segunda-feira, 30 de abril de 2012

Carlo Dossi

"Os loucos abrem os caminhos que depois emprestam aos sensatos"

Mais que 1000 palavras

domingo, 29 de abril de 2012

Ainda as cotas racias

Há mais de trinta anos, eu, apenas um estudante do interior, branco, pobre e sem dinheiro no bolso, ingenuamente desloquei-me à capital para increver-me no vestibular. No dia da inscrição já me senti intimidado, pois só chegavam pessoas em seus carros e carrões. Então percebi e entendi porque as pessoas estudavam na capital e faziam cursinhos, terceirões entre outras preparações possíveis aos que podiam pagar. Após os exames cujo desempenho é indigno até de lembrar, voltei com minha esperança e doce ilusão à minha terra. Lá olhei o mundo com outros olhos e consegui entender porque somente os filhos dos ricos conseguiam se formar médicos, dentistas, engenheiros, arquitetos... Então, enfiei a viola no saco, me coloquei no meu lugar, e procurei levar uma vida compatível com meus recursos! Não estou aqui para choramingar ou relatar exceções, pois existem em qualquer área, mas acredito que é regra geral, a quem dispõe de melhores recursos, principalmente dinheiro, obter uma melhor formação. Isto é lógico e compatível. Por isso, continuo imaginando que a injustiça no ensino é a econômica. Além da sofrível formação proporcionada pela rede pública até se chegar a universidade. E não uma questão de cor branca, preta, amarela, vermelha, verde ou seja lá qual for.

sábado, 28 de abril de 2012

Assustador

Zorro 70 - Fevereiro 1968

É assustador o poderio dessa internet. A revista acima tem a probabilidade de noventa e tantos por cento de ser igual a que comprei naquele ano de 68, lembro-me que estava em férias, e no caminho para casa, sem ter noção do ocorrido, cheguei sem ter a dita embaixo do braço. Fiquei frustrado, chocado e indignado, pois havia economizado muitas moedas para poder comprar a bendita revista do Zorro. 
Hoje, décadas depois, imagino que deixei-a cair sem perceber, pois estava envolvido com comilança de guloseimas (balas, chicletes, goma e outras porcarias). Nunca esqueci daquele dia, tanto que hoje resolvi procurar na internet e fiquei surpreso e assustado... imaginem as possibilidades dessa onda tecnológica... agora ainda estamos no centro do furacão, à medida que nos distanciarmos, perceberemos com maior clareza os efeitos desta revolução humana.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

O débil e o lóide


Diferenças

O STF determinou que as cotas para negros em universidades é legal; não cria desigualdades; reconhece uma injustiça praticada há tempos; falta de representa- tividade em nossas relações; etc... etc... 
POIS BEM, já contei noutros textos que nunca havia percebido as tantas diferenças que hoje em dia existem pipocando por ai. São os movimentos das ditas minorias (negros, diversidade, gays, lésbicas, simpatizantes, sem terra, sem teto, etc..). 
Em minha ignorância ou santa ingenuidade, que vem daqueles dias, o mundo era feito de pessoas, cada uma com sua cruz ou com seu destino a cumprir, assim nunca me senti superior ou inferior na questão humanitária. No entanto, só percebi e senti na carne que a diferença que realmente nos faz "sangrar" é a econômica, é a falta de recursos, de dinheiro mesmo, money, dindin... Isto sim, cria abismos, humilha, entre tantas outras limitações. 
É contra esse tipo de diferenças que devemos lutar. Por exemplo, um membro do Tribunal de Justiça de São Paulo se autodeterminou uma remuneração ilegal, imoral e injustificável de R$ 723 mil em um mês. Dinheiro de todos nós, e ninguém pode tirar ou fazer ele devolver a soma (é desembargador). 
Existem tantas outras comparações injustas e de conhecimento geral. E não o fato de ser negro ou não. Eu sou branco e nunca fiz faculdade, que para mim são as federais, uma lá que outra particular e cursos nobres, não fiz por não ter recursos e por ter tido uma base inicial em cidade do interior, sem foco em vestibular, pois lá você já era morto na casca. 
Injustiças existem em todos os cantos e cabe a todos, todos... antes eu citava o artigo 5º da Carta Magna, depois da decisão dos excelentíssimos não poderei... ENTÃO fica só na palavra... cabe a TODOS SEM EXCEÇÃO, lutar pelas liberdades e igualdades de direitos. Finalmente vamos aguardar a palavra dos nossos supremos juízes com relação à quadrilha dos mensaleiros. Até lá, só nos resta.... cantar.... brava gente brasileira!
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PS: No TJ-SP a farra continua, confira!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Brasileiro Reclama De Quê?

Gilrikardo disse: Recebi o email abaixo cujo conteúdo é extremamente didático, dê uma olhadinha e veja se por ventura você tira nota dez nesta prova de urbanidade e ética. (ao fazer o teste, inicialmente achei que estava no papo, no entanto cheguei ao fim meio chateado, pois preciso rever algumas atitudes) 
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O brasileiro é assim:
01_Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
02_Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
03_Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
04_Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
05_Fala no celular enquanto dirige.
06_Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
07_Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.
08_Viola a lei do silêncio.
09_Dirige após consumir bebida alcoólica.
10_Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
11_Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
12_Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
13_Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.
14_Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
15_Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
16_Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
17_Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.
18_Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
19_Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
20_Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
21_Compra produtos pirata com a plena consciência de que são piratas.
22_Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
23_Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
24_Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
25_Frequenta os caça-niqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
26_Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.
27_Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
28_Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
29_Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
30_Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas...
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?
E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!
Vamos dar o bom exemplo!
Espalhe essa idéia!


"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquecemos da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."


Amigos!
É um dos e-mails mais verdadeiros que recebí!
A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!
COM A MUDANÇA DE POSTURA DE CADA UM, O MUNDO MUDA!!!!

O PT que a maioria não vê

Se tal iniciativa não fosse em ano eleitoral, assim talvez, com algum esforço seria possível acreditar que o projeto renderia alguma coisa. No entanto, o ano é de campanha nas ruas, então fica claro para onde irão os 373 milhões. Bolso de militantes, apadrinhados e cabos eleitorais.
Ora, incentivar a leitura. Bando de oportunistas. Se fosse algo sério, com o intuito de produzir resultados, esse montante seria aplicado na estrutura existente, nos professores que levam uma vida de mendigos e miseráveis, quem mais teria "moral" além da experiência para motivar...
AGORA, próximo das eleições, e destinando a maior parte das verbas para NORTE E NORDESTE, é fácil perceber o real propósito da montanha de dinheiro.
Não restam dúvidas, ainda iremos rastejar mais algum tempo e talvez daqui a uns duzentos anos consigamos melhorar o nivel da gentalha que comandará a nação. Pois é doloroso, diariamente o povo ser tratado como trouxa ou imbecil, enquanto a elite governista se farta em locupletar-se com o erário público. ORA ESSA, INCENTIVAR A LEITURA, vão prá p... Mafiosos!

------------ Matéria abaixo --------------

R$ 373 mi de incentivo à leitura

Agência Brasil - O Ministério da Cultura (MinC) anunciou investimentos de R$ 373 milhões para o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) para esse ano. Os recursos deverão ser empregados na construção e revitalização de bibliotecas; contratação de agentes de leitura e na realização de feiras e festivais de literatura. As ações serão coordenadas pela Fundação Biblioteca Nacional.
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Durante o lançamento, a ministra Ana de Hollanda enfatizou que o governo quer incentivar que o brasileiro desenvolva o gosto pela leitura e, com isso, as pessoas tenham uma visão mais crítica e uma ampliação do conhecimento. "Um brasileiro que lê, cresce mais, e o Brasil cresce junto", disse a ministra.
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"A leitura não é um ato reflexo, aprendido naturalmente. É resultado de uma sofisticada operação, aprendida ao longo de anos, e que, por isso mesmo, precisa ser cultivada cuidadosamente, para além dos muros da escola”, disse a ministra. "Para tal, precisamos de uma boa e vasta literatura, de uma competente e ampla rede editorial e de divulgação. Necessitamos de um exército de mediadores de leitura, que dentro das bibliotecas e nos mais variados espaços, ajudem sobretudo crianças e jovens a descobrirem a necessidade humana do prazer da leitura”.
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O objetivo do plano é aumentar o número de leitores no Brasil. Segundo a última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-Livro no dia 28 de março, 75% dos brasileiros nunca frequentaram uma biblioteca. A média de livros lidos no Brasil é de quatro livros por ano e apenas metade da população pode ser considerada leitora.
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Do total de recursos, R$ 254 milhões serão destinados para bibliotecas em ações como implantação de bibliotecas com telecentros nas praças dos Esportes e da Cultura; em bibliotecas do Espaço Mais Cultura e na construção e reforma de bibliotecas-parque e bibliotecas de referência e, ainda, de acordo com o governo, no apoio às bibliotecas comunitárias e pontos de Leitura, além da implantação, revitalização e modernização de bibliotecas municipais.
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O Ministério da Cultura vai investir R$ 56 milhões para a formação de mediadores de leitura. A intenção do governo é dobrar o número de agentes de leitura para atuar com as famílias de baixa renda.
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Cerca de R$ 8 milhões vão para a ampliação dos acervos e formação de bibliotecários e funcionários de 2.700 bibliotecas municipais e comunitárias de 1.500 municípios em todos os estados.
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Outra medida anunciada foi a ampliação do calendário nacional de feiras de livro e festivais literários para 200 eventos em 2012, a maior parte deles com apoio financeiro do MinC e apoio direto a 175 caravanas de escritores pelo país.
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O governo também anunciou a publicação de editais específicos para contemplar as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que possuem índices de leitura menores. Outra inovação é a contemplação, em um desses editais, do chamado Custo Amazônico, que prevê a transferência de 30% a mais de recursos para os estados da Amazônia Legal (região compreendida pela totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, de Rondônia e Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, do Maranhão e Tocantins).

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Racismo e Cotas

Vivi quarenta anos sem preocupar-me com diferenças ou igualdades, pois para mim o mundo era frequentado por pessoas com suas dificuldades e suas facilidades. Assim, caberia aos humanos vencer suas barreiras, chutar as pedras do caminho e seguir rumo às realizações almejadas. Pouco importava se o sonho era comprar uma bicicleta ou tornar-se um médico. Até que de alguns anos para cá surgiram bandeiras avisando-me de que não eram pessoas a meu lado, diziam sim, para eu respeitar as minorias e a diversidade, como se o  mundo não fosse a soma de tudo isso. Aí então, sem entender a motivação, me vi frente as cotas e as passeatas. Cotas para garantir vaga aqui e ali, passeatas para garantir direitos aqui e ali... e eu?!? como fico?!?? deverei buscar minha cota para infelizes aonde ou fazer passeatas para os ingênuos na companhia de quem. Isso tudo por conta de um "estado" verdugo, "estado" se dizendo defender os cidadãos acaba por jogá-los uns contra os outros, quando não, sufocá-los além da dor. 

Quem me dera










Espírito livre

""Sou apenas eu, e meu computador, e minhas leituras, só isso. Não pertenço a partidos (e jamais ingressaria em qualquer um deles), não me filio a clubes filosóficos, a crenças religiosas ou espirituais (sou total e resolutamente irreligioso), não gosto de agrupamentos e movimentos. Não pretendo, sobretudo, liderar nada, conduzir qualquer movimento ou corrente de opinião, não quero ser apontado como líder de qualquer coisa, quero apenas permanecer o que sou: um espírito livre, que, a despeito dessas amarras institucionais temporárias, se afirma soberanamente dono das próprias ideias, sem qualquer servilismo a pessoas ou instituições, sem qualquer temor reverencial de quem quer que seja, anarquicamente livre, como podem ser as pessoas que não temem pensar com a própria cabeça e expressar o que pensam, mesmo em prejuízo de situações, benefícios e privilégios.""
(Fonte: Diplomatizzando)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Uma lembrança


24 de abril de 1990 Faleceu meu pai.



Meu Velho

É um bom tipo meu velho
Que anda só e carregando
Sua tristeza infinita
De tanto seguir andando

Eu o estudo desde longe
Porque somos diferentes
Ele cresceu com os tempos
Do respeito e dos mais crentes

Velho, meu querido velho
Agora caminha lento
Como perdoando o vento
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e o teu tempo

Seus olhos são tão serenos
Sua figura é cansada
Pela idade foi vencido
Mas caminha sua estrada

Eu vivo os dias de hoje
Em ti o passado lembra
Só a dor e o sofrimento
Tem sua história sem tempo

Velho, meu querido velho
Agora caminha lento
Como perdoando o vento
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e teu tempo

Velho, meu querido velho
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e teu tempo
Velho, meu querido velho

VENDO

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Nunca na história deste país

se falou tanto em educação. Aí alguém que é puxa-saco vem e diz que são as ações do governo que provocam tais comentários. Eu penso diferente, imagino que se fala muito é porque o caos em que vivemos os abismos só serão vencidos através da boa formação da população. 
Do jeito que aí está não iremos a lugar algum. Um total abandono de objetivos, tanto na pública como na privada. Não existe meta plausível, palpável, é tudo feito com segundas intenções. 
Os particulares em função do lucro e as escolas públicas servindo para politicagens e maracutaias (através de licitações e nomeações de cargos comissionados).
Verdadeira lambança geral e o miserável do aluno jogado às traças. Esse pecado custará caro ao Brasil. 

Sem educação não há salvação

24 de abril de 2012 | 3h 06

A depressão de 1929 teve efeitos devastadores nos EUA. Da noite para o dia boa parte da riqueza virou pó. A produção industrial caiu 50% e o comércio internacional encolheu 70%. Mais de 5 mil bancos faliram. Agravadas por uma impiedosa seca, as safras fracassaram por completo. O desemprego disparou, chegando à casa dos 25%.
Para dar uma ocupação a milhões de pessoas que estavam sem ter o que fazer, o governo americano, em meio de tantos cortes nos orçamentos, decidiu expandir as bibliotecas públicas para ali acomodar os que estavam desempregados. Assim foi feito. Os acervos aumentaram, os espaços e os horários de funcionamento se ampliaram. Surgiram nessa época as bibliotecas circulantes para atender os leitores das pequenas cidades e da zona rural.
Qual foi a consequência daquela iniciativa? Importantíssima. Durante quase dez anos, milhões de desempregados se ocuparam com a leitura. O resultado foi o previsível: no meio de tantos desastres, o país enriqueceu o seu mais precioso ativo - o capital humano - e com isso enfrentou os desafios da retomada do crescimento.
A história está repleta de exemplos desse tipo. O Plano Marshall teve sucesso na Europa porque, mesmo durante a guerra, a educação foi preservada. Muitas escolas funcionaram até mesmo em dias de bombardeio.
Depois da terrível devastação nuclear de Hiroshima e Nagasaki (agosto de 1945), o Japão se levantou com base no bom preparo da sua gente. A Coreia do Sul ressurgiu das cinzas após o conflito dos anos 50 e renasceu novamente depois da crise de 1998 - nos dois casos, com base na educação do seu povo.
Li com muita atenção a matéria da revista The Economist (10/3/2012) que revelou uma interessante recorrência nos Estados Unidos: neste ano de 2012, no meio da recessão que ainda assola aquele país, 60% dos americanos de 16 a 24 anos - um recorde histórico! - estão matriculados nas universidades americanas. Mais fantástico é verificar que, entre 2005 e 2011, as bolsas de estudo passaram de 5,5 milhões para 9,6 milhões. O crédito para pagar as matrículas também aumentou de forma expressiva.
Nos Estados Unidos, 50% dos jovens entre 18 e 19 anos estão matriculados nas universidades. E mais: 16% dos que têm mais de 35 anos estudam em escolas de nível superior, ainda que em tempo parcial.
Como se vê, no momento em que faltam empregos, os jovens decidiram sentar nos bancos escolares. Tudo indica que a história vai se repetir. Os Estados Unidos sairão da recessão atual com mais capital humano. Tenho dúvidas de que isso venha a acontecer com os países mais afetados pela crise na Europa (Portugal, Espanha, Itália, França e Grécia), que estão cortando fundo os orçamentos da educação.
No Brasil, por sua vez, estamos desperdiçando a oportunidade dos bons ventos da economia. Sim, porque, mesmo com todos os incentivos do Pro-Uni, menos de 15% dos jovens cursam as escolas de nível superior. A taxa média de evasão é de 22% e, nas escolas particulares, onde está a maioria dos alunos, chega a 26%. Nessas escolas, a ociosidade atinge 52% das vagas existentes.
Esse quadro precisa mudar não apenas no aspecto quantitativo, mas, sobretudo, no qualitativo. A julgar pelo desempenho dos estudantes nas provas de avaliação, verifica-se que a qualidade do ensino da grande maioria de nossas faculdades está fortemente comprometida pelo conluio entre escolas que fingem que ensinam e alunos que fingem que aprendem. Uma farsa.
A melhoria da educação, além dos visíveis impactos nos campos da cidadania e da democracia, é crucial para elevar a produtividade do trabalho e a competitividade das empresas e da economia como um todo. Para os trabalhadores, é essencial para a elevação da renda e o progresso na carreira. No mundo competitivo, sem educação, não há salvação

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Palhaçada

Feira do livro de Bento Gonçalves RS paga R$ 170.000,00 a Gabriel, o "Explorador" a título de bem elevar o gosto e prática pela leitura. Só de imaginar, tenho ânsia de vômito. Esse sujeito aprendeu com a mãe dele, jornalista chapa-branca da era Collor de Melo, a se pendurar nas benesses dos governistas... Em minha opinião esse camarada não é exemplo para nada, aliás é exemplo de aproveitador. 





Dia mundial do livro

23 de abril
Para mim, todo dia é dia de livros.

domingo, 22 de abril de 2012

Twitter

Gilrikardo disse: Há muito tempo que a briga pela audiência se transfor- mou numa verdadeira guerra de vale-tudo, incluindo mentiras, sorteios, atrações mórbidas, entre outros apelativos. Outra coisa interessante é que tais "celebridades" ocasionalmente surgem a declarar-se indignadas com a "corrupção" e a falta de "ética" da classe política?!?!!??

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Audiência maquiada


Huck: seguidores nem sempre assíduos

Uma pesquisa inédita feita pela Sequaz, empresa especializada em análise de dados na internet, desmonta o mito do sucesso das celebridades brasileiras nas redes sociais. 
Ao analisar o perfil das três personalidades mais seguidas no Twitter, a empresa descobriu que Luciano Huck, Claudia Leitte e Ivete Sangalo têm uma média entre 75% e 80% de seguidores inativos. 
São milhões de internautas que acessam a rede uma vez por mês apenas, e olhe lá.

Por Lauro Jardim

Carga tributária

Até o dia de hoje, cada brasileiro contribuiu para o governo "administrar" com a importância de:
R$ 2.428,66
Confira esta entre outras simulações no site:

Paulo Freire

Escreve: Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia
(...)
Não digo isso para criticar a nomeação póstuma desse personagem como "Patrono da Educação Nacional". Ao contrário: aprovo e aplaudo calorosamente a medida. Ninguém melhor que Paulo Freire pode representar o espírito da educação petista, que deu aos nossos estudantes os últimos lugares nos testes internacionais, tirou nossas universidades da lista das melhores do mundo e reduziu para um tiquinho de nada o número de citações de trabalhos acadêmicos brasileiros em revistas científicas.
Quem poderia ser contra uma decisão tão coerente com as tradições pedagógicas do partido que nos governa? Sugiro até que a cerimônia de homenagem seja presidida pelo ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, aquele que escrevia "cabeçário" em vez de "cabeçalho", e tenha como mestre de cerimônias o principal teórico do Partido dos Trabalhadores, dr. Emir Sader, que escreve "Getúlio" com LH.
A não ser que prefiram chamar logo, para alguma dessas funções, a própria presidenta Dilma Roussef, aquela que não conseguia lembrar o título do livro que tanto a havia impressionado na semana anterior, ou o ex-presidente Lula, que não lia livros porque lhe davam dor de cabeça.

MATÉRIA COMPLETA: DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, 21 de abril de 2012

Cada qual um qual

Para cada qual um qual. Para cada cabeça os pensamentos que a tenham. Assim, somos o que pensamos e a verdade esta neles, portanto acreditando nisso ou naquilo ou não acreditando em nada disso. 
DE QUALQUER maneira você estará certo, PORQUE VOCÊ é o que pensa e tentar mudar o pensamento dos outros é perder tempo, tal como faço agora!

Educação

Dar a (alguém) todos os cuidados
necessários ao pleno desenvolvimento
de sua personalidade.
Dic. Houaiss

Joinville contra corrupção




Movimento tímido que merece muitas adesões.

Em ano de pleito eleitoral

Tem candidato já se preparando, e há tempos.


Permanecer no erro é burrice

Quem não lembra da CPI do mensalão? 
As imagens permanecem ainda vívidas em minha alma. E o que deu? Até agora nada... pelo andar da carruagem do STF parece que será isso mesmo. NADA. 
Diz o ditado, errar é humano, permanecer no erro é burrice. Errei quando investi algumas horas assistindo, ouvindo ou lendo o desenrolar daquele circo mensalão... e agora que se aproxima o circo Cachoeira... APRENDI.... aqui neste blog não postarei uma linha sequer, pois desde já me nego a repetir tal idiotice. Dar audiência a causa perdida.

Maravilhosa Graça



Amazing Grace

Amazing grace, oh how sweet the sound
That saved a wretch like me
I once was lost, though now I'm found
I was blind, but now I see
When we've been there ten thousand years
Bright shining as the sun
We've no less days to sing God's praise
Then when, when we first begun
Through many dangers, toils and snares,
I have already come
Jesus' grace that brought me safe thus far,
and grace will lead me home.
Amazing grace, oh how sweet the sound
To save a wretch like me

I once was lost, but now I'm found
I was blind, but now I see

Maravilhosa Graça

Maravilhosa Graça, Oh quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu
Eu estava perdido, mas agora eu me encontrei
Eu estava cego, mas agora eu vejo.
Quando estivermos lá há 10 mil anos,
Brilhantes como a luz do sol,
Não teremos menos dias para cantar louvores a Deus
Do que quando, quando começamos no princípio
Por muitos perigos, labutas e armadilhas,
Eu já passei
A graça de Jesus me trouxe seguro, tão distante,
E a graça me levará para casa.
Maravilhosa Graça, Oh quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu

Eu estava perdido, mas agora eu me encontrei
Eu estava cego, mas agora eu vejo.

Brasil - Educação

08/07/2010  às 8:43 \ BrasilEDUCAÇÃO

Os entraves para um ensino de qualidade

O Ministério da Educação divulgou na última segunda-feira os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009. Os resultados foram preocupantes: somente 5,7% das escolas públicas brasileiras conseguiram alcançar na avaliação a nota 6 – considerada um padrão internacional de qualidade. As avaliações oficiais têm se prestado bem ao propósito de lançar luz sobre os grandes problemas da educação no país – mas não fornecem resposta a uma questão básica: por que, afinal, as aulas não funcionam? Ao longo dos anos, reportagens de VEJA têm tentado elucidar essa dúvida.
Em 2008, uma pesquisa encomendada por VEJA à CNT/Sensus mostrou que, de modo geral, os pais brasileiros de todas as classes não se envolvem como deveriam na vida escolar dos filhos. Os mais pobres dão graças aos céus pelo fato de a escola fornecer merenda, segurança e livros didáticos gratuitos. Os pais de classe média se animam com as quadras esportivas, a limpeza e a manifesta tolerância dos filhos quanto às exigências acadêmicas muitas vezes calibradas justamente para não forçar o ritmo dos menos capazes.
Segundo o levantamento, para 89% dos pais com filhos em escolas particulares, o dinheiro é bem gasto e tem bom retorno. No outro campo, 90% dos professores se consideram bem preparados para a tarefa de ensinar. A mesma pesquisa mostrou que, com a justificativa de “incentivar a cidadania”, muitos professores incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos. Os pais (61%) sabem que os professores fazem discursos politicamente engajados em sala de aula e acham isso normal. Os professores, em maior proporção, reconhecem que doutrinam mesmo as crianças e acham que isso é sua missão principal – algo muito mais vital do que ensinar a interpretar um texto ou ser um bamba em matemática.
Em comparações internacionais, os melhores alunos brasileiros ficam nas últimas colocações – abaixo da quinquagésima posição em competições com apenas 57 países. E a lanterninha brasileira tem explicações claras. No ano de 2003, uma pesquisa mostrou que nenhum país conseguiu obter bons resultados no campo da educação sem fazer investimentos significativos – e bem distribuídos. O Brasil reúne dois defeitos. O dinheiro é curto – 30.000 reais por aluno até os 15 anos, enquanto os Estados Unidos, por exemplo, aplicam 210.000 reais – e a distribuição dos valores, heterogênea.
Como explicaram a VEJA, em 2007, os economistas Eduardo Giannetti da Fonseca e o irlandês Dan O’Brien, o Brasil vai mal na educação por um motivo: falta pensar no futuro. Ao estudar as raízes do fracasso brasileiro, Giannetti detectou um padrão comum às autoridades que deram as diretrizes à educação ao longo dos séculos, nos vários níveis de governo: a mentalidade predominante sempre foi perseguir resultados imediatos aos investimentos na escola – sem focar em medidas cujos efeitos positivos pudessem se dar depois da troca de poder.
A experiência de países onde a educação funciona, segundo Dan O’Brien, reforça a ideia de que as escolhas brasileiras têm passado longe do que de fato importa a um bom ensino: metas acadêmicas, professores capazes de executá-las e um sistema preparado para cobrar os resultados. É um conjunto aparentemente simples, mas que só foi alcançado por países que, ao contrário do Brasil, souberam canalizar os recursos às (menos visíveis) questões pedagógicas – e esperar pelos resultados ao longo de décadas.
Já está provado que a investigação contínua sobre o que acontece na sala de aula guarda relação direta com o progresso acadêmico. Uma pesquisa de 2009 da Fundação Victor Civita mostra que, no Brasil, os diretores de escola pública gastam tempo demais com burocracia e pouco com as questões da sala de aula. Logo de saída, a pesquisa mostra que 64% dos diretores reconhecem, sem rodeios, não estar suficientemente preparados para exercer o cargo que ocupam. Talvez o mais preocupante de todos os dados, no entanto, diga respeito à visão que eles têm da função: apenas 2% deles se sentem responsáveis pelos maus resultados de sua própria escola, ao passo que os outros 98% culpam pais, professores, alunos, o colégio e até o governo.
No mesmo ano, uma reportagem de VEJA mostrou as adversidades enfrentadas pelos professores na sala de aula: alunos desmotivados, indisciplina, infraestrutura precária e violência. Para se ter uma ideia, 52% dos professores ouvidos em pesquisa da International Stress Management Association (Isma), feita em São Paulo e Porto Alegre, admitem atitudes agressivas com seus alunos, tendo sido irônicos ou até rudes. Não para por aí. Os próprios professores também são vítimas do ambiente ruim: de acordo com dados da Unesco, 47% já sofreram agressões verbais vindas de alunos.
Também em 2009, uma pesquisa mediu, pela primeira vez, o impacto da corrupção sobre o desempenho dos alunos. O resultado: quanto mais se rouba, mais as notas caem. Quando se trata de dinheiro, o que realmente pesa contra a qualidade das escolas é a maneira como ele é aplicado – muito mal. Poucos fatores prejudicam tanto o aprendizado no Brasil quanto o desvio e o mau uso dos recursos reservados às escolas. Resume Claudio Ferraz, um dos autores do estudo: “A ocorrência de casos de corrupção reduz significativamente as notas das crianças”. O atraso, revelado em provas oficiais, equivale a meio ano escolar.
Os três principais candidatos à Presidência em 2010, Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva, receberão um conjunto de propostas bem práticas para melhorar o ensino no Brasil. O objetivo do documento é tornar o debate menos ideológico – e mais racional. O texto é fruto de uma iniciativa que acaba de reunir oitenta especialistas do país na área (um grupo de diferentes matizes políticos e origens acadêmicas) para conceber um documento com ideias bastante objetivas para promover avanços no ensino básico brasileiro.
VEJA teve acesso com exclusividade às sete propostas que emergiram dessa análise. São elas: a punição de secretarias que fizerem mal uso da verba pública; a criação de um currículo nacional unificado; a flexibilização do ensino médio, de forma a fazer com que o aluno saia preparado para seguir a carreira que escolheu; conferir mais poder aos diretores de escola; universalizar nos colégios um sistema baseado na meritocracia e garantir aos alunos pelo menos uma hora a mais por dia na escola.


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