domingo, 22 de fevereiro de 2015

Continuamos "povinho", aliás colônia

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net


O que o Brasil tem a aprender, de imediato, com a Alemanha? A resposta simples é: Muita coisa! Até o inesquecível vexame dos 7 a 1 na Copa do Mundo da Fifa de 2014, já cai, devagarzinho, no esquecimento cínico dos fracassados torcedores tupiniquins. Continuamos apáticos, burros e reacionários. Não demonstramos coragem e competência suficientes para mudar o modelo errado, implantando soluções corretas. Usando a imagem futebolística, continuamos prontos para tomar a próxima goleada.

Sabe quem é o terceiro exportador de café no mundo? A Alemanha. Por enquanto, perdem para o Brasil e para o Vietinã. Curioso é que eles revendem a maior parte do café produzido onde? No Brasil. Os espertos alemães, que nunca plantaram por lá um pezinho sequer de café, pagam uma média de R$ 400 reais pela saca de 60 Kg do café brasileiro que revendem pelo dobro: R$ 800. Trata-se de café puro, sem industrialização, do jeito que sai da fazenda.

Como ocorre este milagre alemão? A resposta é um de nossos defeitos econômicos fundamentais: alta capacidade logística e seriedade nos negócios. Em média, os alemães importam 18 milhões de sacas de café e reexportam 12 milhões. Das 6 milhões de sacas que sobram, são transformados nas caríssima cápsulas de nexpresso. Um quilograma de capsulas, se fosse vendido, valeria R$ 400 reais. O valor é 70 vezes o preço do café que sai cru daqui. Na conta da turma do "Fato Interessante", que fez a conta em uma videoreportagem, a goleada representa 70 a 1 - e não aqueles 7 a 1 para Alemanha que a gente vai chorar eternamente.

A Alemanha não joga apenas um futebol excelente - que a credencia como campeã do mundo. Os alemães formam cidadãos em suas escolas -inclusive as centenas especializadas em esportes -, com qualidade educacional comprovada. Têm indústria de base. Economia estável. Políticas públicas sociais focadas em poupança e produtividade, com recompensa para quem produz e trabalha. Conta com carga tributária mais justa. Tem um Judiciário que julga sem delongas e pune quem merece no tempo certo, impedindo impunidades e compensações criminosas. O alemão tem espírito de autodeterminação, que vai do pessoal ao nível do Estado Nacional.

Neste final de semana, uma reportagem de O Globo chamou a atenção sobre a maneira alemã de fazer política, temer dívidas e fazer poupança produtiva, diante do risco que a crise na Grécia oferece para a Zona do Euro. A matéria começa lembrando que o nada fácil idioma da quarta economia do mundo tem uma raiz semântica parecida para tratar do termo "dívida". O economista Tobias Hentze, do Instituto de Pesquisas Econômicas de Colônia, ensina: “Schuld”significa culpa, e “Schulden”, dívida. No Brasil, onde ninguém no desgoverno sabe de nada, ainda perguntam, com cinismo: "Tem culpa, eu?!".

A reportagem cita como a Alemanha, destruída na II Guerra Mundial, soube usar sua base tecnológica para voltar a se desenvolver, quando o governo introduziu o conceito de Soziale Marktwirtschaft, a economia de mercado social, que permitiu incentivos razoáveis às empresas, mas também aos cidadãos e suas famílias. Enquanto aqui no Brasil o desgoverno faz farra com a nossa poupança, na Alemanha os cidadãos poupam: "Em julho passado, pesquisa da Associação dos Bancos Alemães indicou que 35% do alemães entre 18 e 59 anos têm o hábito de guardar até € 100 por mês, e 25% se esforçam para poupar até € 200. O motivo? Nada de construir patrimônio ou fazer compras exorbitantes: 53% pensam em uma emergência — enquanto apenas 1% dos entrevistados contaram que poupam para viajar".

Na Alemanha, nas redes sociais, os cidadãos promovem os grupos de troca-troca, como o Free Your Stuff (Liberte suas coisas), no Facebook. Na visão dos alemães, o negócio é conter o consumismo, justamente em um país altamente industrializado. Já no Brasil, onde a indústria patina feio, somos obrigados a ouvir o mito em decadência Luiz Inácio Lula da Silva proclamar os prazeres do consumismo em uma recente videoconferência para italianos. Conforma a propaganda petista viralizada: "Lula falou sobre como as políticas de transferência de renda realizadas nos últimos 12 anos incluíram os mais pobres e mostraram que eles não são um problema, mas protagonistas das soluções". O craque Lula defendeu seu bolsa voto (perdão, seu bolsa família) - coisa que passa longe da cabeça dos alemães que nos goleiam.

Sem redundância, continuemos a falar de um fdp. Se alguém chamar um brasileiro por tal abreviatura de baixo calão, ele fica brabo e, geralmente, parte para a porrada. Se você fizer o mesmo com um alemão, a sigla FDP pode ser encarada como um elogio. Por lá, FDP significa Freie Demokratische Parte (Partido da Livre Democracia). Mais conhecido como Freie Demokraten, desde 1948 pratica um discurso liberal clássico que foi fundamental para a reconstrução do País no pós-guerra e para consolidar a liderança que tem hoje na Europa. Atualmente presidido por Cristian Linder, o FDP defende liberdade e auto-determinação. Os dois conceitos, junto com democracia (segurança do Direito), são tudo que o Brasil precisa para tomar um rumo correto em sua história.
Na política alemã, a liberdade tem força real e objetiva. Os pilares centrais do FDP são a regra liberal de Direito e a economia social de mercado. Os alemães trabalham com programas partidários bem definidos para cada conjuntura. Também pregam, claramente, que a individualidade deve ser respeitada pela Política. É exatamente o contrário do que pregam as teorias coletivistas, socialismos, comunismos e por aí vai - que tão facilmente seduzem os brasileiros, principalmente os de pouco estudo e reduzida leitura ou os que até lêem bastante, porém enchem a cabeça de ideias fora do lugar, inadequadas a nossa realidade brasileira.




Na mesma Alemanha, avança um pequeno partido com grandes ideias e ideais: o Freiheit Deutschland Partei - ou Partido Livre Alemão, mais conhecido como The Freedom (Die Freiheit), de linha conservadora liberal. Foi fundado em outubro de 2010, pretende ser até mais liberal que o tradicional FDP. Os alemães de bom senso percebem que não existe outra saída política mais viável, honesta e, por que não dizer, pragmática. Bem diferente dos brazucas, de mentalidade Estado dependente, que aguarda os favores vindos da máquina estatal, o que abre brechas constantes para autoritarismos, abusos de poder e a consequência que as viabiliza e reatroalimenta: a corrupção sistêmica institucionalizada.
Na visão dos FDPs alemães, a autodeterminação deve ser entendida e praticada em todas as esferas da vida - pública e privada. O foco é na educação para que as pessoas saibam como progredir através de seus próprios esforços, com forte atuação política e respeito real aos direitos humanos, sem as demagogias que somos obrigados a aturar no Brasil. Esta visão alemã tende a evoluir se compreendermos os novos tempos de um mundo interligado e interativo, onde mais vale a capacidade de distribuir (ideias, conceitos, exemplos, atitudes, recursos, conhecimento, etc) que apenas "participar" (como prega o discurso coletivista).
A liberdade individual é a base para que possamos evoluir em rede - definida como o fluxo interativo de convivência social. Os sistemas centralizados (coletivistas) e descentralizado (Estado influindo menos, mas ainda atrapalhando por excesso de regulações inúteis) precisam ser substituídos pelo novo sistema Distribuído. Ele consiste na interação, que acontece em tempo real, sendo determinada pela qualidade do fluxo de convivência das pessoas. Tudo que interage tende a se aproximar, em um fenômeno mundialmente definido como clustering, que viabiliza a chamada "inteligência coletiva" - ou swarming. Transformar esta inteligência em sabedoria é o desafio.
A sociedade que não evoluir nesta direção está ferrada! Então, aparentemente, o Brasil está ferrado! Por isso, não tem outro jeito. Temos de partir para um aprimoramento institucional urgente. Uma intervenção constitucional teria efeitos rápidos e duradouros para a implantação imediata do regime republicano e federativo de verdade - que nunca tivemos aqui, apesar da nomenclatura. Junto com ela, uma reforma política, para garantir representatividade dos eleitos, reduzindo, drasticamente, os fatores geradores de corrupção: o alto custo operacional dos parlamentos e o absurdo "investimento" para se eleger alguém.
A adoção do voto distrital e do distrital misto é o caminho. Elejam-se os mais votados. A campanha eleitoral, em caráter mais local, também deve ser simplificada e barateada ao máximo. O voto precisa deixar de ser obrigatório. Também é fundamental a diminuição do número de senadores, deputados e vereadores, permitindo apenas uma reeleição, para não gerar "vínculo empregatício permanente com a função pública. Os políticos profissionais podem chiar, mas não tem outro jeito. O ganho deles, e o gasto com eles, é fora de propósito. Além disso, escolhidos graças ao financiamento de esquemas espúrios, eles só alimentam a corrupção sistêmica - que precisa ser duramente combatida pelos cidadãos.
O Brasil precisa mudar com urgência. Do jeito que está, ninguém aguenta mais, exceto os corruptos, os loteadores dos poderes públicos e os eleitores que se beneficiam das práticas clientelistas. O Brasil tem muito a aprender com a Alemanha! Claro que tem. No entanto, antes precisa aprender consigo mesmo. Cada brasileiro precisa tomar vergonha na cara e cumprir seu papel para melhorar isto aqui. Todos podem ser responsáveis pelo sucesso, da mesma forma como são culpados pelo fracasso.
Resumindo: Seriedade no setor público, com segurança do Direito e regras claras a serem cumpridas conscientemente pelos cidadãos, são a chave do sucesso no mundo globalizado dos negócios.

Moral da História: Temos muito a aprender com os FDP dos alemães, enquanto torcemos e pressionamos o nosso judiciário a mandar os fdp daqui para o parlatório da penitenciária.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Milico é isso aí!

Por Marco Antonio Esteves Balbi
Coronel Reformado do EB


Sobre o artigo "Milico é isso aí!" postado ao final deste

Estava eu posto em sossego no dia de hoje. Meu filho mais velho completou 43 anos. Percebi que um querido amigo postou um link com o texto cujo título é o mesmo desse texto. Fora publicado no site Alerta Total do Jorge Serrão.


Para quem não conhece ou sabe, cabe aqui um esclarecimento. Jorge Serrão acha que todas as mazelas do Brasil são originárias alhures. Em especial é tudo culpa dos Rockfeller, de um tal de Consenso de Washington, dus americanus e ingreses dos oio azul. Ou seja, Jorge Serrão e Lula, quando lhes interessa, arrumam os mesmos inimigos. Até aí tudo bem. Cada um arruma o inimigo que lhe interessa. Mas, por vezes, Jorge Serrão extrapola, no meu modo de entender e, por algumas vezes, postei comentários na área apropriada, estranhando as colocações apresentadas, quase todas elas dizendo respeito às Forças Armadas, mormente ao Exército de Caxias.

Jorge Serrão até já publicou textos da minha autoria. Até aí morreu Neves, já dizia aquele velho ditado francês. Mas, hoje foi demais! Milico, não é isso aí, Serrão! Não, mesmo, Waldo!

Por oportuno, julgo importante esclarecer que não tenho nenhuma das qualificações do articulista Waldo! Ele diz ser escritor, economista e poeta. Eu sou só um coronel reformado do EB, menininho pequeninho lá dos Campos dos Goytacazes, criado pela Dona Laurita e Seu Crementino, que me puseram para estudar no Liceu de Humanidades de Campos. Mesmo que por vezes alguns safanões tivessem sido necessários e oportunos. Prestei concurso de admissão para a Academia Militar das Agulhas Negras e, após passar pela seleção intelectual, física, médica e psicológica ingressei na carreira mais democrática que eu conheço no Brasil.

Por meus méritos próprios e acompanhado e orientado pelos meus chefes e apoiado pela minha família atingi o posto mais alto da carreira: coronel do Exército. Minha mulher, bem mais corajosa que o Waldo, me acompanhou por todo o tempo, fazendo 17 mudanças em 34 anos de carreira, criando dois filhos e cuidando de todos os afazeres domésticos, muita das vezes sozinha.

O Waldo, ensimesmado, não percebe que o Exército Brasileiro é uma síntese do Brasil. Seus homens, e agora também suas mulheres, vivem no mesmo diapasão que todos os brasileiros. Conhecem todos os rincões do Brasil, palmilham o seu território de norte a sul, de leste a oeste, vivenciam todas as dificuldades e participam das raras alegrias do povo brasileiro. O que para alguns exércitos de oio azul do Serrão é uma deficiência, para nós é uma virtude. Estamos em todos os cantos, irmanamo-nos com todos, independente de cor, classe ou crença.

Comandantes da ativa ou ex-chefes na reserva não têm partido, não são governistas ou anti-governistas. O Exército é uma instituição do Estado brasileiro e seus profissionais servem a este Estado, que mercê dos impostos dos cidadãos lhes pagam os seus proventos.

A coisa mais fácil do mundo é ser crítico da história. Dedicando-me a ler e estudar poderia escrever um tratado sobre como fulano ou sicrano deveria ter agido em tal ou qual circunstância! Ah Castelo Branco jamais deveria ter se rendido, suspendido a eleição e prorrogado o seu mandato! Ah, jamais deveriam ter cassado o político a, b ou c! Pôxa, como foram permitir que fulano conduzisse a política econômica ou a política externa! Assim é fácil Waldo, até eu! Mas, eles é que estiveram lá e conduziram as coisas de acordo com as circunstâncias! Tomaram as decisões naqueles momentos cruciais como melhor lhes aprouveram!

Como ex-instrutor de duas das mais importantes escolas do nosso EB posso lhe garantir uma coisa Waldo: você não sabe nada do que nelas se ensina! Nem faz idéia de como se faz! Elas servem de parâmetro, em termos de atualização das grades curriculares e das metodologias do ensino para muitas das instituições civis, Waldo! Por certo, nelas ninguém desconhece Augusto Comte e o positivismo, mas vão um pouquinho além! Conhecem Gramsci e sabem que seu artigo encaixa-se como uma luva na estratégia ditada desde os cárceres pelo italiano tão copiado no Brasil do PT de hoje!

E os atuais alunos das escolas militares, assim como os meus alunos de ontem, hoje oficiais generais, reagirão na hora oportuna e adequada para colocar ordem no caos. Leia o nosso guru, General Sérgio Coutinho. Ele já nos dizia, pouco antes de partir, que o líder militar surgiria no momento adequado e oportuno. Mas, ele nos dizia também, que caberia aos civis liderarem o processo. Aonde estão os Lacerda, os Magalhães Pinto e os Ademar de Barros, entre outros? Se depender de você e do Serrão estão bem escondidos, deitando falação nas redes sociais e esperando pela solução que caia do céu. Ou do inferno, se a turma do Foro de São Paulo prevalecer e uma guerra fratricida se tornar inevitável. Nesta hora o senhor deverá estar escondido debaixo da cama, enquanto eu e outros de pijama, sem as fraldas geriátricas e sem cocô nas calças, tiraremos a graxa anti-óxido dos nossos trabucos enferrujados e nos ombrearemos com os nossos ex-cadetes e alunos para expulsar os apátridas, sejam eles Jaques, Eva, Amorim, Luis ou Dilma.

A história nos ensina que eles não desistem. Tentaram em 1935, em 1964, em 1968/1974, tentarão de novo! Mas, por aqui não passarão!

Seu artigo não me atingiu. Nem a mim nem a meus companheiros. Mas, tenho certeza, atingiu a vários companheiros que até hoje nos honram, chamando-nos comandante. Muitos ainda na ativa, outros já na reserva, assim nos consideram porque em algum momento da carreira e da vida profissional deles fomos capazes de liderar e dizer a eles: este é o caminho do dever! E, eles acreditaram em nós e nos seguiriam e nos seguirão aonde for que o conduzamos! Jamais o poeta, escritor e economista Waldo vai entender isto! Serrão muito menos!

Lula, Dilma, Amorim e Jaques passarão. Serão considerados como uma excrescência na história do Brasil. O Exército Brasileiro, este permanecerá o mesmo, honrando as tradições, os valores e as virtudes forjadas na têmpera do aço desde Guararapes, passando por Caxias, Sampaio, Osório e Mallet, os febianos de Mascarenhas de Moraes, os boina azuis espalhados pelo mundo, respeitado como a instituição de maior credibilidade perante o povo brasileiro. É contra isso que você Waldo e você Serrão pretendem se contrapor? Vão se catar, antes que eu me esqueça!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Milico é isso aí!


“O Exército Brasileiro foi e é ainda um dos grandes culpados do desarmamento civil, portanto do morticínio de cidadãos indefesos. Antes de pedir que ele ponha a mão na massa, peçam-lhe que a ponha na cabeça e tome consciência do que faz.”
OLAVO DE CARVALHO
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Waldo Luiz Viana

Muito chato é constatar que a veneranda instituição denominada Exército Brasileiro – EB mantém-se desfocada em relação à realidade nacional.
Seus comandantes na ativa, governistas até a medula e preocupados em agradar a “comandanta-em-chefa” sob todos os auspícios, não percebem que o país está definhando, em portentosa agonia.
Também pudera: como acreditar numa instituição que, em 21 anos de ditadura militar, não conseguiu organizar mero canal de televisão para divulgar à população as suas atividades? Como crer em militares que entregaram a tecnocratas insípidos o controle de nossa economia, tentando equiparar o Brasil a uma empresa, justamente como queria o velho positivismo de Augusto Comte?
Aliás, o positivismo materialista ainda campeia nas escolas militares e elas vivem subsidiadas por essa ideologia do atraso, destilando a pretensa idolatria ao cientificismo sem reflexão, que auxilia as crenças de hierarquia e disciplina cegas, que ainda suportam o douto edifício militar.
Os atuais governantes de esquerda detestam – et pour cause – as Forças Armadas. Votam a elas profundo desprezo e os comandantes militares fingem que não o percebem. Vivem como se pedissem desculpas de ainda existir. Eles no fundo querem é manter o controle de seus altos cargos e aceitam, de bom grado, qualquer humilhação.
Vejam o caso da cassação das medalhas, oferecidas com total sabujice aos mensaleiros? Fez-se um questionamento bizantino sobre o assunto que merecia uma decisão sumária. Como manter medalhas para prisioneiros, transitados em julgado, e que foram objeto de escárnio e opróbrio de quase toda a Nação? É preciso muita cara de pau para não entender o que é translúcido como a luz do sol! Isso se chama, sem meias palavras, covardia de generais desfibrados...
Sou civil e muito me envaideço de minha independência. Não preciso “ir para a reserva” para ganhar um cérebro e virar oposição. Sou oposição de peito aberto e sem peias. E fico triste em ver esse país sem guerras externas, vivendo numa atmosfera de guerra interna, onde os grandes atores são traficantes, agiotas, milicianos e toda a sorte de golpistas e escroques. Os escândalos que vivemos apoiam minhas tristes palavras...
Enquanto o governo de esquerda rouba escandalosamente o povo através de impostos escorchantes e gravosos, enquanto organiza toda sorte de extorsões da máquina pública para se manter eternamente no poder, os militares são até assaltados por bandidos em seus deslocamentos pelo território nacional. Houve até um militar morto em favela por traficantes, em confronto terrestre, e nada aconteceu. A tropa engoliu o “incidente” e guardou a baioneta no alpendre.
Do mesmo modo, tentaram mudar o nome da ponte Presidente Costa e Silva, nossa conhecida ponte Rio Niterói, em manobra congressual sibilina, que não mereceu qualquer reparo ou condenação de nossos chefes militares. Eles lembram, com tal conduta omissiva, a disciplina de Inácio de Loiola, que recomendava em relação à Igreja a qual servia: “obedecer como um cadáver”. Pois bem. Nossos chefes militares são cadáveres do PT...   
A milicada fica mesmo caladinha, esperando com esperança o reajuste de 10% no soldo e tudo assim volta ao normal. Os quartéis continuam assistindo à ginástica e a ordem unida pela manhã e ocupando as melhores zonas turísticas do país, demonstrando que o lazer castrense é sagrado e deve ser protegido por muros e privilégios.
Os civis ainda desejam se queixar a pastores e bispos, mas sofrem muito com a contrapartida que têm de pagar sob dízimos e ofertas. Continuamos a viver tragédias, assaltos, balas perdidas e arrastões todos os dias, falta d’água e apagões, educação e saúde que nem preciso descrever, deficiências em estradas, ferrovias e mobilidade urbana, enquanto os militares nos dizem que tudo se encontra na maior normalidade, com uma “presidenta” eleita por pleito justo e limpo. Nossos comandantes são sempre legalistas e constitucionais, seja quem for que esteja no poder. Afinal, para eles, melhor que o governo atual, só o próximo...
Enquanto isso, alguns otários civis pretendem uma tal de “intervenção militar constitucional!”.  Qual é,  caraca? Os militares não têm líderes e quando tiveram a faca e o queijo na mão não permitiram que surgissem novas lideranças civis. Resultado: tornaram-se esteio para que todos os agitadores e comunistas do passado voltassem ao poder, porque a política detesta o vácuo e estes preencheram, de fato, as demandas da população órfã e sem direção.
A tal “Revolução de 1964” adiou apenas o controle cubano dessa Nação desfigurada, mas tal intervenção, com anestesia gramsciana, está sendo empreendida aos poucos e é quase vitoriosa. Argumenta-se que não houve vitória completa porque o PT ainda não conseguiu penetrar nas Forças Armadas e desarmar por completo a população assustada. Eu diria: nem precisa...
As Forças Singulares não têm capacidade de conter a ordem esquerdista, que está sendo implantada através dos movimentos populares, ONGs estrangeiras e políticas de direitos humanos voltadas para a anistia de corruptos e bandidos de todas as espécies, porque estes minam e destroem qualquer vestígio de ordenação liberal e capitalista ainda existente. O próprio dinheiro vem mudando de mãos e agora vemos o governo e o Estado dominados por uma nova elite branca, constituída por empreiteiros e funcionários públicos muito bem nutridos e toda a cumpanheirada semianalfabeta, barbuda e de língua presa do partido no governo.
Tanto é assim que o governo petista sempre volta à tentativa de desarmamento civil e federalização das polícias estaduais, para que os cidadãos de bem se tornem indefesos diante da nova ordem constituída.  Sem contar com os movimentos tangíveis das comissões da verdade, da complacência com terroristas e traficantes nacionais e internacionais, bem como iniciativas parlamentares para estimular a destruição das famílias e exaltar práticas sexistas, pedófilas e homossexuais como regras predominantes.
Quanto ao relatório da Comissão da Verdade, este foi a prova cabal da submissão dos chefes militares. Nem um pio, nem contra ou a favor. Como se fossem surdos e mudos diante da execração votada contra as Forças Armadas. Mas não se iludam: os comandantes dormem bem. Calados e sisudos, fingem que defendem a Pátria e que amam o Brasil “acima de tudo”.
Os militares da ativa são míopes em relação à realidade nacional. Tenho a satisfação de dizer que não acredito neles. Quanto aos da reserva, pensionistas garantidos, soerguem-se contra o governo, surpreendendo a todos com corajosos vagidos de oposição, mas o que precisam mesmo é de fraldas geriátricas pra não fazer cocô nos pijamas...
Bom mesmo é engolir o Jacques Wagner como ministro da Defesa. Com ele estamos salvos. Enfim, um “especialista do PT” recebendo as continências submissas. É isso aí...

Waldo Luís Viana é escritor, economista , poeta e tem tanta coragem quanto mulher de militar...

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Carnaval e "PINIKVICZ"

Duas palavras que não me dizem nada, aliás significam nada para mim. Assim a vida segue.

 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

KARL Heinrich MARX – Um Parasita social

Os partidos da esquerda política e seus fanáticos seguidores costumam idolatrar KARL MARX, principalmente em virtude de suas pregações em favor da classe operária e contra o sistema capitalista. Porém, os fatos resumidos a seguir retiram-lhe a qualidade de sábio e de homem operoso, ético e altruísta, conforme as biografias e as informações contidas nas numerosas publicações do Google na Internet.
 
KARL Heinrich MARX nasceu em 05/05/1818 na cidade de Trier ou Tréveris, Sul da Prússia Renana, e morreu aos 64 anos de idade em 14/03/1883, em Londres, depois de longa bronquite e pleurisia. Era o segundo filho de Herschel Marx & Henriette Pressburg, que se converteram do judaísmo para o cristianismo luterano a fim de superar a discriminação étnica praticada pelo governo. Seu pai era Advogado e Conselheiro de Justiça, o que propiciou ao filho a conclusão do ginásio em 1835 e, quatro anos depois, os rápidos Cursos de Direito, Filosofia e História na Universidade de Berlim, apresentando em 1841, na Universidade de Jena, sua tese de doutorado intitulada "Diferença da Filosofia da Natureza em Demócrito e Epicuro". A seguir publicou a "Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel", o conceituado doutrinador da Filosofia Alemã.
 
Entretanto, as Universidades negaram emprego a KARL MARX por causa de seus escritos contra o absolutismo imperial. Em decorrência, encaminhou-se ao Jornalismo. Ingressou na "Gazeta Renana", onde foi redator-chefe, durante 1842. O jornal seguia ideia burguesa-liberal, mas foi fechado em 1843 pela polícia após publicar vários ataques ao governo prussiano. Nesse ano casou e transferiu-se a Paris, onde assumiu a direção dos "Anais Franco-Alemães", empresa pertencente a seu amigo Arnold Rudge, pelo qual foi apresentado a diversas sociedades secretas socialistas, às quais prestou assistência doutrinária. Ainda em 1843, Marx se integrou à "Liga dos Justos", depois transformada na "Liga dos Comunistas". Em 1844 Marx ajudou a editar a publicação "Vorwärts", de pequena circulação, mas contestatória do regime político da Prússia, o que fez seu imperador Frederico Guilherme V pressionar o Governo Francês para expulsar todos seus colaboradores. Expulso em 1845 da França, Marx refugiou-se em Bruxelas, para onde também seguiu Engels, que o havia visitado em 1844. Naquela oportunidade, ambos escreveram teses sobre o socialismo, fundaram a "Sociedade dos Trabalhadores Alemães" e adquiriram um semanário. Em 1847 Marx escreveu "A Miséria da Filosofia", ironizando "A Filosofia da Miséria" do anarquista Proudhon". Com base na obra de Engels intitulada "Os Princípios do Comunismo", Marx escreveu em 21/02/1848 "O Manifesto Comunista", folheto no qual esboça suas principais ideias, especialmente a luta de classes como motor da história, a necessidade de substituir o capitalismo pelo comunismo e a extinção do Estado, terminando com a recomendação pela união dos trabalhadores do mundo. Pouco tempo depois, Karl Marx e sua mulher foram presos e expulsos da Bélgica. Impedidos de residir também na cidade alemã de Colônia, em 1849 conseguiram emigrar para a Inglaterra, graças à arrecadação de donativos em uma campanha promovida por Ferdinand Lassale junto a admiradores e correligionários. Vivendo em Londres, em 1864 Marx fundou a Associação Internacional dos Trabalhadores e, em 1867, com ajuda de Engels publicou o 1º volume de sua principal obra, "O Capital". Marx condenou o programa que o Partido Socialista da Alemanha adotara em 1875.
KARL MARX casou-se em 1843 com Jenne Von Westphalen, com a qual mantinha um noivado secreto, pois não era aceito pelo pai dela, um barão da Prússia. Mudaram-se logo a seguir a Paris, depois a Bruxelas e, finalmente para Londres. Tiveram sete filhos, mas apenas três meninas chegaram à idade adulta devido às precárias condições de vida: Caroline (1844-1883), Laura (1845-1911) & Júlia (1855 a 1898), que faleceram aos 39, 66 e 43 anos de idade. Marx teve ainda um filho com a empregada Helena Delemuth, de nome Frederick Delemuth, cuja paternidade pediu a Engels assumir para evitar escândalo, o qual atendeu ao pedido e entregou a criança a uma família operária mediante pagamento de pensão.
 
Em 1844 FRIEDRICH ENGELS visitou Karl Marx em Paris, quando se conheceram e deram origem a uma fecunda amizade e integração intelectual por toda a vida. ENGELS nascera em 28/11/1820 na cidade alemã de Wuppertal, município de Barmen, e faleceu na cidade de Londres em 05/08/1895, aos 74 anos de idade, de câncer na garganta, tendo suas cinzas sido espalhadas em Beachy Head, um penhasco perto da cidade de Eastbourne, cumprindo sua recomendação em vida. Era o primeiro dos nove filhos de Friedrich Engels & Elizabeth Franziska, família rica que possuía fábricas de tecidos na Prússia e na Inglaterra. Durante 1838 a 1841 Engels trabalhou nos escritórios da empresa de exportação do pai na cidade de Bremen e, em 1842, recebeu a incumbência de administrar a fábrica de linhas de costura situada na cidade inglesa de Manchester, empresa "Ermen & Engels Victoria Mill", revelando-se um bem sucedido "homem de negócios". Devido a esse compromisso, não tinha tempo para fazer um curso universitário regular, tendo estudado por conta própria e assistido a conferências, principalmente na Universidade Humboldt, de Berlim. Sob o pseudônimo de Friedrich Oswald escreveu artigos que lhe abriram as portas do "Clube de Doutores". Em 1842 ENGELS passou a viver maritalmente com a operária analfabeta Mary Burns, até o falecimento desta em 1863, o que Marx considerou irrelevante, atitude que fez Engels exigir-lhe desculpas. Engels escreveu com exclusividade os seguintes livros, que foram essenciais para a formulação do Marxismo e para a compreensão do denominado comunismo científico: "Esboço à Crítica da Economia Política" (1844), obra muito admirada por Marx; "A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra", com base em suas observações pessoais (1845); "Anti-Düring" (1878), em que condena o Socialismo Ideal"; "As Origens da Família, da Propriedade Privada e do Estado" (1884); "Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Clássica Alemã" (1888); e mais "Do Socialismo Utópico ao Científico" (1890). Engels tinha servido como voluntário num Regimento de Artilharia, em Berlim, durante 1841 e 1842, experiência que considerou útil quando participou da Revolução de 1848 na Prússia contra o poder feudal de grandes proprietários de terras. Engels & Marx criaram o Socialismo Científico ou Comunismo, contra o Socialismo Ideal. Em 1848, Engels colaborou com Marx na redação de "O Manifesto Comunista". Depois da morte de Marx, coube a Engels escrever a continuação do 2º volume da obra "O Capital", em 1885, bem como, por inteiro, o 3º volume", em 1894. Engels comentava o desconforto que suportava ao propagar e lutar pela implantação do comunismo e, ao mesmo tempo, desincumbir-se das funções de empresário.
 
As biografias registram que até 1848 KARL MAX vivia, razoavelmente, com o salário de jornalista, o produto de seus escritos, as contribuições de adeptos e a herança deixada por seu pai. Segundo esses registros, Karl Marx trabalhou apenas nos anos referidos, de 1842 a 1848. Em 1849 a crise financeira o atingiu. A partir de então KARL MAX, sua esposa e as filhas sobreviventes passaram a ser sustentados por FRIEDRICH ENGELS, seu amigo e coadjuvante, que desde antes cobria todos os custos das publicações de seus escritos, com dinheiro retirado das indústrias do pai em Bremen e Manchester, permitindo que Marx se dedicasse aos estudos e pesquisas, principalmente na sala de leitura do British Museum.
 
Apesar de estudioso em Sociologia e Economia Política, Marx errou no diagnóstico do país em que seria deflagrada a urdida Revolução Operária. Pensara que seria na Inglaterra, porque lá operavam as principais indústrias e se concentravam os maiores grupos de proletários. Porém, a Revolução Comunista deflagrou-se na Rússia em 1917, um país ainda no regime feudal.
 
No que concerne ao conteúdo da principal obra "O CAPITAL", deve-se notar que as revoluções ditas do Socialismo Científico falharam nos seus fins essenciais, que eram: extinção do Estado, substituição do capitalismo pelo comunismo, supressão das classes sociais e instalação da ditadura do proletariado. Negaram esses objetivos os regimes políticos da implodida União Soviética, da fracassada Alemanha Oriental, da invadida Hungria, da militarista Coreia do Norte, da empobrecida Cuba e mesmo da progressista China Popular. Todas essas chamadas repúblicas comunistas cultivavam os vícios desumanos de governos absolutistas, a supressão das liberdades pessoais e coletivas, a exclusão do proletariado das respectivas ditaduras, a tomada do poder pelos controladores do partido único e a inexistência de Poderes Independentes do Judiciário e Legislativo. Na URSS as próprias autoridades comunistas - destacadamente Nikita Khrushchev (1894-1971), Vyacheslav Molotov (1890-1986) e Mikhail Gorbachev - denunciaram a tirania, as perseguições e o genocídio ordenados por Joseph Stalin (1878-1953), mais o culto da personalidade dos governantes, os erros decisórios e as mentiras disseminados por diversos governos, causando a improdutividade econômica, o desabastecimento e, finalmente, a dissolução da URSS em 26/12/1991, um dia depois da renúncia do presidente Gorbachev. Nos demais países citados, chegaram ao conhecimento mundial a ausência de liberdade, os assassinatos de opositores sem direito de defesa, a mortandade programada de milhões de pessoas, além de outros crimes ainda praticados nos tempos atuais. No que concerne à confusa "Mais Valia", teorizada por Marx, se ele tivesse consultado Contadores, teria sido informado que ela corresponde ao Lucro Bruto e ao Lucro Líquido na Contabilidade Empresarial, necessários à acumulação dos capitais para promover inovações tecnológicas e produção em escala, minimizando os custos das mercadorias destinadas aos consumidores. No tocante à teoria de que os acontecimentos históricos seriam resultado das lutas de classes, vários historiadores norte-americanos e europeus já demonstraram que não foram causados por lutas de classes as numerosas revoluções e convulsões sociais nem as guerras ocorridas durante os milênios registrados pela História.
PARASITA SOCIAL é a pessoa que vive à custa da sociedade e do trabalho alheio, sem produzir o suficiente para si nem para o bem-estar dos outros. Conforme os fatos históricos acima relatados, enquadra-se nessa categoria o famoso filósofo e revolucionário KARL MARX, que publicava seus escritos usando o trabalho e os recursos financeiros de seu amigo e colaborador FRIEDRICH ENGELS, que ainda sustentou a ele, esposa e filhas a partir de 1849. Engels se revelou um ser humano muito superior a Marx, em criação intelectual, clareza expositiva, altruísmo e ética, durante toda sua vida revolucionária, empresarial e familiar, inclusive ao assumir a paternidade da criança que Marx gerou em sua empregada.
Pesquisa concluída em 24/09/2014 por Harry Conrado Schüler, consultor legislativo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

VENEZUELA

Os fanáticos do PT dizem que as fotos da Venezuela são montagens. O que acontece lá, é a elite perdendo os privilégios. É o governo fazendo pelos pobres. COISAS que as imagens contrapõe. Neste blog venezuelano existem mais de 200 fotografias para você tirar as próprias conclusões. Lembrem-se também que Dilma e Lula defendem os celerados seguidores do chavismo.

NÃO É PRECISO PALAVRAS PARA AS IMAGENS A SEGUIR






no link abaixo, mais de 200 fotos




domingo, 1 de fevereiro de 2015

Demis Roussos

O cantor grego morreu em Atenas aos 68 anos. A notícia foi confirmada ao Le Figaropela filha de Roussos. Não são conhecidas as causas da morte.

Demis Roussos, em 2006, foto: Stephane de Sakutin/AFP

Era o cantor de Forever and ever, o companheiro de banda de Vangelis nos Aphrodite’s Child e uma das vozes (e rostos) mais populares do rock europeu da década de 1970. O cantor Demis Roussos morreu na madrugada deste domingo em Atenas. Tinha 68 anos. A notícia foi avançada no Twitter por Nikos Aliagas, jornalista da francesa TF1, e confirmada pela filha do cantor ao Le Figaro. Não foram reveladas as causas da morte.


Nascido Artemios Ventouris Roussos em 1946, em Alexandria, no Egipto, filho de pais gregos, Demis Roussos regressou com a família à Grécia em 1961. Uma primeira banda de versões sem história, os The Idols, daria lugar, em 1968, aos Aphrodite’s Child. O trio alcançaria grande êxito com Rain and tears, composto por Vangelis, e, com a edição de 666 deixaria para a História da música popular um clássico do rock progressivo.


666 foi editado em 1972, quando a banda já se separara para que Vangelis e Demis Roussos seguissem percursos a solo. E foi sob o seu próprio nome que Roussos alcançou o estrelato. We shall dance, o primeiro single, editado em 1971, foi a antecâmara para o sucesso massivo de Forever and ever ou Goodbye my love, goodbye. Nos anos 1970 a sua voz, a sua barba, as túnicas coloridas e as lantejoulas cobrindo o corpo que, em 1980, atingiria os 147 quilos, formaram uma das imagens icónicas da década.


Continuando a colaborar esporadicamente com Vangelis (na banda-sonora de Blade Runner ou na versão cantada da de Chariots of fire), prosseguiu a carreira a solo com edições regulares até muito recentemente. Demis, de 2009, foi o seu último álbum. Nesse mesmo ano, festejou os 40 anos de carreira com um concerto em Atenas, descrito como “gigante” no obituário daTF1.

Ao longo da carreira terá vendido cerca de 40 milhões de álbuns. Bem-humorado, comentava desta forma à Paris Match o seu sucesso, no ano da celebração dos 40 anos. “Já vendi milhões desta porcaria… Não me arrependo de nada. Sempre soube adaptar-me, fazendo de forma a que a tua mãe adore [a música] mesmo quando lhe junto sons rock”.
Fonte: Público,26-1-2015
Edição: JP

O mercado laboral na Espanha

Gilrikardo disse: Um depoimento para exemplificar o quanto somos um país fomentado pela DESIGUALDADE... a diferença entre salários é estimulada pelos governos cujos discursos hipócritas e demagogos se travestem de paladinos da justiça social. Estamos à séculos de alguma melhoria social.

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Do Blog Edu na Espanha
 
Quando cheguei na Espanha, uma das minhas primeiras surpresas foi quando conheci o valor dos salários por aqui. Muita gente no Brasil pensa que na Europa as pessoas vivem com excelente salários, e por isso chamamos este continente de "primeiro mundo". Ledo engano. Pelo menos na Espanha, os salarios sao muito inferiores que no Brasil. POR UM LADO. Por outro, os salarios sao bem superiores que no Brasil. Confuso ???

Me explicarei. No Brasil aprendemos desde criança que se queremos ser "alguém na vida", temos que estudar. E isso é uma crua e dura realidade. Quem nao estuda no Brasil está "condenado" a viver de empregos que mal pagam as contas. É o caso de milhoes de porteiros, empregadas domesticas, pedreiros, e outros profissionais que sao verdadeiros guerreiros, que enfrentam jornadas de longas horas de trabalho, fora o tempo perdido no transporte de ida e volta para casa, por um salario que na grande maioria dos casos nao chega a 800 Reais.
 
Quem estudou MUITO e teve sorte de conseguir um bom emprego ou de passar em um bom concurso, foi recompensado com um melhor nivel de vida. Alguns salarios no setor público podem ultrapassar facilmente a faixa dos 8.000 Reais, um valor que também é pago a engenheiros, economistas e outros profissionais de grandes empresas do setor privado. Sabemos que esta galera corresponde a um porcentagem muito pequeno no Brasil, mas nao deixa de ser uma das facetas do mercado laboral brasileiro.
 
Que conclusao podemos tirar ? Que o mercado profissional brasileiro penaliza duramente quem nao estuda e recompensa aqueles que se esforçaram se matando anos e anos na escola e na faculdade (bom, aqueles que também tiveram sorte).
 
Aqui na Espanha, a realidade é outra. E acredito que isso se repete em toda a Europa. No que se refere a salarios, o mercado nao penaliza ninguém. Um pedreiro e um médico podem ter o mesmo salario. Isso é fato. No meu prédio tenho vizinhos que sao pedreiros, eletricistas, engenheiros e advogados. O meu vizinho pedreiro tem um carro 0km na garagem, e meu vizinho advogado tem um Ford Escort já bem usadinho. Injustiça ? Desigualdade ? Tem gente que acha injusto um pedreiro ganhar mais que um advogado ou um engenheiro, afinal estes 2 profissionais tiveram que estudar muito.
 
Mas será que o estudo é o unico critério para definir um bom salario ?

Já pensei muito no assunto, até porque eu também já me senti injustiçado. Sou formado em administraçao de empresas por uma das melhores faculdades do Rio de Janeiro. Tenho pós graduçao e um MBA e aqui na Espanha o meu salario se equipara a de um profissional que nao tem nem o 2º grau completo. Só que começo a perceber que o importante é ser um bom profissional. Da mesma forma que você precisa de um advogado, de um dentista ou de um arquiteto, você também precisa de um pedreiro, de um encanador ou de um pintor. Eu já contatrei os trabalhos de pedreiros, carpinteiros e pintores aqui na Espanha e o trabalho que eles fizeram foi impecável, limpo e rápido. Percebe-se que foi o trabalho desenvolvido por um PROFISSIONAL de fato. Se eu tentasse fazer uma reforma na cozinha, seria um desastre. Meus diplomas pouco servem para fazer uma mesa ou trocar o azulejo do banheiro. Nao é o meu oficio. Portanto, acho que um trabalhador que é profissional de verdade, que trabalha bem, merece ser bem remunerado.

Isso tem um efeito imediato na sociedade. IGUALDADE. Você vê um carro 0km estacionado na rua e nao sabe se pertence a um engenheiro ou a um pedreiro. Estes dois profissionais fazem as mesmas compras de mercado, vivem em imóveis similares e podem fazer as mesmas viagens de férias.
 
O outro efeito é a ELASTICIDADE. No Brasil um juiz pode chegar a ganhar 30.000 Reais, enquanto um carteiro mal chega aos 700. Aqui na Espanha um juiz ganha 3.000 Euros em média (pasmem) enquanto um carteiro tem uma média salarial de 1.000 Euros. O Juiz, neste caso ganha o triplo de um carteiro (me parece justo), mas nao é como no Brasil que um juiz ganha 30 vezes mais que um carteiro (o que provoca desigualdade).

Você ainda pode estar achando que é injusto um pedreiro ganhar quase o mesmo que um engenheiro. Eu nao te critico. Fomos educados para pensar que quem estuda merece ganhar mais... Muito mais !!! Se você quer uma compensaçao por ter estudado, aqui existe sim uma penalizacao para quem nao estudou: Empregabilidade. Neste sentido, quem nao tem estudos fica muito mais tempo desempregado. A crise mundial que estamos vivendo atualmente, massacrou a Espanha, provocando um indice de desemprego de mais de 20%. Falamos de aproximadamente 4 milhoes de trabalhadores desempregados. Desta massa de gente, cerca de 70% sao garçons, pedreiros e profissionais de baixa qualificaçao. Existem pessoas que estao desempregadas a mais de 2 anos e nao conseguem uma vaga de jeito nenhum. Só que ao analisar seu curriculo, esta pessoa nem completou o segundo grau. Portanto, estudar ainda vale muito a pena.