quarta-feira, 30 de julho de 2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O fim do Brasil?

Do blog do professor Orlando Tambosi capturei este post, vale a pena ler, é o nosso futuro:

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Fim do Brasil? Conheça a tese do consultor que o petismo quer silenciar.


No post anterior, reproduzi a entrevista que o economista Felipe Miranda deu à Veja.com. Segue agora o texto de sua tese O Fim do Brasil?, disponível no site da Empiricus Research. Depreende-se que a permanência do PT no poder, com um eventual segundo mandato para Dilma, será catastrófico para o país:

ALERTA: O que você vai ler nas próximas linhas é polêmico e revelador. O texto pode ser ofensivo a determinadas audiências. Recomenda-se discrição na leitura.

Olá. Meu nome é Felipe Miranda.

Há quase cinco anos, eu fundei, junto ao Caio Mesquita e ao Rodolfo Amstalden, a Empiricus Research, a primeira casa de pesquisa independente voltada a investimentos do Brasil.

Hoje, a Empiricus é referência em recomendações de investimento, contando com 200 mil leitores diariamente. Chegamos a um tamanho que nem nós mesmos aventávamos quando da criação da Companhia. Agradeço todos os dias por isso. Aos leitores e a nossos profissionais – seria impossível chegar aqui sem tamanhas competência e paixão. É a nossa vocação, de fato.
Talvez a esta altura você já conheça a Empiricus por conta de nossos serviços prestados nos últimos anos. Temos ajudado milhares de investidores a ganhar dinheiro com o cenário de queda da Bolsa brasileira desde nossa fundação, alta dos imóveis e comportamento volátil da taxa de câmbio.

Nós alertamos nossos leitores, por exemplo, a evitar as ações da Petrobras, pouco antes do início de seu derretimento. Também recomendamos vender ações de construtoras às vésperas de problemas emblemáticos de estouro de orçamento, parcerias mal feitas e de práticas que desrespeitavam os acionistas minoritários. Evitamos com isso prejuízos da ordem de até 90%.

Alguns de nossos leitores ficaram ricos apostando na queda das ações de Petrobras ou de grandes incorporadoras. Outros ganharam bom dinheiro seguindo a recomendação de comprar dólar a R$ 1,90.

Em outras palavras, nossos assinantes puderam lucrar mesmo num ambiente extremamente desafiador para o mercado de capitais. Que seja de meu conhecimento, não há uma única empresa de pesquisa e/ou consultoria no Brasil com histórico tão consistente de acerto em suas recomendações de investimento aos clientes.

Aqui cito apenas exemplos mais contundentes. Poderia perder um tempo enorme na lista de acertos. Mas eu não escrevo este texto para isso.

Faço referência à capacidade de fazer nossos assinantes ganharem dinheiro num ambiente difícil tão somente por uma questão: há tempos muito mais difíceis por vir. Projetamos a mais importante crise para o Brasil desde 1994. Ela está aí, batendo à nossa porta.

Só por isso eu tenho dedicado uma enormidade de tempo e dinheiro nos últimos meses preparando este material.

Em resumo, quero falar de um evento específico cuja ocorrência deve se dar num futuro bastante próximo, com implicações pronunciadas sobre as finanças de cada brasileiro e, até mesmo, sobre nosso modo de vida.

Esta esperada crise encontra suas raízes no colapso do sistema financeiro de 2008, cujo ápice é marcado pela quebra do centenário banco norte-americano Lehman Brothers e pelo consequente caos em Wall Street. Para tentar neutralizar impactos do tsunami externo por aqui, o Brasil abandonou os pilares tradicionais de política econômica e seguiu uma série de medidas heterodoxas, com implicações trágicas, conforme será visto um pouco à frente.

Para nosso caso, os problemas a ser vistos nos próximos meses serão muito piores do que os vivenciados em 2008. Se houve quem classificasse a crise de seis anos atrás como uma marolinha para o Brasil, desta vez não existirá espaço para qualquer metáfora parecida. Isso ficará claro em alguns minutos.

Adiantando um pouco, tão logo haja catálise do que eu projeto, teremos disparada da inflação, aumento destacado do desemprego, interrupção do crédito, maior endividamento da população e grande salto do dólar.

Acredite: o argumento aqui, conforme ficará evidente, é estritamente técnico. Não faço uma projeção sequer sem o devido embasamento, tampouco tenho a pretensão de assustar o leitor.

Tenho uma vida dedicada a investimentos e às recomendações financeiras. Comecei a investir em ações ainda aos 14 anos, por influência de meu pai – e também meu herói -, que era um grande investidor de Bolsa. Solidifiquei a prática com a teoria. Cursei Economia na USP e um mestrado em Finanças na FGV, de onde me tornei professor aos 26 anos. Criado em educação jesuíta, eu aceitei ao chamado da minha vocação e tenho me dedicado às finanças integralmente.

Fiz toda minha carreira profissional como analista de investimentos, para, então, fundar a Empiricus. Jamais colocaria uma vida construída sob os pilares da ética, do amor ao trabalho e da dedicação por conta de uma simples tese catastrofista.

Tudo que faço aqui é levar meu esforço de pesquisa dos últimos meses a uma conclusão lógica.

Eu fiz o mesmo quando alertei que as ações da incorporadora PDG, na época a R$ 9,00, atingiriam R$ 1,50. Rigorosamente o mesmo com Gafisa, Brookfield, Hering e Marisa. De novo, apenas alguns exemplos. Quando dos primeiros anúncios, ninguém levou a sério. A princípio, fui taxado de louco. O tempo provou de que lado estava a sanidade.
Já expus em oportunidades anteriores o grosso de meu racional, tanto a nossos leitores quanto em conferências de economia. Alguns ouvintes ficaram furiosos. Mas, veja: nenhum deles conseguiu refutar minha pesquisa, embora sejam incapazes, ao menos por enquanto, de aceitar a intensidade das conclusões previstas.

Por conta disso, antes de prosseguir com a leitura, faço um alerta a você:
As palavras a serem ditas aqui gerarão polêmica. Elas podem ofender bastante gente. (Continua).

domingo, 27 de julho de 2014

Bellay, Joachim

"Só vive quem vive o dia de hoje"

Dica de leitura

 
 
Neste fim de semana descobri o site LE LIVROS, possui um acervo de três mil obras das quais baixei setenta e poucas, não é que eu vá ler todas, mas a vontade de tê-las comigo justificou o download. São obras atuais, por exemplo: Assassinato de Reputações do Romeu Tuma Jr., 1808, 1822 e 1889 de Laurentino Gomes, ou Freddie Mercury_A biografia definitiva. Vale a pena conferir.

 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Praias, rios e riachos.


O PT que a maioria não vê!

A famosa governabilidade levou o PT, capitaneado por seu líder, a alianças, acordos e práticas veementemente condenadas e denunciadas por ele, antes de chegar ao poder. O “todo mundo faz” passou a ser explicação e justificativa para atos ilegítimos, ilegais ou indecorosos.

Lichtenberg, Georg

"O sábio procura a sabedoria,
o tolo encontrou-a"

domingo, 20 de julho de 2014

Sebo nas tripas

Por Gilrikardo
Comentário vindo das ruas (aqui de Joinville SC) me diz que os famosos haitianos que há tempos entram no Brasil em busca de refúgio e opotunidades de sobrevivência, já estão com idéias de retornar ao Haiti. Perguntei qual o motivo se nem bem chegaram... parece que não estão contentes com a renda (em torno de dois salários minimos, carteira assinada, mais benefícios, alimentação e saúde), pasmem leitores, dizem que se é para passar fome preferem na terra deles.

Nesta hora lembrei-me de minha adorável avó que fez o seguinte comentário quando a moça que trabalhava lá em casa, meio período, começou a reclamar do serviço e do salário... a vovó simplesmente soltou: essa menina já está com sebo nas tripas. Isto é, já matou a fome, as primeiras necessidades, e deseja mais. Se assim é justo e natural, então que vá procurar outra fonte de renda... Não é trabalho de babá por meio período que resolverá a vida, pelo menos em nossa realidade Brasil.

Creio que tal raciocínio se aplica aos invasores (imigrantes!?!?) do Senegal, do Haiti, de Gana, da Colômbia, da Venezuela, da Bolívia, entre outros que aqui chegam agradecendo a opotunidade ao abraçar tudo e a todos....

MAS até criarem o tal sebo nas tripas, ou até a fome não mais humilhá-los, aí então, como bom humanos que são, mostram as garras, viram o coxo, e exigem melhores condições de vida... Pois que vão buscá-las em seus países de origem. Não damos conta nem dos nossos miseráveis.... e agora somos obrigados a ouvir lamentos em outros idiomas... ora, seus mal agradecidos, vão se catar! E em bom português.

sábado, 19 de julho de 2014

Pago para ficar só

Ciência mostra que estar só pode trazer benefícios, mas também prejudicar a saúde física e mental
Saber como lidar com essa condição e aprender a ter controle sobre ela é fundamental para o bem-estar

por Jaqueline Sordi
19/07/2014 | 08h02


As pessoas preferem sofrer a ficar sozinhas e desconectadas, mesmo que por poucos minutos. Foi isso que mostrou um recente estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, e publicado este mês na revista científica "Science". Colocados sozinhos em uma sala, os voluntários do experimento deveriam passar 15 minutos sem fazer nada, longe de seus celulares e qualquer outro estímulo, imersos em seus pensamentos. Mas, caso quisessem, bastava apertar um botão e tomariam um choque elétrico. O resultado foi surpreendente: 67% dos homens e 25% das mulheres, entediados, preferiram as descargas elétricas a que ficar sem estímulo nenhum, somente na companhia de seus pensamentos. Alguns deles, inclusive, optaram pelo "castigo" repetidas vezes. Os líderes do estudo se mostraram surpresos com o resultado, que indicou como as pessoas encaram de forma negativa a ideia de estarem em contato consigo.

Defendido por muitos como uma forma de se conhecer melhor e temido por outros tantos, o estar só parece cada vez mais assustar o homem que, imerso em uma sociedade a cada dia mais conectada, vê no isolamento algo distante e doloroso. Mas será que estes momentos são tão ruins assim? O que a ciência mostra é que estar só pode tanto trazer benefícios como prejudicar a saúde física e mental. O importante é saber como lidar com essa condição e aprender a ter controle sobre ela.

Explicação pode estar nos genes

Tema estudado há anos pelo psicólogo americano John Cacioppo, diretor do Centro de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade de Chicago (EUA), o medo da solidão pode estar nos nossos genes. Segundo o especialista, a justificativa de evitarmos o isolamento está no fato de sermos uma espécie social que, durante muitos anos, dependeu do comportamento em grupo para a sobrevivência e que, ainda hoje, pelo menos nos primeiros anos de vida, carece dos laços com os pais ou cuidadores:

— Quando nos sentimos sozinhos, o corpo emite um aviso de que algo não está bem. É um sinal que, assim como a fome, a sede ou a dor, nos induz a uma mudança de comportamento. Neste caso, nos faz buscar contato com outras pessoas — resume.

Reflexos no organismo

Quando esse vínculo não é restabelecido, o sentimento de estar só se torna crônico. Ou seja, passamos a viver em um quadro de solidão, as consequências extrapolam a mente e podem atingir o restante do corpo. Diversos estudos realizados ao longo dos últimos anos relacionam a solidão com aumento da pressão arterial e aceleração do processo de envelhecimento, alguns indicando que ela pode fazer tão mal ao organismo como a obesidade. Também há trabalhos científicos que colocam os solitários na categoria dos mais sujeitos a arteriosclerose, diabetes e ataque cardíaco. Sem contar o elevado índice de suicídios entre os que se sentem cronicamente sós.

Não é à toa que o isolamento nos assusta tanto. E, em uma sociedade que proporciona a conexão 24 horas, a tendência é seguirmos caminhando no sentido oposto: o de estar o tempo todo conectados em nossos smartphones, tablets e afins. Apesar de tentadora, essa não é, para especialistas, a forma de evitar a solidão, já que ela não aparece somente quando estamos fisicamente sozinhos, comenta o psiquiatra Nelio Tombini, do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. A solidão, diz o psiquiatra, não está diretamente ligada à realidade externa, ou seja, à presença ou ausência de pessoas e estímulos, mas sim a um sentimento interno de conexão com o mundo e com quem nos cerca.

Estar só e ser solitário: qual a diferença?

Entender que estar só em determinados momentos é fundamental para se conhecer melhor e não deixar que o coletivo mate o individual — ou seja, que acabe com a essência de cada um — é o primeiro passo para aprender a passar momentos sozinho.

Conforme o psicanalista Claudio Eizirik, professor do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e da UFRGS, é importante saber diferenciar o estar só da solidão, já que desfrutar de momentos sem a companhia dos demais é uma capacidade que deve ser desenvolvida e que pode ser positiva para o crescimento pessoal. A busca por estímulos externos para evitar o contato interno — como olhar a todo momento para a tela do celular em busca de uma nova mensagem, por exemplo — pode ser prejudicial, afirma o especialista:

— Nesta sociedade hipermoderna ou líquida, há um certo frenesi por sons, conversas, muita gente ao redor, velocidade, imagens frenéticas, correria, e um sentimento desesperado de que não se pode perder tempo. Os benefícios de estar só são muitos. Entre eles, desfrutar da própria companhia, refletir, fazer planos, revisar o que já ocorreu em sua vida, ler livros, enfim, dar-se a oportunidade de momentos ou horas de introspecção.

Conforme a psicóloga Irani Argimon, professora do curso de Pós-Graduação em Psicologia da PUCRS, para ficar bem sozinha, é fundamental que a pessoa sinta que tem controle sobre a sua condição, ou seja, que está sem companhia propositalmente. Assim, consegue tirar proveito da situação:

— Ficar sozinho pode ser uma experiência positiva e trazer alivio emocional. Iniciamos o processo de separação ainda no nascimento, a partir do qual continua uma independência crescente durante seu ciclo vital. Portanto, sentir-se sozinho pode ser uma emoção saudável e enriquecedora — resume a especialista.

Viajar completamente só, sem rumo, abrindo mão de vínculos familiares e bens materiais foi a proposta do norte-americano Christopher McCandless que, no início da década de 1990, saiu para uma viagem solitária que testaria os limites de seu corpo e, principalmente, de sua mente.

Sua história foi transformada em livro, o best-seller Na Natureza Selvagem, e, posteriormente, em um filme homônimo. Entre as conclusões a que chegou ao longo da jornada — muitas anotadas em um diário encontrado após sua morte — uma se destaca: Happiness is only real when shared (a felicidade só é real quando compartilhada). A conclusão dele não era nova. Tom Jobim, lá na década de 1960, já preconizava na famosa canção Wave: "É impossível ser feliz sozinho".

A chave é encontrar um equilíbrio entre o estar só e o viver acompanhado.
 

Analogia por Gilrikardo

 
Dia desses ouvi um palestrante motivacional utilizar-se dessa imagem para mostrar o quanto o foco determinada nosso fracasso e sucesso, ou também nossa felicidade e infelicidade. É tão simples e didaticamente pode servir a quase todos os seres humanos.
Talvez pela facilidade de tal explicação é que encontramos resistência duma grande maioria. Para mim, o sentido pratico se traduziu da seguinte forma:
"É uma metade que representa o que tenho, em outras palavras, são aquilo que detenho e que de alguma maneira minhas ações encontram resultados úteis à minha vida... portanto, o lógico é trabalhar com aquilo que temos."

João Ubaldo Ribeiro

João Ubaldo no país dos corruptos

Em março de 2006, o blog fez uma chamada para a entrevista do escritor João Ubaldo Ribeiro à revista Veja. João Ubaldo disse, entre outras coisas, que o governo Lula era incompetente, que ricos e pobres são igualmente desonestos e que a ideia de implantar cotas - como fez o lulopetismo - é um esforço para dividir o Brasil em "raças". Reproduzo a entrevista na íntegra, em homenagem a essa figura rara de intelectual honesto num país em que abundam estúpidos intelectuais ideológicos, serviçais do lulismo:


O escritor João Ubaldo Ribeiro fustiga o presidente Lula com a mesma intensidade com que Luis Fernando Verissimo atormentava Fernando Henrique Cardoso. Nestes dois anos e meio de administração petista, Ubaldo se tornou um dos críticos mais ácidos do (governo. "Não gosto dessa posição, não gosto de aparecer, mas fazer o quê? É inevitável se indignar com certas coisas", diz o autor. Seu motivo mais recente de irritação foi a cartilha com termos politicamente corretos elaborada pela Secretaria dos Direitos Humanos. Ubaldo escreveu um e-mail a dezenas de amigos, e isso desencadeou toda a polêmica a respeito do tema. Aos 64 anos, o escritor baiano é um dos maiores best-sellers brasileiros, com 3 milhões de exemplares vendidos ao longo da carreira. Em casa, quando não está escrevendo, Ubaldo se dedica a uma nova paixão: o computador. Ele é capaz de ficar um dia inteiro baixando programas e viajando na internet. Compartilha o hobby com o amigo e também autor Rubem Fonseca: "Ele é um expert e dizia que eu nunca seria como ele. Hoje me chama de mestre". Em seu apartamento no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, João Ubaldo Ribeiro recebeu VEJA para a seguinte entrevista.

Veja – O senhor é um dos maiores críticos do governo. O que há de errado com a administração petista?

Ubaldo – O governo é de uma extraordinária incompetência. Não conseguiu formular nenhum projeto, nenhuma visão nacional. O presidente, na minha opinião, tem de ser respeitado, pela sua condição de incorporar e encarnar o cargo supremo do Executivo brasileiro. E eu jamais faltei com esse respeito. No entanto, o brasileiro é tão subserviente que, quando alguém critica Lula chamando-o, por exemplo, de ignorante – o que não é uma difamação, é uma verdade –, diz-se que o presidente está sendo desrespeitado.

V – A ignorância a que o senhor se refere não seria compensada por outras qualidades?

U – Lula é autor de uma obra monumental, o Partido dos Trabalhadores. É algo sem precedentes na história brasileira, e talvez na história latino-americana. Governar um país, no entanto, não é a dele. Lula não sabe administrar. Ele não senta para ler, para despachar, para trabalhar. Ele tem um ministério que dificilmente conseguirá reunir num mesmo dia porque é impossível, num time de quarenta integrantes, que pelo menos um não esteja gripado ou com algum impedimento.

V – O senhor votou em Lula?

U – Sim, na última eleição. Em 1994 e 1998, votei em Fernando Henrique. Eu não considerava Lula preparado. Hoje vejo que tinha razão. Na época da eleição de 2002, deixei-me convencer de que os quadros do PT seriam suficientes para manter a coisa sob controle e que o presidente não se deixaria seduzir de forma tão flagrante pelos atrativos do poder. Observando o comportamento de Lula, nota-se que o prazer dele não é administrar. São os discursos, são as aparições que eu classifiquei, e não me arrependo do adjetivo, de circenses. Vem sendo assim desde o primeiro dia. Ele foi a uma das cidades mais pobres, se não a mais pobre e faminta do Brasil, lá no Piauí. Muitas daquelas pessoas não sabiam exatamente o que significava um presidente da República, que para elas seria algo assim como um dono do mundo. Lá, ele disse ao povo que todos iriam comer no dia seguinte. E eu duvido que estejam comendo hoje.

V – Por causa desse tom crítico ao governo, o senhor é acusado de estar a serviço do PSDB. Como reage a isso?

U – Eu sou uma pessoa totalmente destituída de rabo preso. Nunca roubei ninguém, não tenho antecedentes criminais, nunca fui dedo-duro, é difícil desencavar em meu passado algo mais grave do que ter enganado uma namorada, e assim mesmo muito eventualmente. Quando eu falo mal do governo, recebo cartas iradas dizendo: "Mas o que o PSDB faria neste caso?". Como se tudo o que eu escrevi contra o PSDB não valesse nada. No Brasil, sempre se acredita que a imprensa vive no bolso de alguém. Eu convivi com Roberto Marinho episodicamente por causa de nossa condição de integrantes da Academia Brasileira de Letras. Por ter comparecido a três ou quatro jantares na casa do dono da Globo, fui acusado de conspirar com ele. Você imagina que Roberto Marinho iria chamar um colunista de jornal para que ambos, juntos, manobrassem os cordões que gerem esta República? As pessoas têm essa convicção porque estão acostumadas ao ambiente de corrupção que reina no Brasil.

V – Não é um exagero dizer que a corrupção reina no Brasil?

U – Nós vivemos num ambiente de lassitude moral que se estende a todas as camadas da sociedade. Esse negócio de dizer que as elites são corruptas mas o povo é honesto é conversa fiada. Nós somos um povo de comportamento desonesto de maneira geral, ou pelo menos um comportamento pouco recomendável. Se você me acompanhar à rua, a gente pode até fazer uma experiência. A população da Zona Sul do Rio de Janeiro é formada em grande parte de gente da terceira idade. Quando um idoso atravessa a rua, os motoristas de ônibus costumam acelerar em ponto morto, fazendo um barulhão. Eles querem dar um susto no velho, eles querem matar o velho. Já vi fazerem isso com crianças, que acabam saindo correndo. Eu mesmo, que tenho 64 anos, já tomei um susto assim. Os brasileiros estão convictos de que, se um pedestre atravessar fora da faixa, o motorista tem o direito de atropelá-lo e matá-lo. Outro exemplo. Eu ouço de várias empregadas domésticas que é comuníssimo aqui no Rio de Janeiro que responsáveis pela merenda escolar retirem substancial quantidade de víveres e alimentos das crianças para levar para casa, distribuir entre parentes e até montar quitandas. Isso é um evidente absurdo.

V – O senhor falou em lassitude moral. Isso não ocorreria porque o país não tem instituições fortes, ao contrário de nações européias e dos Estados Unidos?

U – Nós somos de um país cuja colonização se deu em moldes muito diferentes dos da colonização dos Estados Unidos, nação à qual somos freqüentemente comparados. Os colonizadores ingleses, ao vir para a América, estavam dando as costas para a Europa. Eles vieram para nunca mais voltar. Sua intenção, ao chegar ao Novo Mundo, era conceber uma nação ou várias pequenas nações nas treze colônias. No Brasil isso não ocorreu. Não porque os portugueses sejam ordinários pela própria natureza, como freqüentemente se diz. A questão é que Portugal nos pegou num momento em que sua prosperidade dependia do fato de o país ser um grande entreposto da Europa, um grande fornecedor de mercadorias. Fizeram, assim, uma colonização predatória. Portugal enriqueceu à custa do açúcar brasileiro, e Lisboa foi reconstruída pelo marquês de Pombal com dinheiro brasileiro. Convinha manter aqui um controle rígido, diferentemente dos americanos, que de costas para a Europa criaram suas próprias leis. Os portugueses, no entanto, não tinham estrutura para isso. Com essa presença forte do governo necessariamente despoliciado pela metrópole, o domínio dos portugueses ocorreu de uma maneira desordenada, desregulada, importando caoticamente a burocracia lusitana, com a corrupção que essa burocracia gera. Construiu-se toda uma visão de mundo centrada na ação estatal. A origem de muitos dos nossos problemas pode ser essa.

V – De acordo com Gilberto Freyre, no entanto, os portugueses contribuíram positivamente ao criar uma nação miscigenada.

U – É verdade, eles deram algumas contribuições positivas, e essa é uma delas. Com a qual, por falar nisso, o governo quer acabar, implantando o sistema de cotas nas universidades. Eu vejo essa idéia com profunda desconfiança e muito desagrado. Em minha opinião, ela representa um esforço para dividir este país, pela primeira vez, em linhas raciais. Tenho amigos diretores e donos de colégios que estão sendo obrigados a classificar os alunos por raça. Que retrocesso é esse? Já me chamaram e me chamam de vez em quando de negro. Eu me recuso a ser chamado de negro. Não porque tenha vergonha. Eu sou filho de uma família portuguesa pelo lado da mãe, neto de um português pelo lado do pai. A mulher do meu avô paterno era uma mulata acaboclada. O que significa que eu tenho sangue negro. Mas eu me recuso a usar o critério americano que diz que é negro todo mundo que tem uma gota de sangue negro. Ou seja, se o sujeito é filho de um zulu com uma sueca, por que a metade zulu tem de prevalecer? E aí vem o governo com essa bobagem de que não se pode usar a palavra "mulato" porque vem de mula. Vou dizer algo politicamente incorreto: Lula é mulato. Se bem me lembro, o cabelo dele era crespo, encarapinhado, no tempo em que era líder metalúrgico. Já hoje, presidente da República, ele tem cabelos sedosos.

V – O senhor acha que o sistema de cotas é de difícil implantação?

U – Eu acho muito complicado classificar as pessoas por raças no Brasil. Eu não vejo TV, posso estar dizendo alguma bobagem, mas eu me lembro de que a Xuxa só aceitava loirinhas para paquitas. Suponhamos que baixassem no Brasil um decreto específico, dizendo: "Xuxa Meneghel é obrigada a reservar 50% das vagas de paquitas para afro-descendentes". Apareceriam no dia seguinte 20.000 loiras de olhos azuis mostrando o retrato de um vovô negão. Carla Perez, minha conterrânea, é uma loira artificial. Ela é mulata, filha de mulato, sem deixar de ser loira. Essa idéia das cotas embute, no fundo, uma visão equivocada: aquela que enxerga a questão da escravidão como um problema de origem racial.

V – E não é?

U – Não existe nada mais falso do que isso. Ao longo da história, os escravos sempre foram os vencidos, e não necessariamente os negros. Na maior parte das civilizações, os escravos eram brancos. Os hebreus foram escravos dos egípcios, por exemplo. Não foram os portugueses que escravizaram os africanos. Eles trouxeram nos navios negreiros pessoas que já haviam sido escravizadas em sua nação de origem. Eram negros escravizando negros. As nações da África do início do ciclo das grandes navegações nunca tinham ouvido falar na existência dos brancos. Acreditavam que a humanidade era negra. Achavam-se, assim, tão diferentes dos vizinhos que falavam outra língua, cultuavam outros deuses e comiam outra comida quanto um inglês se acha diferente de um francês, de um alemão ou de um napolitano. A suposta irmandade entre os negros passou a existir quando eles foram unificados na categoria de escravos.

V – O senhor sempre se autodefiniu como um autor que escreve por dinheiro. Alguém com essa postura sofre algum tipo de discriminação no Brasil?

U – Sem dúvida. Em parte por causa da inveja dos que não conseguem vender livros. Durante a maior parte da história a regra foi a encomenda. Quase toda a arte renascentista foi produzida assim, da Capela Sistina às fontes de Roma. Esse negócio de se sentar e se comunicar magicamente com as musas é conversa de rico que fica falando em arte. O artista de verdade quer ser pago.

V – Por que se lê tão pouco no Brasil?

U – É um lugar-comum dizer que isso ocorre porque o livro é caro. Sem dúvida essa é uma das razões. Há, no entanto, uma cultura de que o livro é uma coisa chata, difícil. Eu sou adotado em escolas, e devo ser odiado por um número imenso de estudantes brasileiros. Os jovens lêem os livros preocupados em responder a perguntas incompreensíveis em provas. Um grande número de professores transmite aos alunos o ódio que eles mesmos têm dos clássicos. O próprio presidente vende a imagem da leitura como uma coisa difícil, comparável a andar em esteira. Uma das coisas graves que eu acho que Lula faz é se gabar, se vangloriar da própria ignorância, da própria falta de formação.

V – O senhor recentemente teve graves problemas de saúde por causa do alcoolismo. Poderia contar o que aconteceu?

U – Foi uma luta de oito anos, complicadíssima. Tudo começou com uma depressão, em 1994, quando voltei da Copa do Mundo dos Estados Unidos. Uma depressão sem motivo, mas eu caí de cama, só não quis me suicidar. Tomei todos os remédios possíveis. Eu, que já bebia bastante, tentei curar a depressão com álcool, que é a pior burrice que alguém pode fazer. Porque a depressão vai embora durante três horas, quatro horas, depois volta pior. Você entra numa espiral descendente da qual é difícil sair. Fiquei oito anos nesse inferno, inchado, tremendo. O auge, há quatro ou cinco anos, foi quando tive uma pancreatite que quase me levou à morte. Passei quinze dias na unidade semi-intensiva do hospital. Tive a sorte de ser um dos poucos casos de pancreatite que não deram dor nenhuma. Dizem que as dores associadas a essa doença estão entre as piores que se podem suportar. Hoje, felizmente, estou há três anos sem beber.

V – Como o senhor superou o problema?

U – Pela via da religião. Eu não me submeto ao ministério de nenhuma crença, embora acredite em Deus, reze todas as noites e me considere cristão. Há algum tempo, por uma série incrível de coincidências que não vou relatar aqui, tornei-me devoto de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Eu dizia que quase morri de pancreatite. Depois que saí do hospital, voltei a meus velhos hábitos de beber. Acordava cedíssimo, por volta das 5 da manhã, ia comprar jornal e passava pelos bares que fecham tarde para comprar uísque. Às 10 da manhã já estava bêbado, e assim passava o dia inteiro. Logo tive o anúncio de que a pancreatite estava voltando: engulhos em seco. Eu acordava e ia direto para o vaso sanitário, para uma sessão de náuseas. Isso piorava a cada dia, e uma segunda pancreatite para mim seria a morte. Até que uma noite, na hora de dormir, eu rezei a Nossa Senhora: "Se amanhã eu amanhecer sem náuseas, eu paro de beber". Acordei e, pela primeira vez em muito tempo, não tive engulhos. Desde então, e isso foi há três anos, não bebi mais nada. Todos os fins de semana vou com meus amigos ao boteco e só tomo guaraná diet. O mais incrível é que não sinto a mínima vontade de beber. Eu poderia dizer que tenho uma imensa força de vontade, mas não seria verdade. Eu não faço esforço nenhum

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Livre mercado e sociedade livre

Frente à bagunça e falta de futuro:
 
 
 
 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O PT que a maioria não vê!

Esta foto vale mais que um milhão de palavras,  por isso sugiro aos adoradores de lula e do PT que mandem enquadrá-la para pendurar na parede da sala.
 
Elite branca!
 

A verdade

Texto que publiquei em 2011 cujo conteúdo continua atual e por isso REPUBLICO sem qualquer alteração no conteúdo:


A verdade

Na tevê o pastor vociferava o destino dos justos e dos ímpios, falava da verdade que a poucos se manifesta. Isso despertou minha curiosidade e permaneci atento ao desenrolar daquele culto que após algumas passagens bíblicas pinçadas não ao acaso, levaram a platéia sensibilizar-se e de pronto abraçar o envelope destinado à contribuição para a "obra de deus". O dízimo. Aí um clarão iluminou meu discernimento e também percebi a verdade. Ciente de que estava correto em minhas conclusões, saí porta à fora para comprovar na prática aquilo que a mim se revelou.

Na primeira esquina, aproxima-se um jovem e seu carrinho de sorvetes, ali encontrei a verdade. Sem a qual inexistiria a possibilidade de eu refrescar o paladar com o sabor de limão gelado sob um sol escaldante de trinta e poucos graus. Sim era a verdade. Acreditei. Segui em frente rumo aos desafios de confrontá-la com quem cruzasse meu caminho naquele dia. Ao aproximar-se o lotação, mais uma vez a verdade. Como negar que ela não estaria movimentando aquela multidão de trabalhadores suados e com as caras amassadas após mais uma jornada. Era verdade. Acreditei. Segui no lotação e tão logo desembarquei, aproximou-se de mim um velhote com cara de quem bebeu todas e pediu-me algum trocado. Era verdade. Neguei-lhe as moedas. Para beber não. Era verdade.

Ainda seguindo em frente, do outro lado da rua os cartazes anunciavam a verdade. Em suaves prestações de apenas alguns reais por longos cento e oitenta meses você faria parte da verdade. Isso é a verdade. Circulando. Levando. Trazendo. Fazendo. E as pessoas ainda se dizem descrer da verdade. Ou dizer que a verdade é relativa. Mesmo que ela se manifeste a cada passo... em cada esquina... Pois se é verdade... como ignorá-la. Como fazer de conta que não existe. É impossível negar que somos sustentados, que somos movidos, que somos humilhados, que somos explorados, que enganamos e somos enganados... pelo desejo de lucro. Eis a verdade: o lucro. Sem o qual nossa vida neste planeta se tornaria inviável.

Eu voltei...

Desde 13 de setembro de 2013 "dei um tempo no blog", coincidiu que fiquei alguns dias sem postar, e não sei porque, talvez pelo peso da idade, esqueci a senha de acesso ao blog e também do email de segurança, lá para onde mandam a senha.... depois de inúmeras tentativas decidi que tal fato era uma aviso para eu dedicar-me a outras atividades de ócio. Segui em frente, até que há dois dias, tentei acessar o blog, e num impulso, sem muito pensar consegui digitar a senha... e ulala... novamente aqui, a destilar meu veneno... registrar meus devaneios.... treinar minhas escritas.... reviver minhas memórias...
 
 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Nova Zelândia e Brasil

Breves lições do país menos corrupto do mundo


Eduardo Marques*
nova-zelandia
Em abril de 2014, resultado de estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação mostra que, entre 30 países, o Brasil é o que menos retorna serviços públicos ao contribuinte em relação aos impostos recolhidos. Igualmente preocupante foi o relatório de 2013 da Transparency International – Organização Não-Governamental com sede em Berlim, na Alemanha, que tem como foco o combate à corrupção – que apontou o Brasil na 72° posição, dentro de 177 países, no índice de percepção de corrupção pela população. De acordo com os métodos de avaliação da organização, ficaram empatados na posição de “país menos corrupto do mundo” Dinamarca e Nova Zelândia.
Mesmo com um modelo assistencialista e um Estado de grande alcance, países nórdicos tradicionalmente mostram altos níveis de transparência no setor público e, consequentemente, baixa corrupção. O que torna curioso o resultado do levantamento é o fato de um país relativamente desconhecido como a Nova Zelândia, sempre à sombra de seu vizinho – a também ex-colônia britânica, Austrália –, trazer índices tão surpreendentes. Talvez nem tão curioso assim, afinal, os neozelandeses também ocupam a 4° posição no índice de liberdade econômica da Heritage Foundation em 2013.
Quanto à sua estrutura estatal, sobressaem-se da trajetória da Administração Pública neozelandesa as inúmeras reformas administrativas implementadas, até a consolidação do modelo atual: mesmo com 29 ministérios, há uma administração pública gerencial, de estrutura enxuta, altamente transparente, mecanismos burocráticos otimizados, foco na eficiência dos serviços públicos assumidos e, o mais importante de tudo, impessoalidade, traduzida em uma clara separação entre Administração e Política – característica fortalecida em governos liberais. Outro fator importante é a rigorosa observância ao que conhecemos como princípio da economicidade – tratam-se os recursos públicos como absolutamente escassos, visando o máximo aproveitamento dos mesmos, considerando o serviço público como seu produto final e o contribuinte como cliente do mais alto padrão de exigência.
É inegável que os fatores mais significativos para o atual padrão administrativo da Nova Zelândia sejam de índole histórica, política, sociológica e geográfica. Contudo, certos elementos nada mais são que boas fórmulas e escolhas acertadas em termos de institutos jurídicos e organização do Estado. Exemplo disso é uma das implementações da States Service Act of 1912 – uma das maiores referências do país em termos de reforma administrativa – a States Service Comission (SSC): entre outras funções, este ministério centenário é responsável pela uniformização da política pública de pessoal estatal – ou seja, a determinação de diretrizes para todo o funcionalismo público. Com foco neste âmbito, a SSC evita abismos salariais entre carreiras (sempre considerando também a realidade da iniciativa privada), além de priorizar e padronizar sistemas meritocráticos para ascensão funcional dos servidores. Isso reflete de forma muito positiva na produtividade dos servidores públicos, evitando a atuação sindical abusiva e, de outro lado, impedindo que o ente estatal favoreça determinadas carreiras a despeito de outras por razões políticas.
A States Service Comission é uma amostra do que deu certo e pode nos servir de modelo, claro, sem ignorar nossa realidade e com as devidas adaptações. Além de preencher posições tão preocupantes em rankings relacionados à eficiência dos serviços públicos e transparência, em pleno século XXI o Brasil ainda demonstra fortes resquícios do período colonial na condução da máquina pública, como nepotismo, paternalismo e patrimonialismo. Diante disso, exemplos atuais e pragmáticos de “como fazer melhor” são tão importantes, afinal, já é de conhecimento geral que a Administração Pública brasileira é extremamente resistente em termos de reformas que melhorem a atuação do Estado, em especial quando a otimização redunde em sua necessária diminuição.
Para saber mais: http://www.ssc.govt.nz/public-service-centenary
*Advogado, especialista em Direito do Estado, funcionário público e conselheiro-executivo do Instituto Pela Justiça