sábado, 31 de dezembro de 2011

Desde CUba








Companheirada sacrificando-se!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Eles não desistem

Com o apoio do PT do RS, vem aí o FSM, a reunião global dos ressentidos

A partir do dia 14 de janeiro, nova edição do Fórum Social Mundial ocorrerá no RS. Desta vez o evento sairá em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo.

. Trata-se de uma reunião global organizada pelas esquerdas mais ressentidas pela derrota mundial do comunismo, incapazes de absorver o insucesso e buscar a convivência democrática com os movimentos políticos, sociais e econômicos que venceram a batalha. Essa gente arrebanhou para o evento os desajustados de toda ordem, que não conseguem enquadrar-se como elementos de progresso da raça humana.

. Não é por acaso que o FSM saia majoritariamente em Estados e prefeituras ocupadas pelo PT, que sempre estão dispostos a financiar o ressentimento esquerdista mundial, usando para isto os generosos cofres públicos.

. Ao contrário de eventos como o Fórum da Liberdade, o Fórum Social Mundial só consegue ir adiante porque lança mão do dinheiro que o povo paga na forma de impostos para que os governos ofereçam contrapartidas decentes nas áreas de segurança, educação e saúde.

. O Brasil e o RS não tem por que comemorar uma reunião global ressentida, sectária, atrasada e de discurso único, onde as divergências e o contraditório estão permanentemente proibidos.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

E daí tchê!

-- Puxa vida! Achei que você falaria sobre o gaúcho.
-- E falei. Através da citação daquelas obras que localizei na internet, pois além de serem a pesquisa de pessoas que nem sequer imaginam que eu exista revelam opinião isenta.
-- Pelo jeito você vai ficar em cima do muro?
-- Nem brincando. Dita atitude não é de meu feitio.
-- Então desembucha vivente!
-- Prá começar, desde meus tempos de guri, já era classificado de gaúcho de terceira, isso remetia à piada muito conhecida na época.
-- Qual?
-- Hummmm.... deixa ver... tá legal, lembrei. É o seguinte, alguém chega e pergunta que tipo de gaúcho você é - presumindo que seja rio-grandense. Logo em seguida já te classifica e diz que você parece de terceira.
-- E aí, o que significa...
-- Bem, o tal "gaucho" de primeira, é aquele em dia com a "moda gauchesca", tem pilcha, vive tomando chimarrão, adora um churrasco, monta muito bem um cavalo e tem pinta de quem não foge de tempo feio...
-- E o de terceira...
-- Antes tem o de segunda categoria... é aquele que tem medo de cavalo... tem chapéu e lenço e não tem bombacha... é vegetariano e toma muito chimarrão...e o de terceira... é o mais conhecido... não toma chimarrão, não tem nenhuma indumentária do gaúcho, cavalo só conhece das telas de cinema, enfim só nasceu no Rio Grande do Sul, e isto, de acordo com a opinião que comungo, é muito pouco para ser considerado um gaúcho da cepa.
-- Que piada sem graça!
-- Você nasceu no Rio Grande do Sul?
-- Sim.
-- Então é por isso que não achou graça, geralmente quem conta é de outro estado e fica curtindo com a cara do candidato a gaúcho.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Um trabalhador

Por Gilrikardo

Chegou em casa triste porque a empresa lhe devolvera o quadro onde constava seu nome em alto relevo. Era praxe cada empregado pendurar em local visível a todos. Era uma forma de manter aceso o orgulho de ali se trabalhar. Talvez por isso, estava com o tal sentimento ferido! Não lhe explicaram o motivo de surpreendente decisão. Caminhava de um lado a outro perguntando quais os motivos. Eu também comecei a ficar angustiado, pois era seu colega de setor e imaginava uma maneira para expressar minha opinião sem magoá-lo. Logo chegou sua mulher e juntou-se a nós para também repetir os lamentos.

Com o passar do tempo, ele sentou e de maneira um pouco mais resignada, voltou-se para o quadro e percebeu que alguns detalhes haviam sumido e no local pregaram pedaços de fita isolante. Era o sinal de que não retornaria ao trabalho, pois a placa fora danificada intencionalmente, comprovando a desconfiança.

Eu ainda preocupado e querendo dizer-lhe o que sabia, no entando não encontrava palavras. Olhava para a mulher dele que quase me matava com o olhar condenatório que eu não conseguia entender. Até que perguntei o porquê de mirar-me daquela maneira. Como resposta, veio a explicação de que eu não deveria estar ali, que aquilo era um problema de família e se desejasse tanto estar ali, era para voltar dentro de quinze dias.

Quando ela falou aquilo, minhas desconfianças tornaram-se certezas e algo arrepiou-me por inteiro. Então era verdade. E como eu diria algo tão delicado ao colega e amigo de tantas jornadas. Voltei-me para observá-lo em seu inconformismo e ver se assim criaria coragem para lhe contar o ocorrido. A mulher dele estava impaciente com minha presença e novamente foi incisiva, mandou-me embora e disse que não me receberia antes do prazo mínimo determinado de quinze dias.

Despedi-me e aliviado fui embora. Não sabia como contar ao meu amigo que ele era um fantasma que insistia em permanecer trabalhando. Desde que morreu, há seis meses, diariamente aparecia na sala de sua casa com o quadro perguntando porque lhe devolveram. Vez por outra eu ia até lá só para matar saudades, sem ter coragem de tocar no acontecido. Voltei passados vinte dias e ele havia sumido. 

domingo, 25 de dezembro de 2011

Vaidades

Dois fatos similares causaram certa “controvérsia” em nosso meio. Um propagou-se com grande alarido quando determinada escola recebeu (para meu desencanto e acredito que de muitos munícipes) o nome de um servidor oriundo dos quadros da prefeitura municipal; o outro, resumiu-se na tentativa de se apor o nome do atual prefeito no estádio municipal.

Triste notícia, pois presume-se que de tais homenagens deveriam germinar os melhores e mais éticos exemplos para nossa formação moral. No entanto, o que percebemos nessas iniciativas é a vaidade falando mais alto, pois deixou transparecer um certo grau de oportunismo para não dizer simplesmente egoísmo. Já que biografia de pessoa em vida ainda está incompleta e assim passível de algum deslize até o fim da jornada.

Por outro lado, a história nos dá casos e mais casos de personas que somente após a morte surgem como símbolos de veneração. É fácil entender e aceitar, pois se em vida contribuiu para o bem comum, naturalmente terá sua memória cultivada por muitos. E dessa maneira o exemplo dos atos que construíram respectiva biografia faz sentido, traduzindo-se em modelo a ser copiado.

Isso é compreensível e até natural dentro de nossa cultura, de outra forma devemos repudiar quando, por decreto, determinam ou elevam alguém a imortalidade simplesmente registrando seu nome em uma placa ou fachada de algum patrimônio público com o intuito, ao que parece, de angariar possíveis dividendos pessoais ainda em vida.

Assim, a personalidade que deveria ser um modelo de história a nos inspirar, seja pelas nobres realizações ou elevado comportamento perante à sociedade, ao desejar a veneração em vida, transforma-se em um retrato minúsculo da acomodação de objetivos alheios que se prestam apenas para fortalecer as ambições espúrias de alguns homens ditos públicos. É um mau exemplo contribuindo para a formação de nossos cidadãos cujo orgulho patriótico deriva-se de símbolos produzidos em nossa cultura.  

Tal proposição de se batizar prédio público com o nome de um cidadão em vida, reflete que estamos muito longe, e põe longe, de um comportamento voltado aos bons princípios. Como acreditar que essa prática não perdure ou evolua a médio prazo, se os principais responsáveis por professar e construir o exemplo são os primeiros à contaminarem-se por motivos mesquinhos cuja mácula atinge em cheio nosso maior patrimônio: a educação.

Post Scriptum: "Somente depois de teres deixado a cidade, verás a que altura suas torres se elevam acima das casas." (Nietzsche).
Por analogia ou em outras palavras, eu diria: somente após a morte, seremos julgados merecedores ou não de veneração.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Hoje é natal e o que eu diria


Hoje é natal e o que eu diria

Que independente de crenças, sejam quais forem, chegamos ao fim de mais um calanedário e nesse clima, aproveitamos para revisar nossas promessas, nossas faltas e nossos desejos...

Hoje é natal e o que eu diria

Que devido à minha classe social, sou do contra, isto é, não sigo a opinião nem o desejo da maioria. Se a minha classe social fosse melhor, eu seria uma excêntrico.

Hoje é natal e o que eu diria

Que a ceia lá em casa não tem chester, peru, presunto e outros parecidos que tais, é um cardápio personalizado de acordo com nosso paladar e ânimo para degustar...

Hoje é natal e o que eu diria

Que cada um fizesse o seu próprio natal, de acordo com seus próprios sonhos e desejos, nada de embarcar na onda dos marketeiros de plantão patrocinados pela mídia comprometida exclusivamente com as metas comerciais que aí então vende sonhos que às vezes chegam a dezenas de prestações mensais... transformando uma pseudo alegria em um tormento recheado de juros...

Hoje é natal e o que eu diria
Seja feliz a tua maneira, cada qual como cada qual.

Hoje é natal e o que eu digo,
a meu modo sou feliz!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

C'est la vie*

Quando se diz falta de idéias, é falta de idéias cuja origem e destino seja a nação brasileira. E não a serviço de grupelhos irmanados geralmente naquele velho e conhecido espírito saqueador. Onde o egoísmo individual justifica toda e qualquer falcatrua. Diante de um deserto desses, um idealista, quem sabe eu, mira o horizonte finito e diz: - Será que é só isso... é muito pouco pelo pouco feito. 

*C'est la vie? = É a vida...!,
expressão francesa indicando conformismo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Veja o que o PCdoB almeja para o Brasil

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Mensagem de condolências de comunistas brasileiros pela morte do "companheiro Kim Jong Il".
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Estimado camarada Kim Jong Um
Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia

Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada Kim Jong Il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia, presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia.

Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.

O camarada Kim Jong Il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana, inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung, defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.

Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong Il. Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano.

Renato Rabelo
presidente nacional do PCdoB 

Ricaro Abreu Alemão
secretário de Relações Internacionais do PCdoB

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Gilrikardo disse: Todos os "camaradas" que conheci eram excelentes socialistas, comunistas, companheiros, irmãos entre outros que tais, ANTES de chegarem ao poder, pois lá estando, DEUS NOS ACUDA, se converteram em fanáticos CAPITALISTAS orientados pelo lucro a qualquer custo, nem que seja locupletando-se com o patrimônio público. Nada diferente daquilo que parece institucionalizado em "ditaduras" construtoras do socialismo, entre as quais Cuba e Coréia do Norte.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

Percival Puggina

VULNERABILIDADES DA DEMOCRACIA
Percival Puggina*
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"Mentem, sobretudo, impune/mente. Não mentem tristes. Alegremente mentem. Mentem tão nacional/mente que acham que mentindo história afora, vão enganar a morte eterna/mente." (Do poema A implosão da mentira, de Affonso Romano de Sant'Anna, escrito em 1980)
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Para a jornalista Ann Landers, a verdade é nua, ao passo que a mentira é sempre bem vestida. Com efeito, a mentira é vestida para seduzir e induzir ao erro. Há um problema grave na vida social, portanto, quando a mentira se vulgariza, ganha status de direito e passa a ser tolerada como conduta normal. Na minha infância, a mentira determinava repreensões severas e era sancionada no catálogo das penas. Mas o sermão acabava sendo ainda mais contundente do que a punição. Hoje, a mentira pode ser pública, pode ser publicada, pode aparecer nas manchetes. Pouco importa. Ela é acolhida entre as artes e ofícios da vida social.
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Poderia estar falando de futebol e das mãos do atleta, espalmadas e erguidas, significando "Nem toquei nele!" quando joga o adversário para fora do campo com um pontapé que todos viram. Essa é uma das mais correntes e curiosas expressões da mentira. Mentira gestual, silenciosa. Mas não é sobre futebol que escrevo, embora o retângulo gramado, que nos desperta tantas paixões, seja palco de algumas mentiras cabeludas contadas ao país.
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É sobre política. A conheci como espaço onde, não raro, uma mesma verdade comportava diferentes interpretações, visões incompletas, em versões iluminadas pelas lanternas das distintas ideologias. Parte da tarefa dos agentes políticos consistia em tornar mais convincente sua peculiar perspectiva perante o juízo soberano do eleitorado. Tolerava-se, dentro de certos limites, uma certa diferença entre a conduta de quem chegava ao governo e o discurso que fizera na oposição. Nesse caso, as fronteiras do juízo moral precisavam ser um pouco flexíveis em função do que houvesse dentro dos armários da realidade, como parte oculta da verdade não destapada durante a dialética da campanha eleitoral.
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As coisas foram mudando. Mente-se industrial e impunemente, como descreve o poema acima. Mente-se com insistência, corroborando o dito popular de que é mais fácil crer numa mentira repetida muitas vezes do que numa verdade desconhecida ou pouco proferida. Julgo ser isso que o poeta chamou de mentir história afora.
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Uma coisa é o que assumimos, individualmente, como verdadeiro; outra é a mentira. Uma coisa é o ajuste fino entre o discurso e a ação, imposto pela realidade; outra é a incoerência absoluta. E tem mais: uma coisa é estar no jogo democrático sendo democrata; outra é usar a democracia contra a democracia. A mentira, a incoerência e os falsos democratas, que querem calar o contraditório, fraudam o processo dentro do qual se desenrola a soberania popular e alteram o resultado do jogo político assim como o atleta que simula pênalti não sofrido frauda o resultado da partida.
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A política brasileira teria muito a ganhar se nos tornássemos moralmente mais exigentes em relação aos desdobramentos do debate político. O dinheiro na gaveta ou alhures não é a única forma de corrupção que precisa ser combatida. É bom que a avaliemos com a gravidade que tem. Mas sem perder de vista que há outras. A democracia também é corrompida pela mentira, pela incoerência e pelos não democratas que dela se valem para cobrar direitos que não franqueariam se deles pudessem dispor.

Zero Hora, 18/12/2011

* Percival Puggina (66) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

sábado, 17 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Dezembros e dezembros

Dezembros e dezembros.

Tantos e tão parecidos.
Correrias porque outros correm.
Presentes porque outros compram.
Presentes porque outros desejam.

Festival de inutilidades
Surgidas para aplacar a ganância
Dos que clamam pela felicidade

Dezembros e dezembros
Festival de lembranças
Feliz quem as têm?

Tantas e tão parecidas
Envolventes imagens
Porque outros imaginam
Porque outros sonham
Porque outros invejam

Dezembros e Dezembros

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Devaneios

É instigante olhar... deixar-se levar pelo gigantismo das imagens. Pelo poder emanado. Única certeza, estar ali muito antes de eu chegar. Partirei, e ali permanecerá em seu destino de infinita reconstrução. Ao sabor dos progressos e avanços da frenesi humana. Essa foi a primeira a seduzir-me, e por incrível que pareça, três décadas depois, mantém o mesmo poder e deixa-me patético de tanto admirar-lhe... Curitiba!



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Deus segundo Spinoza

Albert Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: "Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens".

 Texto escrito no Século XVII

DEUS SEGUNDO SPINOZA


"Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida,que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada,terás aproveitado da oportunidade que te dei.

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres?

Para que tantas explicações?

Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.
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Baruch Spinoza > As sábias palavras são de Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Rola na rede

Esta seção do blog, rola na rede, é a minha seleção daquelas mensagens que recebemos diariamente de todos os lados, amigos, conhecidos, amigos dos conhecidos, desconhecidos. Alguma que eu considere interessante registro aqui para compartilhar:

Sensacional site de músicas. Desde 1940 até dos dias atuais. Excelente para recordar.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sabedoria popular


A diarista que realiza algumas tarefas aqui em casa dia desses surpreendeu-me. A tevê estava ligada no jornal do meio-dia e a reportagem envolvia os desabrigados das últimas enchentes. Era desgraceira total, cada depoimento era um rosário de coisas perdidas... perdi tudo... era a frase pronunciada pela maioria dos entrevistados, até parecia combinação entre eles (os desabrigados). Eu já estava começando a sentir-me no dever de ir até lá e tentar ajudá-los de alguma maneira. Ao comentar minha intenção, a diarista foi direto ao ponto:

- Olha aqui seu Gil, o senhor acha que essa gente que apareceu aí perdeu tudo... o tudo era o quê? O senhor não sabe, né. Mas o tudo que essa gente perdeu é o tudo de nada. Quase todos eles não tinham nada, nem fogão, nem geladeira, nem cama, nem televisão... então reclamam de uma maneira a ganhar o que nunca tiveram. Sei disso porque é lá que eu moro e lá a gente conhece todo mundo, até quem trabalha e não trabalha.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O Brasil e a educação

Ranking das 500 melhores Universidades do mundo.
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http://www.leidenranking.com/ranking.aspx.
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1 ao 11 > USA
12 > Suiça
13 ao 17 > USA
18 > Suiça
19 ao 30 > USA
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Os Estados Unidos lideram a lista em qualidade e quantidade,
e o Brasil reflete o empenho de nossa elite governista à educação.
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461 > UFMG
463 > Campinas SP
468 > Estadual USP
479 > UFRGS
483 > UFRJ
485 > Univ Estadual Paulista
494 > UFSP

sábado, 10 de dezembro de 2011

Stand by me

Minha homenagem às pessoas com talento. (gilrikardo)



Músicos unidos ao redor do mundo tocando para a mudança.
(Peace & Unity)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Coincidência



Lá pelos meus treze ou catorze anos, apaixonei-me pelas músicas dos Beatles. Comprei um gravador que só tocava com pilhas médias  que duravam no máximo duas horas e pouco... era minha falência. Descia e subia as ruas com aquele gravador embaixo do braço tocando meia dúzia de músicas que consegui gravar do rádio. Imagine a qualidade do som. Argh! A começar pelo início que ficava truncado, algumas eu perdia os segundos iniciais, noutras com medo de perder o início, a música era acompanhada com o final de alguma propaganda ou fala do locutor. Detalhes que na época eu nem percebia, porque a minha atenção era toda voltada para “Hey Jude”, “Yesterday”, “Yellow Submarine” entre outras cujos nomes não recordo agora. Ouvia até as pilhas pifarem de vez. Imagine aquela voz fininha tornando-se um vozeirão porque a fita ia perdendo a velocidade, e o vozeirão mui lentamente sumindo... 
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Pegava as pilhas e colocava-as no congelador, alguém sugeriu que deixar de um dia para o outro no frio recarrega-as; também que aquecê-las no forno do fogão dava alguma sobrevida. Apesar dos esforços, de não haver recargas e nem utilizar energia elétrica, sentia-me um “sortudo” ou “abençoado” por ter aquele aparelho, pois na minha turma era o único dono de um lançamento de última tecnologia...
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Minha paciência de adolescente em lidar com aquilo durou um ano e pouco. Mas foi tempo suficiente para me marcar eternamente, tanto que hoje (passadas quase quatro décadas) sentei-me a registrar meus tempos de submarino amarelo. Tal história até aqui para mim já estaria completa. Sem necessidade de avançar para lado nenhum, no entanto há certas coisas nesta vida que nos surpreende pela maneira que se apresentam. Aqui se deu quando meu filho, agora com a idade de treze para catorze anos (?!?!) se apaixona pelos Beatles, vai aprender violão e guitarra, de quebra bateria e gaita de boca, só para melhor curtir as músicas que ainda ecoam dentro de mim. Isso tudo, sem eu nunca tocar no assunto beatlemania. E agora José? Coincidência?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Bastou olhar-me

A internet surgiu em minha vida a partir dos meus quarenta anos, já estava com o destino praticamente traçado, sem grandes surpresas tampouco realizações. 
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No entanto, a rede tem o poder transformador. Fui alçado à atividade de blogueiro (já ouvi gentes se apresentando como blogueiras) e nessa condição minha vida adquiriu novos contornos, conceitos relidos, e porque não uma reengenharia da esperança! Quem deseja e busca esperança é mirando dias melhores. Será?
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Retorno às lembranças do passado, quando não havia esse catalisador a conduzir nossas vidas bit a bit... byte a byte (oito bits = um byte ou um caractere qualquer). A esperança soava como bandeira imponente a sinalizar os limites da vida de cada um, como o conhecimento era restrito pelas vias de difusão, era normal aquietar-se na ignorância. Para muitos sofrer por causa dela. Para avançar era quase impossível, ou proibido devido à classe social que se originava. Assim vivíamos em função dos rótulos apregoados pela sociedade hipócrita e bandida. Conduzida pela meia dúzia da elite que sempre comandou os destinos. Morria-se com a pecha de louco, idiota, imbecíl, retardado, babaca, entre outros pejorativos. Porque os semelhantes estavam onde não mora ninguém, aliás, não existiam para o entendimento dos afetados...
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Hoje estamos aos milhares. São as comunidades de redes sociais praticando apologias à convivência. Agradeço esta possibilidade de reengenharia da condição humana provocada pela internet. Falo baseado em minha carne, em meu entendimento de mim mesmo. Não precisei estudar ou pesquisar, para mim bastou olhar-me mirando o futuro a traduzir um sorriso... de esperança!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Livro de visitas

Para opinião, sugestão ou crítica:

gilrikardo@gmail.com

gilrikardo@pop.com.br

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Alguns conceitos

Absolutismo: Uma verdade absoluta está sempre correta, sob qualquer hipótese. O discernimento é irrelevante para esse estado de verdade. Fatos universais podem ser descobertos. É o oposto do relativismo, que afirma não existir uma verdade única.

Deísmo: A razão e a observação do mundo natural, sem a necessidade de uma religião organizada, pode determinar que um ser superior criou o universo. A deidade não intervém em assuntos humanos ou elimina as leis naturais do universo.

Dogma: É a crença estabelecida ou doutrina defendida pela religião, ou por outro grupo ou organização. É autoritária e inquestionável, e não deve ser discutida ou combatida pelos praticantes ou crentes.

Dualismo: Mente e massa são tipos de substância fundamentalmente distintos. Os seres humanos têm ambos, mente ou alma e corpo. Dualismo moral é a crença no complemento perfeito ou conflito entre o bem e o mal.

Livre arbítrio: Agentes têm capacidade de decidir. Os indivíduos podem ser moralmente responsabilizados por suas ações. Uma divindade onipotente não afirma o seu poder sobre a vontade e as escolhas dos indivíduos.

Niilismo: Vida sem significado, propósito ou valor intrínseco. A moralidade não existe inerentemente e qualquer valor moral estabelecido é adquirido de modo abstrato. O conhecimento não é possível e alguns aspectos da realidade não existem como tais.

Reducionismo: Um sistema nada é além da soma de suas partes e pode ser entendido por meio da definição dos seus componentes individuais separadamente.

domingo, 4 de dezembro de 2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

Alegria! alegria?


Tem coisas que é difícil de aceitar, entre elas, aquele papo furado de jogador de futebol querendo dar lição de moral ou prometendo trazer alegria para o povo. A grande maioria, maioria absoluta mesmo, se mostra distante da instrução e da cultura. Nunca vi imagem de algum jogador com um livro, um jornal ou outra leitura em mãos naqueles momentos em que são filmados na concentração, ocasião propícia à qualquer leitor interessado. Isso quer dizer que qualquer pessoa um pouquinho instruída, percebe as bobagens, besteiras e outras barbaridades que tais atletas pronunciam. Entre elas, a clássica, "vamo ganha esse jogo, e traze a alegria de volta para esse povo"...

Imagino que somente um indigente espiritual necessitaria de tal motivação para sentir alegria. Tem que ser muito pequeno para alegrar-se somente com a vitória do time preferido. Essa idéia não cabe em mim, existem milhões de outros motivos de alegrias, estar aqui a dedilhar estas linhas, por exemplo. É um deles.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ojeriza*

Ontem ao avistar um político do PT dirigindo o que parecia ser um automóvel último lançamento (ainda sem placas e com os plásticos nos assentos) desceu-me à memória dos discursos de tão ilustre figura. Atualmente sem mandato, sobrevive como a maioria dos não eleitos, pendurado em alguma teta qualquer, contanto que lhe forneça o “dimdim” necessário não só à sobrevivência, mas também aos sonhos de consumismo que nos dias atuais é sinônimo de felicidade.

Quem te viu e quem te vê!

Dá vontade de chorar quando essa turma abre a boca e se diz do povo, para o povo e com o povo... aí então percebe-se que esse tal povo não existe, nunca existiu e nunca existirá. Faça um teste e saia as ruas e pergunte onde andam aqueles que são o povo ou povão, com certeza não encontrarás nenhum. Então é por isso que em nome de entidades do além é que essa gente - se diz socialista ou comunista -  apela. É para produzir o discurso, nada mais que palavras vazias para garantir a fonte de renda que nos últimos tempos se apresenta gorda e promissora: a estrutura estatal.

Voltando à cena. Ao mirar a "notoriedade" (sic), com pose de galã acima do bem e do mal, meu estômago revirou e a ojeriza tomou conta de mim, não suportei a afronta daquela imagem. Meus neurônios explodiram e soltei o verbo:

--Vejam, aquele alí é companheiro dos “trabaiadores”, lá na praça ele chega às lágrimas se dizendo do povo e para o povo. Alguém ainda acredita numa farsa dessas?

Só escutei os resmungos de surpresa de alguns transeuntes próximos. Alguém perguntando quem era o louco. Outros aplaudindo e dizendo é isso aí mesmo. Outros soltanto um enigmático sorriso amarelo, significando talvez nem sim nem não. Quanto ao digníssimo, ele é ladino, é esperto, por isso se fez de morto, de surdo e de que o assunto nem era com ele.

Ojeriza, asco, e tudo o mais que nos causam náusea. Esse é o sentimento que me invade cada vez que cruzo com um canalha desses. Cá entre nós, faz de conta que eles estejam preocupados! Eis a questão, enquanto meia dúzia que não se dobram facilmente forem as poucas vozes, continuaremos pagando à companheirada locupletando-se. Esse é o Brasil. Esse sou eu.

*Esse evento deu-se com um político do PT, adianto-lhes que poderia ser de qualquer partido, infelizmente ou felizmente, naquele dia e naquela hora, foi obra do destino nos cruzarmos.

>> Veja onde foi parar este texto feito uma semana antes do editorial de Veja