupos sociais e países – a exercerem a autodeterminação.
Não é em vão o adágio popular: “ Em briga de marido e mulher não se mete a colher.”
Quando um país, como no caso recente do Paraguai, através de seu poder legislativo, e com fulcro na legislação ali vigente, toma decisões fortes, no exercício de sua autodeterminação, cabe ao resto do mundo observar, ponderar, até aconselhar - se houver solicitação neste sentido pelos interessados - mas jamais interferir.
O modo de pensar e agir válido em um país não serve de referência para avaliar outro país, pois cada nação é única, e como tal deve ser respeitada.
O Governo brasileiro aceitou, no passado recente, a nacionalização de investimentos brasileiros por parte da Bolívia, a quebra de contrato nos preços da usina hidrelétrica de Itaipú por parte do Paraguai, sempre aludindo o direito á autogestão de países independentes.  Esperamos que agora este princípio também norteie a postura das autoridades máximas do Brasil, e que se respeite a decisão do povo paraguaio através de seu parlamento, até porque a nação Paraguaia, com exceção de alguns poucos ativistas mais exacerbados, acatou com serenidade e ordem a decisão tomada.  Não precisamos de outro vexame internacional como foi a atuação do governo brasileiro na recente crise hondurenha.
Por outro lado, se os acontecimentos recentes no Paraguai preocupam governantes de outros países, pelo exemplo que possam representar, cabe aos preocupados avaliar seus atos, corrigir, se for o caso, o rumo de seus governos, e certamente nada terão a temer.
Muito mais ético e produtivo é que cada governante trabalhe sempre respeitando as instituições e as leis de seu próprio país, aliás foi para isto que foram eleitos. Assim fazendo, terá tanto o que fazer que não lhe sobrará tempo para se preocupar com os assuntos internos dos países vizinhos, e terá como premio a alegria pura que trazem o bem realizado e o dever cumprido.
Aqueles governantes cujos objetivos são outros, bem, ai já é outro assunto . . .

Pensem nisto enquanto desejo a todos
           uma ótima semana

                     Renato Holz

             < renatoholz31@gmail.com >
 Horizonte / Ce 25 de junho de 2012
        (*)Renato Holz
bacharel em ciências econômicas, e articulista catarinense
P.S. – Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a autoria.

domingo, 24 de junho de 2012

Você pode escolher



É Preciso Saber Viver
Titãs

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver

Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver, saber viver!

sábado, 23 de junho de 2012

Vejo ao vivo

Diversas câmeras ao vivo com imagens de Joinville, São Francisco do Sul, Itapoá, Barra Velha... Confira!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Recordar é viver

Ao acaso, através do tio Google, encontrei esta fotografia cujo local leva-me aos dias em que por ali também circulei... antigo colégio marista...Colégio São Francisco, década de setenta.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Recordar é viver

Meus oito anos
Casimiro de Abreu
Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais


Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais.

Como são belos os dias
Do despontar da existência
Respira a alma inocência,
Como perfume a flor;

O mar é lago sereno,
O céu um manto azulado,
O mundo um sonho dourado,
A vida um hino de amor !

Que auroras, que sol, que vida
Que noites de melodia,
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar

O céu bordado de estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !

Oh dias de minha infância,
Oh meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã

Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delicias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha, irmã !

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Pés descalços, braços nus,
Correndo pelas campinas

A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas
Brincava beira do mar!

Rezava as Ave Marias,
Achava o céu sempre lindo
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar !

Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da, minha infância querida
Que os anos não trazem mais


Naquelas tardes fagueiras,
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Cristopher Morley

"Só existe um êxito: a capacidade de levar a vida que se quer"

terça-feira, 19 de junho de 2012

A verdade de cada um - Renato Holz


A VERDADE DE CADA UM
N º.  285 - 25/2012

Propaganda Subliminar
Renato Holz (*)

            Uma das formas mais eficazes de se fixar uma marca, ou um nome junto ao grande público é o método subliminar.  Este método vem sendo utilizado com sucesso desde 1925, quanto o partido nacional socialista alemão dele fez uso para plantar fundo na memória dos alemães o nome de Adolf Hitler e as idéias nazistas.
            Nos anos pós guerra a técnica evoluiu, e hoje a vemos aplicada das mais variadas formas.
            Nos anos 50 ficaram populares também no Brasil os letreiros luminosos a colorir as noites das cidades, estampando somente uma marca.  O estudo de mercadologia passou a classificar esta forma de publicidade como propaganda institucional.          Todo ano são divulgadas pesquisas de marcas deste ou daquele produto que vem à tona na cabeça do grande público, e os resultados são sempre por aquelas marcas que se valem da publicidade institucional.
            Há casos clássicos ao redor do mundo de chefes de Estado, inclusive brasileiros, que para serem conhecidos da grande massa se valeram de estórias curiosas e até mesmo de piadas a seu respeito, que foram plantadas seguindo rigorosos preceitos da  ciência mercadológica.
            Também os estrategistas de campanhas políticas se valem desta técnica, e nos nossos dias usam a rede mundial de computadores, e seus usuários para fixar o nome de seus clientes.
            Seguida e repetidamente são plantadas mensagens jocosas, denúncias disto ou daquilo, notícias sobre doença, morte de parentes, exercício de poder que muitas vezes nem possuem, tendo como foco pessoas que estão plantando e fixando seus nomes em nossas cabeças, como parte de um projeto para detenção do poder a qualquer preço..
            Na atualidade a “internet” e os noticiários dos grandes veículos de jornalismo estão repletos de notícias e denúncias sobre o poder e as ações de determinadas pessoas, sobrepujando inclusive as autoridades constituídas – de presidente da república a prefeito de nossas cidades.
            Não devemos nos esquecer dos ensinamentos do filósofo alemão Friedrich W. NIETZCHE:   
“ As convicções são  inimigas mais perigosas da verdade  do que as mentiras.”
            Esta forma de publicidade, na maioria das vezes, se  fixa na memória das pessoas de forma torpe, sem nenhuma virtude e prenhe de vícios.
            Em um país como o Brasil, no qual  grande parte de sua população é incapaz de ler e entender um texto de jornal, o método subliminar tem garantia de sucesso.
            Caso não queiramos ser divulgadores de alguma pessoa, e partícipes na construção de falsas convicções, é prudente que fiquemos atentos ao repassar mensagens, pela rede mundial de computadores, que tem como protagonistas pessoas com ambições de poder, pois, muitas vezes, mesmo sem o querer, estaremos contribuindo enormemente para a fixação de nome e criação de  convicção sobre alguém, dando-lhe um destaque muito superior ao que realmente tem.

Pensem nisto enquanto desejo a todos
           uma ótima semana

                     Renato Holz

             < renatoholz31@gmail.com >
 Horizonte / Ce 18 de junho de 2012
        (*)Renato Holz
bacharel em ciências econômicas, e articulista catarinense
P.S. – Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a autoria.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Nunca na história deste país


faltaram palavras e sobrou asco!

domingo, 17 de junho de 2012

Índios para inglês ver!


Na Rio+20 ditos índios?!?!? treinam arco e flecha?!?!? vestem camisetas, calças jeans, as garotas mais para índias de filmes americanos sobre o Hawai, adivinha para que servem? Acertou quem disse que é para justificar verbas, manter empregos e outras maracutaias em nome deles. Esse é o Brasil da sacanagem e dos sacanas, só não vê quem não quer.

sábado, 16 de junho de 2012

Sólo le pido a Dios


Solo Le Pido A Dios

Mercedes Sosa

Sólo le pido a Dios
Que el dolor no me sea indiferente,
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacío y solo sin haber hecho lo suficiente.
Sólo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente,
Que no me abofeteen la otra mejilla
Después que una garra me arañó esta suerte.
Sólo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.
Sólo le pido a Dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede más que unos cuantos,
Que esos cuantos no lo olviden fácilmente.
Sólo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente,
Desahuciado está el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Mar portugues

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Blog Modas dum diletante

 1° aniversário

Para comemorar republico o 1º Post:

Até que enfim, cá estou!
O primeiro post em 14/06/2011
Ao escrever as primeiras linhas, sinto-me impulsionado pelas lembranças das mais variadas pessoas que nos últimos tempos não se cansaram de sugerir tal iniciativa. Confesso que parte da demora deu-se pela preocupação de como manter o blog. Isto é, iniciar é fácil, mas preservá-lo interessante e atualizado são os outros quinhentos a desafiar-me a partir de hoje. Obrigado a todos que de alguma maneira motivaram-me. Espero não decepcioná-los...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Mais que 1000 palavras


Gracias a la vida


Gracias A La Vida

Mercedes Sosa

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él, las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida, gracias a la vida

terça-feira, 12 de junho de 2012

Corrupção Legal


Corrupção legal

Vamos pedir duas carradas de brita para o vereador. Nem esquenta com isso, não vá cometer a loucura de comprar esse material, pois consigo de graça, deixa comigo, tá no papo. 
Esse era o teor da conversa entre o pai de um amigo meu e meu irmão, interessados em melhorar o acesso à oficina mecânica, as primeiras palavras com som de corrupção que tenho memória. Devia estar com doze ou treze anos e tal prática mostrou-se tão natural nos dizeres daqueles que ali estavam, que me senti constrangido em perguntar de onde sairia o dinheiro para pagar a brita. 
A partir desse fato comecei a perceber e anexar outros... outros... e mais outros. Muitos angariados graças às facilidades de morar numa pequena cidade onde a vida das pessoas é “domínio público”, isto é, todo mundo sabe a respeito de todos. Deixando transparecer com isso quem eram os privilegiados sob as asas dos governos (independente de partidos) em constante busca de meios para sobreviver. 
E conseguiam... enquanto uns ralavam uma vida inteira (eu por exemplo, rastejo há cinqüenta anos) havia aqueles colados ao poder que de uma forma ou outra sempre encontravam meios de prestar serviços, vender mercadorias, alugar equipamentos, instalações entre outras maracutaias cujos respingos afetavam a vida de muita gente. Assim, num silêncio geral a prática se consolidou... chega aos nossos dias como um meio de vida naturalmente aceito. 
Se assim continuasse, nos custaria barato... no entanto, com estes emergentes movimentos de tornar a moralizar ou denuncismos de desvios entre outros, está se elevando o custo corrupção no Brasil. Pois saímos da simples esfera negocial cujos preços suportamos há tempos para entrar em polêmicas e discussões entre as mais diferentes classes, além das entidades políticas e judiciárias. Resulta com isso o aumento dos valores... ou seja... um ato que originalmente era suportado dentro do sistema, encarece em muito devido aos interesses e as instâncias (CPI, MP, STF, PF) se fazendo crer que existem para extirpar tal malefício. Nada mais que jogo de cena a justificar-se. 
Portanto, LEGALIZAR a corrupção nos custaria bem menos. Legitimar esta forma de ganhar a vida, ou seja, todos os projetos do governo aprovados com uma margem entre cinco e vinte por cento a ser distribuída entre os políticos e as empresas participantes de licitações. Pronto, a corrupção se torna legal graças ao esforço de anos de brasileiros abnegados que se dedicaram em construir mecanismos para sobreviver às custas do Estado e dos impostos ali depositados. 
Hoje quando presenciamos uma multidão alimentando uma ilusão, percebemos o quanto nos custa tentar não provar o que todo mundo sabe. Em outras palavras, o teatro da hipocrisia é muito caro... não merecemos arcar com tanto. CPMI que não chega a lugar algum, Supremo Tribunal padecendo do mesmo mal, também não produz resultados positivos à sociedade. Por isso, manter tal prática viável, somente com a CORRUPÇÃO LEGAL, isto é, regulamentar para ter o custo suportável, possibilitando inclusive recursos declarados, além de utilizá-los para gerar outras oportunidade aos menos afortunados. Seria um bom negócio para todos. Então, vamos apoiar essa idéia. Corrupção legal já. O Brasil agradece! 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A verdade de cada um - Renato Holz

No. 284 - 24/2012

EMPRESAS E EMPRESAS
Renato Holz (*)

               Há uns poucos meses correu pela “ Internet “ a informação sobre o volume de recursos remetidos para o exterior pelas montadoras de automóveis a título de lucro no ano de 2011. Foram, segundo o Banco Central US$ 5,58 bilhões ( aproximadamente R$ 9,9 bilhões ). Um incremento de 36 % sobre o valor de 2010 – US$ 4,1 bilhão = 7,3 bilhão ).
            Óbvio e justo que todos os fatores da produção sejam remunerados, inclusive o capital empregado que somado ao risco comercial assumido, é remunerado pelo lucro.
            A única pergunta que fica é: se a lucratividade é tão boa, porque os subsídios com isenção temporária de IPI e outras formas mais que são usadas.
‘ Se analisarmos com cuidado o número de empregos gerados pelas montadoras de carros no Brasil, somado ao número de empregos de sua cadeia produtiva, vemos que o total de recursos canalizados para essa indústria sob todas as formas empregadas de incentivos e renúncias fiscais somadas a financiamentos a juros subsidiados, via BNDES – normalmente, o preço pago pela população brasileira, via erário público, para cada emprego gerado é altíssimo.
            Somemos a isso o retrocesso de exercício de livre mercado que a pesada carga tributária sobre automóveis importados trouxe, única e exclusivamente para garantir às montadoras aqui estabelecidas um mercado cativo, e concluiremos, por força de lógica, que no Brasil há empresas e empresas.
            Vejamos, por exemplo, o que acontece com a indústria brasileira de confecções, artefatos plásticos, ferramentas e instrumentos profissionais em geral, com a padaria da esquina.
           Todas estas atividades, fruto do empreendedorismo de brasileiros, e que gera empregos e recolhe tributos, estão sujeitas às mais severas leis de mercado, a financiamento para capital de giro com toda ordem de taxas, de 1,5 a 3,5 % ao mês, à concorrência de produtos estrangeiros que em seu país de origem são pesadamente subsidiados, e aqui concorrem com os produtos brasileiros pesadamente tributados.e por aí vai a saga das empresas genuinamente brasileiras.
            Não estou aqui advogando a causa do fechamento do mercado brasileiro a produtos estrangeiros. Estou defendendo a tese de que a regra deve ser igual para todos.
            Assim como importamos confecções, calçados, artefatos plásticos, etc, etc com baixa carga de tributação de importação, também o façamos com automóveis, pois a concorrência é a mais salutar das práticas de mercado. No momento que a indústria automobilística brasileira for confrontada com competidores estrangeiros que pelos mesmos preços dos carros nacionais, e provavelmente também por preços menores, a oferecerem veículos com tecnologia de ponta, a indústria brasileira saberá reagir e acompanhar as tendências de mercado.
            Aliás, cabe aqui uma outra ponderação. Como podem as montadoras localizadas na Coréia do Sul e Japão, por exemplo, produzir e vender carros feitos a partir de minério de ferro importado do Brasil, e por mão de obra bem mais cara que a brasileira, por menor preço que os aqui produzidos? A carga tributária brasileira tem a sua parcela de culpa nesta história, mas não pensemos que nos países acima citados a produção de automóveis seja isenta de impostos.
            Conclui-se facilmente que aqueles lucros remetidos para o exterior pela indústria automobilística, como citado no início, se necessário for, são garantidos pelo erário público, ou, em última análise, por todos os brasileiros, mesmo aqueles para quem possuir uma bicicleta é um sonho remoto, mas que contribuem ativamente na arrecadação do Estado toda a vez que compram seus alimentos , vestimentas e remédios.
            Volto a afirmar que no Brasil temos dois tipos de empresas, as que tem os seus interesses defendidos por centrais sindicais e outros lobistas de prestígio junto ao governo brasileiro, e as empresas brasileiras em geral. Isto me faz lembrar de uma máxima do político catarinense Nereu Ramos, que foi presidente do Brasil na segunda metade dos anos de 1950: Aos amigos os favores da lei, e aos outros os seus rigores; mas sempre a Lei.

Pensem nisto enquanto desejo a todos uma ótima semana
Renato Holz
< renatoholz31@gmail.com >

Horizonte / Ce 11 de junho de 2012
(*)Renato Holz
bacharel em ciências econômicas, e articulista catarinense
P.S. – Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a autoria.

sábado, 9 de junho de 2012

Quem gosta de frio é o turista



Nos últimos dias o frio tem sido dolorido. Sim, o frio provoca-me dores e lembranças, sobretudo dos dias em que levantar de manhã para ir à escola era uma tarefa para poucos. Pois em muitas ocasiões éramos meia dúzia de persistentes e entusiasmados alunos em frente à sala de aula. Até a chegada do diretor e o convite para que voltássemos para casa devido ao excessivo rigor da baixa temperatura e a impossibilidade de segurar o lápis. Como não havia telefone nem intenet naqueles tempos, sofríamos com aquela falta de critérios em determinar quais dias teríamos aula ou quais dias a temperatura seria suportável a maioria.
Na volta para casa, quase todos e com razão, soltavam o verbo, eu em minhas reclamações aproveitava para xingar de bobos aqueles que apareciam em frente aos hotéis, geralmente cinco estrelas, sorrindo e bendizendo a temperatura abaixo de zero... chamava-os de hipócritas. 
Pois desejava vê-los acompanhando-nos num dia de escola. Desde o alvorecer até ao fim da tarde. Quando nos rendíamos encorujados, com os beiços rachados pelo massacre do vento, as orelhas roxas, parecendo que iam cair e o nariz pingando qual torneira quebrada. Os pés então, era lamentável quando não se tinha um calçado totalmente fechado... a umidade mais o frio produziam frieiras monumentais... 
Desde aqueles dias desejava-me longe. Consegui. Hoje só restam as lembranças e conferir na tevê a imagem dos turistas cheios de roupas, garbosos, bem alimentados em frente aos hoteis ou dentro de seus carros com ar condicionado, segurando suas câmeras digitais e pedindo para os céus mandarem uma nevezinha, é o friooooo!!!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ésquilo

"A verdadeira sabedoria está em não parecermos sábios"

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Meu epitáfio

Para quem não sabe, epitáfio é inscrição em túmulos ou monumentos funerários. Se algum dia eu merecer essa honra, pediria que lá colocassem... Salve-se quem puder. Pois dentro do que a vida até aqui me ensinou, isso seria o título do capítulo final. Nada de estranho ou macabro, apenas um singela constatação daquilo que percebi a meu redor, nada mais que isso. Para melhor entender, vamos ouvir os Titãs...


Epitáfio
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Mais que 1000 palavras


Infantilização - Renato Holz

Crianças pequenas não sabem as consequências de seus atos. Os pais, aflitos, tampam as tomadas, instalam telas nas varandas, fazem tudo o que for necessário para evitar que, inocentemente, os pequeninos se machuquem gravemente ou morram, por não serem capazes de prever as consequências do que fazem. 
Agora, contudo, parece que esta inconsequência alastrou-se para os adultos. Os mercados têm prateleiras sem fim de doces dietéticos, que teoricamente podem ser comidos sem qualquer consequência. Se não funcionar, sempre se pode recorrer a um balão inflável dentro do estômago. Os encarregados de rascunhar um Código Penal querem legalizar os bordéis e o crack, essas diversões inconsequentes, e permitir a eliminação final pelo aborto de qualquer consequência indesejada do prazer. Tornou-se normal pagar até metade do salário em prestações de coisas perfeitamente inúteis. Grupos de mulheres fazem passeatas seminuas, demandando que os estupradores – essas pessoas tão sensíveis ao clamor da opinião pública – não se sintam tentados por roupas sensuais. O debate sobre o Código Florestal opõe gente que parece querer que o país vire uma imensa selva, em que nada se planta, a quem parece achar possível transformar o país numa imensa plantação, desprovida de floresta. O próprio matrimônio foi reinterpretado pelo STF, tornando-se agora uma união inconsequente que diz respeito apenas a sexo e dinheiro. 
Enquanto se é criança, é natural que ainda não se tenha aprendido que os atos têm consequências. Adultos, contudo, deveriam ser capazes de percebê-las e sopesá-las. Mas não; a reação mais comum da sociedade, no seu frenesi de prazer inconsequente, tem sido o ódio contra quem lembra este fato simples da vida. As senhoras semidespidas da “Marcha das Vadias” do Rio invadiram uma igreja na hora da missa das crianças, como se o pudor, não a psicopatia dos estupradores, fosse o verdadeiro problema. A prostituição já ganhou código na classificação de ocupações do Ministério do Trabalho, onde fica entre o sujeito que dá banho em cachorro e o que mata baratas.
E ai de quem lembrar que, ao contrário da expressão, não se trata exatamente de uma “vida fácil”, de uma “ocupação” tão desprovida de consequências físicas e psicológicas quanto as outras.
Essa infantilização do país faz com que se tema pelo seu futuro. Se é só o prazer que vale, se não quisermos ver as consequências dos nossos atos, dia desses o Brasil enfia de vez os dedinhos babados na tomada. Será que então vai adiantar chorar? 

“Se você apanha um cão faminto, o alimenta e o torna próspero, ele não o morderá ; esta é a principal diferença entre um cão e a grande maioria dos homens. “ 
TWAIN, Mark pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens 1835-1910 ( escritor americano - USA ) 


Bom final de semana 
Renato Holz 
Horizonte, Ceará

terça-feira, 5 de junho de 2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Segunda das águas

Segunda-feira amanheceu chovendo rios e mais rios de água... isso que é "pleonasmo" vicioso... ora, chover só pode ser água... mas como foi além do normal, dou-me o direito de "pleonasmar" para conseguir descrever a quantidade impressionante de água que rolou. Anunciam os radialistas que a quantidade de chuva atingiu em dois dias a precipitação de 150mm, isto representa o total projetado para o mês de junho. Ou em outras palavras, choveu em dois dias o que era para chover durante todo o mês de junho. Com toda essa água, não é difícil imaginar como se comportou nosso trânsito que além de caótico, também pareceu marítimo, tamanha a quantidade de ruas alagadas, buracos, crateras, valetas entre outras dificuldades a serem dribladas por quem precisou se deslocar. Em tais momentos é bom lembrar daqueles políticos que prometem fundos e mundos, vendem o pai e a mãe, só com o intuito de levar o nosso voto... e levam! São as águas de junho!

domingo, 3 de junho de 2012

Domingo de lamentos


É interessante como nos enquadramos neste mundo... Cada viva alma com sua cruz e seus segredos. E neste domingo de junho, minha cruz pareceu pesada... ao assistir o programa de tevê relatando os problemas da seca no nordeste.
Escuto tal ladainha, talvez desde na barriga de minha mãe, e parece que nada foi feito ainda. MILHÕES CARREADOS através das SUDENES  da vida e aquilo continua o mesmo sertão de sempre. 
Considerei as imagens chocantes. Gado morrendo de sede, falta de ração, as pessoas lamuriando, mas sem transparecer que se preocupam de fato com a miséria, pois em cada casebre a presença de inúmeras crianças, anuncia que os miseráveis insistem em permanecer miseráveis. 
Tem certas coisas que é difícil de entender e mais difícil ainda de engolir. Essa tal seca do nordeste é uma delas. Pois há séculos vem enriquecendo uma elite da "CATIGORIA" do Sarney, do Jader Barbalho, do Toninho Malvadeza (ACM), e agora a "neo geração", Lula da Silva, recente membro alçado à elite nordestina que germina graças à miséria do povo em todos os sentidos. 

sábado, 2 de junho de 2012

Milionário e José Rico

Talvez a primeira letra sertaneja que eu devo ter decorado, em meio a muito rock, jovem guarda e outros tipos, pois em matéria de música preferi o ecletismo: "NÓS DEVEMOS SER O QUE SOMOS, TER AQUILO QUE BEM MERECER" uieee....


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sexta-feira

Um dia daqueles dias que nos fazem lembrar das coisas que algum dia deixaremos de lembrar. Dia de trânsito maluco, dia de chegar a lugar nenhum, pois todos querem ao mesmo tempo ir... Num dia para lembrar dos dias que não mais virão... Num dia para lembrar dos dias idos... Eis nossas idas em dias de lembrar do dia em que deixaremos de lembrar dos dias lembrados... idos... idas... iremos lembrar... das coisas que algum dia deixaremos de lembrar.